Mordo Mia

Mordo Mia conheceram-se num grupo de terapia coletiva para burnouts na Damaia de Cima em 2007. Depois de “Sente-se Primeiro” (2023), gravado com Orquestra Metropolitana da Reboleira, chegaram a “Chumbo Côncavo” (2025), um disco que mergulha os melómanos mais pacientes em personagens noturnas e canções movediças, inspiradas nas histórias de Samuel Beckett, Roy Andersson, Ron Mael, Manuel Bívar e do Instagram.

Músicos de conservatório, autodidactas do YouTube, instrumentistas em bandas covers em restaurantes mexicanos na Rua do Ouro, os Mordo Mia partilham em Cem Soldos o fascínio pelo noise, punk, fusion, soul, no wave, Zeca e blunts de morango.

Cortada

Cortada é uma banda sempre em excesso de velocidade: uma rajada de noise-punk que atropela o tédio e carrega o fardo desse caminho que nunca chega a lado nenhum. Se o caos só gera caos, era inevitável que a Lisboa de agora criasse uma banda assim. Depois do EP de estreia, apresentam “Gānbēi ( 干杯 )”, um disco graúdo, mas revoltado. Guitarras a uivar, linhas de baixo a acelerar e uma voz irónica sempre a berrar. Um corre, corre de sensações que apenas pertence aos que têm pressa de sentir, urgência em fazer, e que promete ser capaz de contaminar toda uma aldeia em festa.

Alarido

Alarido – coro feminista e LGBT surgiu no final de 2017 e estreou-se no 1.º Festival Feminista de Lisboa, em março de 2018. É um coro de intervenção, com um repertório ligado ao feminismo, à igualdade de género, à luta pelos direitos das mulheres e das pessoas LGBT, que cruza música e ativismo em diferentes contextos culturais e sociais. Atuou na Feira do Livro de Lisboa, em iniciativas da FEM e UMAR, no Museu do Aljube, em Paris, no Festival Franco-Ibérico de Coros (Equivox).

Em Cem Soldos, pisa o Palco Amália pela música que segue de mãos dadas com a luta feminista e LGBT.

ACID ACID

ACID ACID é uma viagem cósmica, psicadélica e meditativa. Música instrumental criada por Tiago Castro, com guitarra e diversos sintetizadores em formato banda de um homem só (mas por vezes com convidados). É música de camadas, com texturas sobre texturas, com o objetivo de criar uma uma meditação coletiva para quem assiste. Há inspiração na psicadélica das décadas de 1960 e 70 e também nas inúmeras experiências sónicas do movimento krautrock desse período, em particular o lado mais ambiental e espacial. Viagens estelares que aterram em Cem Soldos e fazem da aldeia um laboratório de exploração sonora.