Joana Espadinha
Joana Espadinha deu os primeiros passos na música em salas de ensaios de garagens, mas a adolescência desviou-a para o Direito e assim foi até que, imediatamente após a conclusão dos estudos, deu início a uma ligação académica com a música, especialmente o jazz, que ainda hoje mantém. Por entre apresentações em nome próprio e como convidada, editou o primeiro disco, Avesso, em 2014. Pela mão de Luís Nunes, também conhecido como Benjamim lançou em 2018 o seu segundo álbum, O Material Tem Sempre Razão.
Benjamim
Pianista de formação, Benjamim é escritor de canções, músico e produtor. Em 2015 lançou Auto Rádio e em 2017 gravou, a meias com o músico britânico Barnaby Keen, o disco 1986, editado enquanto ainda vivia em Londres. Como produtor e engenheiro de som, trabalhou com inúmeras bandas e músicos portugueses. Depois de quatro anos em Inglaterra, instalou-se na vila de Alvito (Alentejo), onde vive e construiu o estúdio que é hoje a sua principal ferramenta de trabalho.
Formados em 2008, os Diabo na Cruz viram o seu álbum de estreia Virou! ser considerado um marco na música nacional pela forma como juntou sonoridades de música tradicional e rock contemporâneo. Inspirados pelo tropicalismo, puseram instrumentos elétricos a evocar melodias resgatadas da memória da tradição oral, convidando a música portuguesa a encontrar-se com as suas raízes.
Por fazerem parte da história do festival, os Diabo na Cruz são uma das 13 bandas a celebrar, com uma atuação inédita, os 13 anos das 10 edições BONS SONS.
Cofundador da Alienação, label portuguesa de música eletrónica, João Melgueira viaja entre estilos de música com uma fluidez e naturalidade raras, fruto de uma pesquisa naturalmente eterna de sons, do house de Chicago às musicas do mundo. Já espalhou o seu som por diversos locais de Lisboa e do Porto e fez programas na Rádio Oxigénio, East Side Radio e Rádio Quântica. Com milhares de quilómetros nas pernas e milhares de minutos com a batuta atrás de uma cabine, dançar com ele é uma oportunidade que não se deve perder.
Inês Graça e Carlos Norton começam a explorar a voz como instrumento quando integram os OrBlua. Em 2017, criam CAL, projeto com o cunho da associação cultural Fungo Azul, do Algarve. Usam nada mais que a voz, em múltiplas camadas sonoras, recorrendo a modeladores e efeitos de loops. Após alguns concertos de experimentação em torno da improvisação, CAL prometem espetáculos ao vivo assentes em composições originais, inspirados nas tradições portuguesas, mas seguindo um caminho muito próprio, como é desde há muito característica dos dois elementos.
Dada Garbeck, alter ego de Rui Souza, desenha camadas como sedimentos musicais: cada loop inscreve-se na memória, e por lá fica enquanto os sintetizadores assentam em novas paragens, com novas texturas. O seu disco de estreia, The Ever Coming ouve-se num processo semelhante ao de cortar uma montanha e identificar-lhe as camadas, de cor em cor, de acorde em acorde, de progressão em sensação. Este trabalho ficou recentemente disponível em CD e nas plataformas digitais — e tem o selo da editora Revolve.
Conhecido vocalista da banda You Can’t Win, Charlie Brown, Afonso Cabral prepara-se para divulgar este ano o seu primeiro disco em nome próprio e em português. Para além de também fazer parte da banda que acompanha Bruno Pernadas em palco, Afonso estreou-se recentemente na escrita de canções a solo, com o tema Perto, interpretado por Cristina Branco e a coescrita de Anda Estragar-me os Planos para a voz de Joana Barra Vaz – tema que foi alvo de uma nova versão no último álbum de Salvador Sobral.
A celebrar 15 anos de carreira, os inconfundíveis Linda Martini, banda de destaque no panorama atual do rock português, trazem ao BONS SONS uma mão cheia de sucessos e o mais recente trabalho, agraciado pela crítica. Gravado na Catalunha entre outubro e novembro de 2017, com produção da própria banda e Santi Garcia, o quinto e homónimo longa duração dos Linda Martini responde, na capa, à “eterna questão” que, desde o início de carreira, é colocada à banda lisboeta: “Quem é a Linda Martini?”.
Na Festa de Encerramento, entre música, jogos e surpresas, Foque e Godot vão lançar as suas setas musicais para celebrar os encontros, despedidas e memórias de quatro dias de festival e, quem sabe, proporcionar uma última chance para novas histórias. Foque é o projeto de a solo de Luís Leitão que nasceu da necessidade de ter independência musical e de largar, não as guitarras nem as baterias convencionais, mas o rock em geral, onde havia embrenhado grande parte da sua vida. Já o misterioso Godot assume-se como um “clown dos tempos modernos” centrado na energia, no estado de espírito, no gesto, na estética e no desenvolvimento de novas dramaturgias.
Cosmic Mass são um quarteto português de stoner rock inspirado na década psicadélica dos anos 60. Oriundos de Aveiro, começaram a tocar juntos em 2018, fazendo concertos um pouco por todo o país, e terminando o ano com o lançamento de Vice Blooms, o disco de estreia. Nos concertos focam-se em criar uma sonoridade construída à volta de riffs pesados e melodias hipnotizantes. Da primeira à última nota, Cosmic Mass fazem questão de oferecer uma sonoridade muito própria, dando ao seu público uma experiência direta, poderosa, e sem quaisquer rodeios.
Luís Liberal é cabeleireiro, curador mas sobretudo Mister Teaser. Já se contam 16 anos desde que o DJ começou a espalhar a sua seleção musical única de acid, house e eletrónica pelo país fora e um pouco por todo o mundo. Já partilhou a cabine com vários DJ de renome, atuou em várias das cidades europeias e em Nova Iorque e Boston. Em 2015 passou pelo Off Sonar em Barcelona e no ano seguinte contou com atuações em vários festivais portugueses onde regressa frequentemente. Em 2019 é Mister Teaser que toma as rédeas da noite de boas-vindas no campismo do BONS SONS.