A natureza obsessiva com que vive a música é a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em Slow J. Inspirando-se na profundidade da poesia de Sam the Kid e de Manuel Cruz e na energia pura de Imagine Dragons e Da Weasel, Slow J estreia-se, em 2015, com “The Free Food Tape”, aclamado pela crítica. Em 2017, afirma-se no panorama da música nacional com “The Art of Slowing Down”.
Tipologia: Cartaz
Xinobi
Xinobi é Bruno Cardoso, um adulto de coração jovem obcecado com a música. Depois de lançar alguns EPs sólidos, ganhou um reconhecimento e seu culto underground tornou-se mais amplo. Faixas idiossincráticas como “(I Hate The Sound of) Guitars”, “Puma”, ”Spend the Night” ou a colaboração com The Lazarusman, “See Me”, requerem atenção. Remixes, edits e reworks para artistas como Sbtrkt, The Avener, John Grant, Toro Y Moi, Nicolas Jaar, Riva Starr, Agnes Obel, Moullinex e Kris Menace provam a sua habilidade para reorganizar música incrível em todo um novo universo.
Patrícia Costa
Natural de Oliveira Santa Maria, Patrícia Costa cresceu a ouvir música tradicional portuguesa. O fado desde muito cedo tomou conta da sua voz e Amália Rodrigues é a sua maior referência. Assente no fado mais puro, numas vezes recriando grandes clássicos, noutras revestindo as melodias antigas com novos poemas, no seu repertório encontramos também fados novos, e ainda uma paixão de berço desta natural do Minho: o folclore.
Meta
Cantautora, Meta traz na voz sonhos e memórias que se unem numa viagem de regresso a ela mesma. Para além da guitarra, Meta improvisa e explora as melodias criadas no momento com a Loopstation. Canta para sentir, para se conhecer, para se confrontar e confrontar os outros com emoções cruas. Para que nos lembremos de existir no agora.
S. Pedro
S. Pedro é o alter-ego de Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito que faz agora a sua estreia a solo. As várias ideias soltas à espera de serem concretizadas e gravadas, que o impediam de seguir em frente, levaram S. Pedro a construir um estúdio analógico onde foi gravando, com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos e convidando amigos para colaborarem. Assim nasceu o disco “O Fim”, uma coleção de canções de métrica redonda e recorte clássico, pop inteligente, afinada e ambiciosa. Histórias quotidianas, letras que nos fazem sorrir e versos que ficam a ressoar.
Norberto Lobo
Ao longo de 2017, Norberto Lobo esteve em residência artística na Galeria Zé dos Bois com Ricardo Jacinto (violoncelo), Marco Franco (bateria) e Yaw Tembe (trompete) a desenvolver o que se tornou o seu mais recente álbum, “Estrela”. A receita em quarteto é uma solução que traz uma vida nova à música de Norberto Lobo, permitindo que as suas ideias se soltem e transpirem uma curiosidade revitalizada com uma requintada aproximação ao muzak, via o bebop que saltou para a década de 1950, um Ennio Morricone clássico ou John Zorn na sua formação The Dreamers enriquecido pela bossa nova.
Tomara
Filipe Monteiro aprendeu muito novo a tocar piano, órgão e guitarra. Depois de experiências em bandas de garagem, integrou os Atomic Bees que editaram um único registo. Rita Redshoes, do grupo, seguiu carreira a solo e Filipe Monteiro acompanhou-a. No domínio do audiovisual, trabalhou com nomes como Da Weasel, The Legendary Tigerman, David Fonseca, Rita Redshoes, António Zambujo e Márcia, sem nunca deixar de trabalhar como músico, arranjador e produtor. Tomara é um passo em frente. Trata-se da primeira obra em nome próprio, uma nova aventura sob um alterego.
João Afonso
Autor e intérprete, João Afonso teve um primeiro momento de visibilidade quando, juntamente com José Mário Branco e Amélia Muge, apresentou o projeto “Maio Maduro Maio”, com versões de canções de Zeca Afonso, o seu tio. A solo estreou-se em disco com “Missangas” (1997), seguindo-se “Barco Voador” (1999), “Zanzibar” (2002), “Outra Vida” (2006), “Um Redondo Vocábulo” (2009) e “Sangue Bom” (2014), este último com música da sua autoria para poemas inéditos de Mia Couto e José Eduardo Agualusa. Em 2018, para além da participação no Festival da Canção, prepara um novo disco a partir da obra de José Afonso.
Mazgani
Mazgani é um músico iraniano radicado em Portugal. Em 2005, foi considerado pela revista “Les Inrockuptibles” um dos melhores 20 novos artistas europeus, ainda antes da edição do seu primeiro álbum. O tema “Somewhere Beneath This Sky”, do seu disco de estreia, ganhou o terceiro prémio do International Songwriting Competition de Nashville, em que o júri era composto por Tom Waits e Robert Smith. Em 2009, editou o EP “Tell the People”, produzido com Pedro Gonçalves (Dead Combo), seguido por “Song of Distance” (2010). No final de 2017, lançou o disco “The Poet’s Death”, com entrada direta para o 13º lugar no TOP de vendas nacional.
10 000 Russos
Formada por Pedro Pestana, André Couto e João Pimenta, a banda 10.000 Russos é uma força formidável com um percurso singular dentro do mundo do krautrock/shoegaze/psicadélico. Com extensas digressões pela europa, os 10.000 Russos tornaram-se numa das bandas portuguesas com maior representação no universo europeu do rock psicadélico levando, quem assiste aos concertos, por um universo onde há fuzz, noise, kraut, pós-punk e industrial, fundidos em mantras de uma nova era da psicodelia.