Moullinex

Alter ego do produtor, DJ e multi-instrumentista Luís Clara Gomes, Moullinex é um dos mais relevantes artistas de música eletrónica, com vários êxitos underground, remisturas de temas de conhecidas bandas, e cofundador da editora Discotexas. Depois de dois álbuns aclamados pela crítica, Flora e Elsewhere, o seu terceiro disco, Hypersex, é uma celebração da cultura de discoteca, abraçando a mensagem universal da música: não importa de onde vimos, quem somos, ou quem escolhemos amar. É essa a premissa que traz ao BONS SONS, numa festa de encerramento cheia de convidados e várias surpresas.

Lodo + Peixe

Filhos da casa, os Lodo surgem em 2013 em Cem Soldos. Projeto de post-rock instrumental composto por João Rufino, Bernardo Ferreira, João Cotovio e Carlos Silva, lançam o seu primeiro EP homónimo em 2015, que apresentam em várias atuações em festivais, clubes e bares pelo país fora. Em 2019 editam Tenho Raiva De Ti Por Seres a Ânsia e Eu o Lugar, fruto de dois anos de experimentação na composição de novos temas. Diretamente da aldeia da música portuguesa para o mundo, em busca de novos territórios onde levar os seus riffs vibrantes repletos de tons melódicos e por vezes sombrios.

Natural do Porto, Pedro Cardoso, ou Peixe, envereda pela via académica ao estudar guitarra clássica e guitarra jazz, começando também a dar aulas na sua cidade natal. Membro fundador dos Ornatos Violeta, considerada uma das mais importantes bandas de música moderna portuguesa, também fez parte dos Pluto e da banda de jazz DEP. Criou ainda a Orquestra de Guitarras e Baixos Eléctricos, com o apoio da Casa da Música, e contribuiu para bandas sonoras para peças de teatro e filmes, tendo também lançado dois discos a solo, Apneia (2012) e Motor (2015).

Helder Moutinho

Helder Moutinho, natural de Oeiras, é um dos mais carismáticos e genuínos fadistas da atualidade. Intérprete, compositor e poeta, conta com sete discos editados e participações em inúmeros projetos musicais. Profundo conhecedor dos segredos, códigos e mistérios do fado, tem mais de 20 anos de carreira consagrada graças ao apoio que recebeu dos familiares e grandes mestres que se cruzaram na sua vida, tornando-o num fadista de culto. Uma herança que acarinha, preserva e amplifica para tornar o seu fado cada vez mais contemporâneo.

Paraguaii

Paraguaii são Giliano Boucinha e Zé Pedro Correia. Jogo constante entre os universos mais dançantes da eletrónica, nascida ou devedora dos anos 80, a música dos Paraguaii estreia-se em disco em 2016 com Scope, ao qual se segue Dream About The Things You Never do em 2017, juntamente com digressões nacionais e internacionais. Recentemente, a banda lançou em 2019 o disco Kopernikus, um registo mais escuro e sombrio que se foca na mistura entre guitarras e baixos distorcidos, assim como afinações que passam por vários espetros, do stoner ao doom, sem nunca deixar de lado a veia eletrónica.

Scúru Fitchádu

Uma encruzilhada de linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas e noise categoriza a música de Scúru Fitchádu, ou Sette Sujidade, também conhecido como Marcus Veiga. Desbravando caminhos musicais nunca antes pisados, com as novas linguagens a fazerem uma visita à tradição do funaná cabo-verdiano numa carruagem de furiosa estética punk,  Marcus assegura toda a direção artística, programação e produção do projeto, como demonstra o EP homónimo lançado em 2016. Uma viagem atribulada, o seu autoentitulado “funaná má onda” promete aceleração de batimentos cardíacos.

Pequenas Espigas

Projeto criado por Joaquina Miranda, professora do 1.º ciclo a lecionar na Escola Básica JI Cova da Moura, em Lisboa, o grupo coral infantil Pequenas Espigas tem como objetivo dinamizar e divulgar o Cante Tradicional Alentejano pelo país e até pelo estrangeiro, desde que ultrapassou fronteiras após reconhecimento pela Unesco, elevando o Cante a Património Mundial Imaterial da Humanidade. Usando as vozes de alunos e alunas maioritariamente afrodescendentes, as interpretações dos Pequenas Espigas enaltecem a importância de expôr crianças citadinas ao património musical tradicional português.

Valente Maio

Manuel Maio no violino, e José Valente na viola de arco, juntam-se para formar Valente Maio, um duo que combina não só os seus nomes, como os dois instrumentos, viajando entre múltiplos estilos, e suscitando uma entusiasmante mistura entre virtuosismo e sensibilidade, e entre o clássico e o jazz. Ao vivo, registam uma confluência entre contextos, de uma conversa pertinente e atual entre a tradição e a contemporaneidade, demonstrada pela utilização moderada de loops e pedais de efeitos, técnicas que ambos os intérpretes desenvolvem noutros projetos.

Jorge da Rocha

Oriundo de Santa Maria da Feira, Jorge da Rocha dedica-se, desde cedo, à música como autodidata. Estuda guitarra, contrabaixo e teoria musical em Barcelona, onde se torna presença regular em festivais e clubes de jazz. Em 2016, grava o seu primeiro disco, Estas são algumas das minhas músicas favoritas e em 2017 edita o segundo, To Drop and Let Go, usando em ambos apenas o contrabaixo e a voz. Recentemente, continua a apresentar e desenvolver seu espetáculo ao vivo pela europa fora, tocando em formato solo, duo ou trio, com vários artistas convidados.

Rezas, Benzeduras e outras Cantigas

César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidem colaborar num disco recorrendo a múltiplos instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops, e programação. Fizeram-no ao longo de mais de um ano, entre 2017 e 2018, e o resultado foi Rezas, Benzeduras e outras Cantigas. Treze temas: cinco orações populares, sete temas tradicionais, e um original. O ambiente sonoro resultante procura cruzar o mais ancestral e profundo da tradição com os instrumentos acústicos. Recorrem ainda ao computador enquanto instrumento musical, posicionando-se num lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo.

Tiago Francisquinho

Oriundo de Tomar, Tiago Francisquinho descobre em 2008 a Associação Portuguesa de Didgeridoo, que muda para sempre a forma como vê a arte e a cultura aborígene. Começa a tocar este instrumento tão particular, combinando o seu som com influências eletrónicas de música étnica e dance. Utiliza ainda outros instrumentos musicais mas com o foco sempre na percussão, aliada a uma impressionante rapidez a tocar. Ao longo dos anos, integra-se mais na comunidade didgeridoo à volta do mundo, experiência que usa para enriquecer a sua música, global mas ao mesmo tempo única.