Senza

Catarina Duarte e Nuno Caldeira partiram de mochila às costas, sem nada programado, e aventuraram-se numa viagem de três meses pela Ásia que acabou por se transformar num projeto de vida: uma coleção de músicas originais a que chamaram SENZA. Em 2016, editam o primeiro disco, Praia da Independência, e dois anos mais tarde segue-se Antes da Monção, apresentado ao vivo um pouco por todo o mundo, de Portugal ao Zimbabué. Nas suas músicas contam histórias que viveram, trazendo a cultura e as tradições dos locais por onde passaram, e partilhando-as com convidados como Júlio Pereira e Rão Kyao.

Orquestra Filarmónica Gafanhense

Em 1836 nascia em Ílhavo a Phylarmonia Ilhavense, que mais de um século depois, em 1986, muda-se para Gafanha da Nazaré com o nome Orquestra Filarmónica Gafanhense. Ao longo dos anos, esta orquestra juvenil tem desenvolvido um conjunto de atividades em festejos e arraiais, fruto de um intenso calendário de norte a sul do pais. Atualmente, conta com um efetivo de músicos suficiente para dar conta destes eventos, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido pela sua escola de música, que atualmente conta com 82 alunos distribuídos por instrumentos de sopro, piano, guitarra, e percussão.

Fogo Fogo

Fogo Fogo é um projeto de Francisco Rebelo, João Gomes, Márcio Silva, Danilo Lopes e David Pessoa. A Lisboa que os vê nascer é vibrante e especial: é uma Lisboa onde cabe toda a África, sobretudo a que fala português, tanto a do futuro, como a do passado. Uma Lisboa onde ainda é possível descobrir peças de coleção em vinil dos Tubarões e todas as obscuras pérolas de edição de autor que a diáspora de Cabo Verde gravou nos anos 80 e 90 no estúdio Musicorde, em Campo de Ourique, e que o mundo nunca ouviu. Essa é a Lisboa que, qual vulcão, expeliu os Fogo Fogo.

X-Wife

João Vieira, Rui Maia e Fernando Sousa conhecem-se e decidem criar os X-Wife em 2002. Dois anos mais tarde, em 2004, lançam o álbum de estreia, Feeding the Machine, que se torna um sucesso nacional e internacional, graças à uma sonoridade que mistura o indie rock com o pós-punk. Segue-se a edição de mais três discos, ao mesmo tempo que mantêm lugar presente nos palcos dos festivais, tanto em Portugal como lá fora. Após uma breve pausa, regressam em 2018 com álbum homónimo, que comprova a capacidade de reinvenção do grupo em manterem-se sempre atuais, modernos e urbanos naquilo que produzem.

Gator, the Alligator

Naturais de Barcelos, Eduardo da Floresta (guitarra), Ricardo Tomé (baixo), Filipe Ferreira (bateria) e Tiago Martins (voz e guitarra) são Gator, The Alligator, um jacaré hiperativo que chegou e está pronto para soltar descargas elétricas em forma de ondas sonoras. O concerto no BONS SONS é o prémio por terem sido a banda portuguesa mais bem classificada no Festival Termómetro de 2019, tendo lançado no ano anterior Life is Boring, o seu primeiro disco de originais. Carregado de poderes místicos do fuzz, prometem hipnotizar todos aqueles que se submeterem aos seus feitiços musicais.

Adélia

Ana Correia e Tânia Pires compõem este projeto, que tem como objetivo homenagear Adélia Garcia, a cantadeira de Caçatrelhos, aldeia de Trás-os-Montes, que encantou o país com a sua voz e musicalidade. Usando o repertório musical deixado pela própria, Ana e Tânia dão a voz e dividem-se entre instrumentos (violino, acordeão, piano, guitarra da parte de Ana, guitarra, ukelele, flauta, adufe, e percussão por Tânia) e conduzem este tributo a todas as mulheres de lenço na cabeça, saias compridas, trabalhadoras incansáveis, que cada vez estão menos presentes nas aldeias do nosso país.

Danza Ricercata

Em Danza Ricercata, de Tânia Carvalho, contrasta-se a ideia de improviso a que estamos habituados no que toca a dança com a ideia de movimentos coreografados que são exagerados ou reduzidos dependendo do que a música pede. Um piano, um compositor, uma música, uma pianista, uma coreógrafa, uma bailarina, uma dança.

Sallim

Nascida em Lisboa, Sallim, ou Francisca Salema, vive entre o litoral e a cidade. A sua música evoca as viagens de comboio diárias ao longo do rio e o sentimento transitório que oscila entre a tradição local e a música popular do mundo. De voz brilhante e clara, Sallim compartilha a busca constante pelo seu lugar no mundo, através de letras melancólicas e harmonias suaves. Com vários discos lançados pela editora independente Cafetra Records, o mais recente, A ver o que acontece, de 2019, vai mostrando mais da sua relação com a música pop, que captura imediatamente a mente de quem ouve.

Joana Espadinha + Benjamim

Joana Espadinha
Joana Espadinha deu os primeiros passos na música em salas de ensaios de garagens, mas a adolescência desviou-a para o Direito e assim foi até que, imediatamente após a conclusão dos estudos, deu início a uma ligação académica com a música, especialmente o jazz, que ainda hoje mantém. Por entre apresentações em nome próprio e como convidada, editou o primeiro disco, Avesso, em 2014. Pela mão de Luís Nunes, também conhecido como Benjamim lançou em 2018 o seu segundo álbum, O Material Tem Sempre Razão.

Benjamim
Pianista de formação, Benjamim é escritor de canções, músico e produtor. Em 2015 lançou Auto Rádio e em 2017 gravou, a meias com o músico britânico Barnaby Keen, o disco 1986, editado enquanto ainda vivia em Londres. Como produtor e engenheiro de som, trabalhou com inúmeras bandas e músicos portugueses. Depois de quatro anos em Inglaterra, instalou-se na vila de Alvito (Alentejo), onde vive e construiu o estúdio que é hoje a sua principal ferramenta de trabalho.

Diabo na Cruz

Formados em 2008, os Diabo na Cruz viram o seu álbum de estreia Virou! ser considerado um marco na música nacional pela forma como juntou sonoridades de música tradicional e rock contemporâneo. Inspirados pelo tropicalismo, puseram instrumentos elétricos a evocar melodias resgatadas da memória da tradição oral, convidando a música portuguesa a encontrar-se com as suas raízes.

Por fazerem parte da história do festival, os Diabo na Cruz são uma das 13 bandas a celebrar, com uma atuação inédita, os 13 anos das 10 edições BONS SONS.