O Coro Polifónico da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, concelho de Tomar, sobe ao palco com Lavoisier, na sua nova formação em quinteto, e que lançou um convite a dez nomes da poesia contemporânea para a composição do álbum que saiu no final do ano passado.
Tipologia: Cartaz
A Sul
Projeto musical concebido por Cláudia Sul – pretende estimular a memória de quem a ouve, mergulhando nas suas próprias origens, como forma simbólica de uma aproximação e introspecção sobre o espaço íntimo e profundo de cada ouvinte. Salientando as sonoridades mundanas que nos acompanham quotidianamente, e que interpretamos como meras banalidades, A Sul projeta musicalmente um ambiente que nos envolve, facilitando a criação de um cenário sonoro e acaba de lançar o álbum de estreia em fevereiro.
Cacique’97
Coletivo que reclama o afrobeat como o seu veículo de intervenção e assinalou 20 anos de vida e de resistência no ano passado e traça manifestos da procura de uma identidade cultural sem fronteiras que, apresentando uma visão da atualidade, pretende ser um testemunho para gerações futuras.
Glockenwise + JP Simões
Glockenwise
Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiusa começaram os Glockenwise em Barcelos quanto tinham 16 anos e nada melhor para fazer. Assinaram vários discos: Building Waves (2011), Leeches (2013), Heat (2015) e no ano passado foi a vez de Plástico, o primeiro totalmente em português. Lançam-se agora à estrada, pintando Portugal com o seu discurso pós-moderno, refletido, crítico e descentralizado. Levam na bagagem guitarras sujas arrancadas ao rock de garagem, massa sonora brutalista e impactante com bateria e baixo em festa que pega no corpo do ouvinte e o arremessa para uma dança desenfreada.
JP Simões
Cantor, compositor, letrista, autor e dramaturgo, JP Simões edita álbuns desde 1995, fazendo parte dos Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e também tocando a solo ou em colaboração com outros compositores. O seu último álbum em nome próprio, Roma, foi lançado em 2013 e mereceu uma longa digressão nacional e internacional. Em finais de 2016, lançou Tremble Like a Flower, assinando o disco como Bloom.
Nestes dias, JP volta para a estrada para apresentar, de norte a sul, um espetáculo com reportório que atravessa diferentes fases e facetas da sua carreira.
DJ Ride
Campeão do mundo de scratch em 2011 e 2016, e detentor de vários títulos a nível nacional, DJ Ride é um autoproclamado apaixonado por música que deixa a sua marca por onde toca, contabilizando centenas de concertos anualmente em discotecas e festivais pelo mundo fora. Dubstep, hip hop, drum and bass, e música eletrónica são alguns dos recortes que mistura nos seus sets. É ainda produtor e sound designer, com vários EP e três discos no currículo. Com o espetáculo Pixel Trasher, traz uma componente visual que promete abalar as frequências dos sistemas de som e vídeo do BONS SONS.
Vozes Tradicionais Femininas
Vozes Tradicionais Femininas é um grupo amador residente desde 2017 na Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa, associação cultural que que representa os concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei. Composto por mulheres de todas as idades, é do gosto pela tradição oral e da busca pelo resgatar de uma cultura antiga, que procuram, através de um coro de vozes, fazer escutar a paixão pela música portuguesa e a música tradicional, cantada, re-interpretada e adaptada aos dias de hoje.
Ricardo Leitão Pedro
Desde criança fascinado pelos músicos da antiguidade, Ricardo Leitão Pedro é um dos poucos músicos contemporâneos dedicado à prática do canto al liuto, fazendo-se acompanhar por diferentes instrumentos de corda dedilhada. Na adolescência estuda música antiga no Porto, de onde é natural, França, e Suíça, ao mesmo tempo que pertence a diferentes ensembles com os quais mantém uma agenda ocupada pelos palcos europeus. É igualmente investido na investigação musicológica: prepara atualmente a edição das canções e peças instrumentais do manuscrito Thibault.
Galo Cant’às duas
Um encontro de artistas em meio rual, na aldeia da Moita (Castro Daire), onda estavam Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre, deu origem a Galo Cant’às Duas. Bateria, percussões e contrabaixo foram alguns dos instrumentos escolhidos pela dupla para explorar sonoridades sem qualquer preconceito. Após uns meses na estrada decidem gravar Os Anjos Também Cantam como disco de estreia. Desde então, a linguagem do Galo transformou-se mais dura, sem tantos floreados. Ao vivo, expulsam energia rítmica e harmónica, viajando pelas texturas tanto desejadas desde o início do projeto.
Telma
Telma nasceu no Porto, onde cresceu a ouvir música portuguesa por influência da mãe. A janela de casa da avó era o palco que encontrava para levar música às pessoas. É cantautora, sendo acompanhada ao vivo por um pianista e outros músicos. Telma não consegue definir-se num só estilo, reivindicando diferentes influências, viajando por diversas atmosferas musicais, das mais frágeis às mais doces e etéreas. Nessas viagens, pretende levar e elevar o sentir, de cada um de nós, chegando a uma realidade crua das imensas dimensões do ser através da música.
Nem a própria ruína
Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos propõem Nem a Própria Ruína , o primeiro espetáculo do trio nortenho e que tem como base o álbum de 1978 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte de José Cid. Um espetáculo que se foca na efemeridade humana, no nosso desaparecimento e nos gestos e abraços que, na ruína, são as formas de nos salvar.