Os Moços da Vila nasceram em 2014, ao preparar uma atuação na festa de Natal da escola, no 6ª ano. Após o sucesso dessa performance, continuaram a ensaiar o cante alentejano e apresentaram-se publicamente em mais duas ocasiões, ainda no âmbito escolar. O nome surgiu então, com as origens e a juventude bem sublinhadas. Ao bom espírito indie, os ensaios decorrem na casa de alguns dos elementos do grupo. Com muita determinação, estes moços fazem-se.
Tipologia: Cartaz
Joana Barra Vaz
O primeiro longa duração de Joana Barra Vaz, editado em 2016 pela Bi-Du-Á, recebeu as melhores críticas da imprensa especializada, tendo figurado no topo de várias listas de melhores discos do ano. “Mergulho em Loba” existe num universo entre o folk e a electrónica e constitui uma viagem sonora com canções em suites, convidando o ouvinte a fazer esse percurso e a sentir a urgência de chegar ao fim com uma resposta na ponta da língua ou no embalo da dança. O sucessor do EP “Passeio Pelo Trilho” (2012) conta com a participação de vários músicos nacionais e ainda de Selma Uamusse, no tema “Tanto Faz”.
Sonoscopia
“Phobos, orquestra robótica disfuncional” é composta por um conjunto de pequenas máquinas e dispositivos de geração automática de música que formam uma orquestra de estranhos instrumentos com defeitos, mutações genéticas e comportamentos errantes. Representa uma crítica da sobreposição tecnológica ao pensamento humano, da função do trabalho e das modernas formas de escravidão, fazendo também uma retrospetiva histórica das várias tentativas de libertação humana.
JUNGLE RED
JUNGLE RED ou DER ELGNUJ, um argumento ornitológico (título provisório) é uma experiência prévia de um projecto futuro. O seu pressuposto assenta na ideia de transmissão autoral, a sua apropriação e ressignificação. Conta com a participação de diversas pessoas para transmitirem à autora um minuto de uma ideia, sequência de movimento, imagem em movimento ou cénica, um universo sonoro, que serão posteriormente transformadas em algo seu, do seu corpo, com um tempo e características outras, fazendo o todo da composição coreográfica.
Captain Boy
Captain Boy (nome inspirado numa história de Júlio Verne) é o alter ego de Pedro Ribeiro, vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo que canta histórias que transcendem o tempo. A sua sonoridade ferrugenta leva-nos a bordo de um barco imaginário e, tal como o mar, Captain Boy é imprevisível, transformando todos os concertos numa viagem distinta. O primeiro artista a ser escolhido para abrir o palco EDP do Festival Super Bock Super Rock, em Julho de 2015, acaba de lançar o seu primeiro álbum, “1”. Um disco sobre fragilidades, do qual “Sailorman” é o primeiro avanço
Sampladélicos
Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, criam uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros de um determinado local. Construindo, por um lado, um arquivo vivo de documentos de uma música/ sonoridade identitária local, que pode ser consultado e que mantém a memória viva, e, por outro lado, a desconstrução desse mesmo arquivo/ memória, permitindo que a comunidade se reveja e se questione, criando, ao mesmo tempo, um espaço lúdico de fruição onde se pode dançar a memória ou seguir uma história.
Band’Olim
Da junção de dois mundos musicais diferentes com percursos, histórias, influências e vivências próprias, nasce em 2013 um novo som: os Band’Olim, formandos por Pedro David (Flauta Transversal, Guitarra, Flauta de Bisel e Voz) e Helena Reis (Piano, Bandolim, Percussão e Voz). Um projecto de originais com raízes na tradição musical portuguesa, folk e clássica que procura, a cada momento, a sua própria voz.
Singularlugar
Singularlugar, projecto composto por João Neves (voz) e Katerina L’dokova (composição, arranjo, piano e voz), nasceu em 2014 num bairro lisboeta, fazendo a sua estreia ao vivo no decorrer do mesmo ano, no Festival Caldas Nice Jazz. Um duo com sotaque lusófono a criar pontes entre o popular e o erudito, partindo das raízes portuguesas para o mundo contemporâneo. O seu reportório inclui, além de composições originais, temas tradicionais e canções de Fausto e José Afonso, entre outros, recuperando e dando nova voz à música e poesia portuguesas.
Em 2017 os Singularlugar editarão o seu primeiro registo discográfico.
Whales
Vencedores da edição de 2016 do Festival Termómetro, os Whales são uma das mais recentes revelações da nova música de Leiria e vão dar muito que falar nos próximos tempos. Com uma média de idades encostada aos 20 anos, cruzam o rock com a electrónica e fazem canções cheias de energia e de ritmo que não deixam ninguém indiferente. Acabaram de estrear o primeiro single “Big Pulse Waves” com produção de Rui Gaspar (dos First Breath After Coma) e gravação, mistura e masterização de Fábio Jevelim e de Makoto Yagyo (Paus).
Outro em mim que eu ignoro
Um corpo que pretende explorar e perceber tudo aquilo que ignora, algo que desconhece, procurando uma outra densidade paralela. Um debate sobre o próprio corpo, sobre as suas características, sobre a personalidade que o veste, aspetos que pretenderia esquecer, ocultar, e que, contudo, perduram e incontrolavelmente emergem, expondo-se paradoxalmente a uma larga escala, que quem convive com esse corpo deliberadamente conserva. Um breve estudo sobre o Homem e o meio social, numa microescala, sem esquecer parte do que somos.