Mordo Mia

Mordo Mia conheceram-se num grupo de terapia coletiva para burnouts na Damaia de Cima em 2007. Depois de “Sente-se Primeiro” (2023), gravado com Orquestra Metropolitana da Reboleira, chegaram a “Chumbo Côncavo” (2025), um disco que mergulha os melómanos mais pacientes em personagens noturnas e canções movediças, inspiradas nas histórias de Samuel Beckett, Roy Andersson, Ron Mael, Manuel Bívar e do Instagram.

Músicos de conservatório, autodidactas do YouTube, instrumentistas em bandas covers em restaurantes mexicanos na Rua do Ouro, os Mordo Mia partilham em Cem Soldos o fascínio pelo noise, punk, fusion, soul, no wave, Zeca e blunts de morango.

Cortada

Cortada é uma banda sempre em excesso de velocidade: uma rajada de noise-punk que atropela o tédio e carrega o fardo desse caminho que nunca chega a lado nenhum. Se o caos só gera caos, era inevitável que a Lisboa de agora criasse uma banda assim. Depois do EP de estreia, apresentam “Gānbēi ( 干杯 )”, um disco graúdo, mas revoltado. Guitarras a uivar, linhas de baixo a acelerar e uma voz irónica sempre a berrar. Um corre, corre de sensações que apenas pertence aos que têm pressa de sentir, urgência em fazer, e que promete ser capaz de contaminar toda uma aldeia em festa.

Curtas em Flagrante

Curtas em Flagrante é uma mostra itinerante de curtas-metragens de língua oficial portuguesa, a decorrer desde 2009.
Na sua edição MMXXVI apresenta, no BONS SONS, curtas-metragens de língua portuguesa que exploram diferentes formas, narrativas e linguagens cinematográficas.  

Cancioneiro de Benfica

O Cancioneiro de Benfica é o projeto central do novo mote da MPAGDP: gravar territórios para criar canções e regenerar coletivos. Em colaboração com a Junta de Freguesia de Benfica, a MPAGDP realiza semanalmente um levantamento audiovisual do território, cujos registos são depois trabalhados por um coletivo que lhes dá nova vida. O coro interpreta as músicas gravadas em diferentes lugares da freguesia, levando ao palco do BONS SONS o contexto e as viagens dessas canções. Estão ainda presentes dois artistas gravados, que partilham a origem das músicas cantadas pelo Coro de Benfica. O projeto inverte a lógica habitual entre amadores e profissionais, colocando a criação ao serviço do coro e abrindo espaço a uma nova forma de relação artística e comunitária.