Helder Moutinho

Helder Moutinho, natural de Oeiras, é um dos mais carismáticos e genuínos fadistas da atualidade. Intérprete, compositor e poeta, conta com sete discos editados e participações em inúmeros projetos musicais. Profundo conhecedor dos segredos, códigos e mistérios do fado, tem mais de 20 anos de carreira consagrada graças ao apoio que recebeu dos familiares e grandes mestres que se cruzaram na sua vida, tornando-o num fadista de culto. Uma herança que acarinha, preserva e amplifica para tornar o seu fado cada vez mais contemporâneo.

Paraguaii

Paraguaii são Giliano Boucinha e Zé Pedro Correia. Jogo constante entre os universos mais dançantes da eletrónica, nascida ou devedora dos anos 80, a música dos Paraguaii estreia-se em disco em 2016 com Scope, ao qual se segue Dream About The Things You Never do em 2017, juntamente com digressões nacionais e internacionais. Recentemente, a banda lançou em 2019 o disco Kopernikus, um registo mais escuro e sombrio que se foca na mistura entre guitarras e baixos distorcidos, assim como afinações que passam por vários espetros, do stoner ao doom, sem nunca deixar de lado a veia eletrónica.

Scúru Fitchádu

Uma encruzilhada de linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas e noise categoriza a música de Scúru Fitchádu, ou Sette Sujidade, também conhecido como Marcus Veiga. Desbravando caminhos musicais nunca antes pisados, com as novas linguagens a fazerem uma visita à tradição do funaná cabo-verdiano numa carruagem de furiosa estética punk,  Marcus assegura toda a direção artística, programação e produção do projeto, como demonstra o EP homónimo lançado em 2016. Uma viagem atribulada, o seu autoentitulado “funaná má onda” promete aceleração de batimentos cardíacos.

Pequenas Espigas

Projeto criado por Joaquina Miranda, professora do 1.º ciclo a lecionar na Escola Básica JI Cova da Moura, em Lisboa, o grupo coral infantil Pequenas Espigas tem como objetivo dinamizar e divulgar o Cante Tradicional Alentejano pelo país e até pelo estrangeiro, desde que ultrapassou fronteiras após reconhecimento pela Unesco, elevando o Cante a Património Mundial Imaterial da Humanidade. Usando as vozes de alunos e alunas maioritariamente afrodescendentes, as interpretações dos Pequenas Espigas enaltecem a importância de expôr crianças citadinas ao património musical tradicional português.

Valente Maio

Manuel Maio no violino, e José Valente na viola de arco, juntam-se para formar Valente Maio, um duo que combina não só os seus nomes, como os dois instrumentos, viajando entre múltiplos estilos, e suscitando uma entusiasmante mistura entre virtuosismo e sensibilidade, e entre o clássico e o jazz. Ao vivo, registam uma confluência entre contextos, de uma conversa pertinente e atual entre a tradição e a contemporaneidade, demonstrada pela utilização moderada de loops e pedais de efeitos, técnicas que ambos os intérpretes desenvolvem noutros projetos.

Jorge da Rocha

Oriundo de Santa Maria da Feira, Jorge da Rocha dedica-se, desde cedo, à música como autodidata. Estuda guitarra, contrabaixo e teoria musical em Barcelona, onde se torna presença regular em festivais e clubes de jazz. Em 2016, grava o seu primeiro disco, Estas são algumas das minhas músicas favoritas e em 2017 edita o segundo, To Drop and Let Go, usando em ambos apenas o contrabaixo e a voz. Recentemente, continua a apresentar e desenvolver seu espetáculo ao vivo pela europa fora, tocando em formato solo, duo ou trio, com vários artistas convidados.

Rezas, Benzeduras e outras Cantigas

César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidem colaborar num disco recorrendo a múltiplos instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops, e programação. Fizeram-no ao longo de mais de um ano, entre 2017 e 2018, e o resultado foi Rezas, Benzeduras e outras Cantigas. Treze temas: cinco orações populares, sete temas tradicionais, e um original. O ambiente sonoro resultante procura cruzar o mais ancestral e profundo da tradição com os instrumentos acústicos. Recorrem ainda ao computador enquanto instrumento musical, posicionando-se num lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo.

Tiago Francisquinho

Oriundo de Tomar, Tiago Francisquinho descobre em 2008 a Associação Portuguesa de Didgeridoo, que muda para sempre a forma como vê a arte e a cultura aborígene. Começa a tocar este instrumento tão particular, combinando o seu som com influências eletrónicas de música étnica e dance. Utiliza ainda outros instrumentos musicais mas com o foco sempre na percussão, aliada a uma impressionante rapidez a tocar. Ao longo dos anos, integra-se mais na comunidade didgeridoo à volta do mundo, experiência que usa para enriquecer a sua música, global mas ao mesmo tempo única.

Baleia Baleia Baleia

Dupla portuense composta por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), os Baleia Baleia Baleia nasceram de uma jam informal numa sala de ensaios em Cedofeita. Através do coletivo artístico ZigurArtists, editaram em 2018 o primeiro álbum, homónimo, que reúne oito faixas do melhor rock afiado e punk rock dançável, e de onde saiu o single Quero Ser um Ecrã. Desde então, marcam presença regular nos palcos mais relevantes do panorama musical português, e prometem não parar. O mais provável é que ninguém esteja pronto para o que aí vem.

Miramar

Embora de origens e experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a guitarra. Juntos, são Miramar, o projeto que iniciaram em 2019 com o lançamento do disco homónimo. Complementando a carreira de Peixe, iniciada há mais de vinte anos com o som inconfundível dos Ornatos Violeta, Pluto e os Zelig, assim como dois discos a solo, com a de Frankie, que desde a sua estreia em 2010 é considerado um dos mais estimulantes músicos desta geração, Miramar quer levar mais longe o seu som, com ou sem eletricidade, mas sempre como se os dois fossem apenas um.