Os Holy Nothing, chegam do Porto e desde 2013 que se movimentam pelos caminhos infinitos da música electrónica. A banda mistura projeções com sintetizadores, sustenta a palavra com imagens impactantes, funde música e cinema numa realidade expressiva complexa e cria um ambiente especial para os seus concertos. Depois de apresentarem o álbum Hypertext em festivais como Primavera Sound ou SXSW (Austin, Texas), o projeto prepara a sua ida ao Eurosonic 2017 em Groningen. O segundo álbum está prometido para 2017.
Tipologia: Cartaz
Glockenwise
Ao terceiro álbum, “Heat” (2015) o quarteto barcelense migrou de um rock’n’roll puro e enérgico, próximo do garage-rock, para uma sonoridade mais densa e complexa, onde se faz sentir a influência da cena indie dos anos 80 – não por acaso, o vocalista Nuno Rodrigues referiu-se aos “Smiths da Califórnia”. Para tal, recorreram a órgãos vintage e à manipulação de ruído na produção, mas é sobretudo no tom, mais pessoal e sombrio, que a nova musicalidade dos Glockenwise se revela em pleno. É o disco da idade adulta de uma das mais interessantes bandas portuguesas do momento.
Virgem Suta
Os Virgem Suta afirmaram-se no panorama musical português através de duas guitarras, da voz, da quase “ousadia” de uma mão cheia de canções e das vezes sem conta que fizeram o País de Sul a Norte e de Norte a Sul.
Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda transpiram portugalidade e assumem-no. Mas são tão contemporâneos que a raiz portuguesa só lá está porque não têm outro remédio. Tocam adufe e cavaquinho porque é isso que lhes é natural e a isto aliam uma ironia que ainda mais contribui para a sua singularidade.
Capitão Fausto
Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra são os Capitão Fausto e editaram 3 álbuns: “Gazela” (2011), “Pesar o Sol” (2014) e “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” (2016). No registo mais recente, com canções entre o rock e a pop, a banda dá mais espaço aos metais e aos instrumentos de sopro, sem descurar as guitarras. Mas o que revelam, acima de tudo, é uma cada vez maior maturidade: na capacidade lírica, na complexidade melodias, no rigor técnico e na inspiração instrumental. Uns Capitão cada vez mais em comando da sua arte.
Throes + The Shine
Os Throes + The Shine, oriundos do Porto e de Luanda, englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originar algo singular, que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. A sua génese funde kuduro e rock, mas alargou os seus horizontes para albergar uma multitude de culturas que pode ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos. Três álbuns (o último dos quais produzido por Moullinex) e uma presença regular nos palcos europeus depois, vêm ao mundo do BONS SONS.
Thunder & Co.
Os Thunder & Co. são uma banda de música de dança a atirar para o emocional cujo som é caracterizado pelas batidas balançantes envoltas em acordes tristonhos e ambientes tensos. Pelo menos é o que tem saído da fábrica de trovões em Lisboa, propriedade de Rodrigo Gomes e Sebastião Teixeira. Actualmente, a banda é uma referência nos valores emergentes da música portuguesa, com um registo sonoro único e emocional, marcado por ritmos dançantes e contagiantes.
Keep Razors Sharp
Keep Razors Sharp são Afonso (Sean Riley & The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e Bibi (Pernas de Alicate, entre outros). Com uma sonoridade entre o psicadelismo, o shoegaze e o pós-rock, os dois singles de estreia “I See Your Face” e “9th” tornaram-se sucessos radiofónicos do álbum de estreia homónimo.
Carminho
Filha de fadista, Carminho passou a infância rodeada de ícones da música portuguesa. Tem tido os seus sucessivos álbuns em lugares de destaque nas tabelas de vendas nacionais e internacionais. Dona de uma voz inconfundível, busca continuamente novas sonoridades que a levam a inúmeras colaborações com outros artistas como Pablo Alborán, Milton Nascimento, Chico Buarque e Marisa Monte. O seu mais recente disco “Canto” é uma das maiores surpresas no panorama do fado e confirma o futuro do seu sucesso.
White Haus
João Vieira iniciou a sua carreira em Londres nos finais dos anos 90, onde trabalhou como DJ, músico e promotor de clubes. Já em Portugal, fundou os X-Wife, banda de que é vocalista, guitarrista e produtor. Como DJ Kitten reescreveu a cena clubbing nacional. Sob o alter-ego White Haus, João Vieira deu início à composição e produção electrónicas. O resultado deste processo foi a edição de um EP em 2013 e do álbum de estreia em 2014. Tendo já percorrido o país em vários espectáculos, o projecto apresenta-se ao vivo como banda de 4 elementos.
Fandango
São precisos dois para dançar o Fandango. Gabriel Gomes (Sétima Legião, Madredeus) e Luís Varatojo (Peste&Sida, A Naifa) há muito que se cruzam pelos palcos da música nacional. Ambos têm perseguido um objectivo comum: criar propostas artísticas a partir de referências da música de raiz portuguesa, livres de condicionantes estilísticas e de imposições comerciais. Este Fandango explora as sonoridades dos seus instrumentos principais – o acordeão e a guitarra portuguesa – num contexto onde a electrónica comanda a acção e apela à dança.