X-Wife

João Vieira, Rui Maia e Fernando Sousa conhecem-se e decidem criar os X-Wife em 2002. Dois anos mais tarde, em 2004, lançam o álbum de estreia, Feeding the Machine, que se torna um sucesso nacional e internacional, graças à uma sonoridade que mistura o indie rock com o pós-punk. Segue-se a edição de mais três discos, ao mesmo tempo que mantêm lugar presente nos palcos dos festivais, tanto em Portugal como lá fora. Após uma breve pausa, regressam em 2018 com álbum homónimo, que comprova a capacidade de reinvenção do grupo em manterem-se sempre atuais, modernos e urbanos naquilo que produzem.

Gator, the Alligator

Naturais de Barcelos, Eduardo da Floresta (guitarra), Ricardo Tomé (baixo), Filipe Ferreira (bateria) e Tiago Martins (voz e guitarra) são Gator, The Alligator, um jacaré hiperativo que chegou e está pronto para soltar descargas elétricas em forma de ondas sonoras. O concerto no BONS SONS é o prémio por terem sido a banda portuguesa mais bem classificada no Festival Termómetro de 2019, tendo lançado no ano anterior Life is Boring, o seu primeiro disco de originais. Carregado de poderes místicos do fuzz, prometem hipnotizar todos aqueles que se submeterem aos seus feitiços musicais.

Adélia

Ana Correia e Tânia Pires compõem este projeto, que tem como objetivo homenagear Adélia Garcia, a cantadeira de Caçatrelhos, aldeia de Trás-os-Montes, que encantou o país com a sua voz e musicalidade. Usando o repertório musical deixado pela própria, Ana e Tânia dão a voz e dividem-se entre instrumentos (violino, acordeão, piano, guitarra da parte de Ana, guitarra, ukelele, flauta, adufe, e percussão por Tânia) e conduzem este tributo a todas as mulheres de lenço na cabeça, saias compridas, trabalhadoras incansáveis, que cada vez estão menos presentes nas aldeias do nosso país.

Danza Ricercata

Em Danza Ricercata, de Tânia Carvalho, contrasta-se a ideia de improviso a que estamos habituados no que toca a dança com a ideia de movimentos coreografados que são exagerados ou reduzidos dependendo do que a música pede. Um piano, um compositor, uma música, uma pianista, uma coreógrafa, uma bailarina, uma dança.

Sallim

Nascida em Lisboa, Sallim, ou Francisca Salema, vive entre o litoral e a cidade. A sua música evoca as viagens de comboio diárias ao longo do rio e o sentimento transitório que oscila entre a tradição local e a música popular do mundo. De voz brilhante e clara, Sallim compartilha a busca constante pelo seu lugar no mundo, através de letras melancólicas e harmonias suaves. Com vários discos lançados pela editora independente Cafetra Records, o mais recente, A ver o que acontece, de 2019, vai mostrando mais da sua relação com a música pop, que captura imediatamente a mente de quem ouve.

Joana Espadinha + Benjamim

Joana Espadinha
Joana Espadinha deu os primeiros passos na música em salas de ensaios de garagens, mas a adolescência desviou-a para o Direito e assim foi até que, imediatamente após a conclusão dos estudos, deu início a uma ligação académica com a música, especialmente o jazz, que ainda hoje mantém. Por entre apresentações em nome próprio e como convidada, editou o primeiro disco, Avesso, em 2014. Pela mão de Luís Nunes, também conhecido como Benjamim lançou em 2018 o seu segundo álbum, O Material Tem Sempre Razão.

Benjamim
Pianista de formação, Benjamim é escritor de canções, músico e produtor. Em 2015 lançou Auto Rádio e em 2017 gravou, a meias com o músico britânico Barnaby Keen, o disco 1986, editado enquanto ainda vivia em Londres. Como produtor e engenheiro de som, trabalhou com inúmeras bandas e músicos portugueses. Depois de quatro anos em Inglaterra, instalou-se na vila de Alvito (Alentejo), onde vive e construiu o estúdio que é hoje a sua principal ferramenta de trabalho.

Diabo na Cruz

Formados em 2008, os Diabo na Cruz viram o seu álbum de estreia Virou! ser considerado um marco na música nacional pela forma como juntou sonoridades de música tradicional e rock contemporâneo. Inspirados pelo tropicalismo, puseram instrumentos elétricos a evocar melodias resgatadas da memória da tradição oral, convidando a música portuguesa a encontrar-se com as suas raízes.

Por fazerem parte da história do festival, os Diabo na Cruz são uma das 13 bandas a celebrar, com uma atuação inédita, os 13 anos das 10 edições BONS SONS.

DJ João Melgueira

Cofundador da Alienação, label portuguesa de música eletrónica, João Melgueira viaja entre estilos de música com uma fluidez e naturalidade raras, fruto de uma pesquisa naturalmente eterna de sons, do house de Chicago às musicas do mundo. Já espalhou o seu som por diversos locais de Lisboa e do Porto e fez programas na Rádio Oxigénio, East Side Radio e Rádio Quântica. Com milhares de quilómetros nas pernas e milhares de minutos com a batuta atrás de uma cabine, dançar com ele é uma oportunidade que não se deve perder.

Cal

Inês Graça e Carlos Norton começam a explorar a voz como instrumento quando integram os OrBlua. Em 2017, criam CAL, projeto com o cunho da associação cultural Fungo Azul, do Algarve. Usam nada mais que a voz, em múltiplas camadas sonoras, recorrendo a modeladores e efeitos de loops. Após alguns concertos de experimentação em torno da improvisação, CAL prometem espetáculos ao vivo assentes em composições originais, inspirados nas tradições portuguesas, mas seguindo um caminho muito próprio, como é desde há muito característica dos dois elementos.

Dada Garbeck

Dada Garbeck, alter ego de Rui Souza, desenha camadas como sedimentos musicais: cada loop inscreve-se na memória, e por lá fica enquanto os sintetizadores assentam em novas paragens, com novas texturas. O seu disco de estreia, The Ever Coming ouve-se num processo semelhante ao de cortar uma montanha e identificar-lhe as camadas, de cor em cor, de acorde em acorde, de progressão em sensação. Este trabalho ficou recentemente disponível em CD e nas plataformas digitais — e tem o selo da editora Revolve.