Sonoscopia

“Phobos, orquestra robótica disfuncional” é composta por um conjunto de pequenas máquinas e dispositivos de geração automática de música que formam uma orquestra de estranhos instrumentos com defeitos, mutações genéticas e comportamentos errantes. Representa uma crítica da sobreposição tecnológica ao pensamento humano, da função do trabalho e das modernas formas de escravidão, fazendo também uma retrospetiva histórica das várias tentativas de libertação humana.

JUNGLE RED

JUNGLE RED ou DER ELGNUJ, um argumento ornitológico (título provisório) é uma experiência prévia de um projecto futuro. O seu pressuposto assenta na ideia de transmissão autoral, a sua apropriação e ressignificação. Conta com a participação de diversas pessoas para transmitirem à autora um minuto de uma ideia, sequência de movimento, imagem em movimento ou cénica, um universo sonoro, que serão posteriormente transformadas em algo seu, do seu corpo, com um tempo e características outras, fazendo o todo da composição coreográfica.

Captain Boy

Captain Boy (nome inspirado numa história de Júlio Verne) é o alter ego de Pedro Ribeiro, vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo que canta histórias que transcendem o tempo. A sua sonoridade ferrugenta leva-nos a bordo de um barco imaginário e, tal como o mar, Captain Boy é imprevisível, transformando todos os concertos numa viagem distinta. O primeiro artista a ser escolhido para abrir o palco EDP do Festival Super Bock Super Rock, em Julho de 2015, acaba de lançar o seu primeiro álbum, “1”. Um disco sobre fragilidades, do qual “Sailorman” é o primeiro avanço

Sampladélicos

Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, criam uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros de um determinado local. Construindo, por um lado, um arquivo vivo de documentos de uma música/ sonoridade identitária local, que pode ser consultado e que mantém a memória viva, e, por outro lado, a desconstrução desse mesmo arquivo/ memória, permitindo que a comunidade se reveja e se questione, criando, ao mesmo tempo, um espaço lúdico de fruição onde se pode dançar a memória ou seguir uma história.

Band’Olim

Da junção de dois mundos musicais diferentes com percursos, histórias, influências e vivências próprias, nasce em 2013 um novo som: os Band’Olim, formandos por Pedro David (Flauta Transversal, Guitarra, Flauta de Bisel e Voz) e Helena Reis (Piano, Bandolim, Percussão e Voz). Um projecto de originais com raízes na tradição musical portuguesa, folk e clássica que procura, a cada momento, a sua própria voz.

Singularlugar

Singularlugar, projecto composto por João Neves (voz) e Katerina L’dokova (composição, arranjo, piano e voz), nasceu em 2014 num bairro lisboeta, fazendo a sua estreia ao vivo no decorrer do mesmo ano, no Festival Caldas Nice Jazz. Um duo com sotaque lusófono a criar pontes entre o popular e o erudito, partindo das raízes portuguesas para o mundo contemporâneo. O seu reportório inclui, além de composições originais, temas tradicionais e canções de Fausto e José Afonso, entre outros, recuperando e dando nova voz à música e poesia portuguesas.
Em 2017 os Singularlugar editarão o seu primeiro registo discográfico.

Whales

Vencedores da edição de 2016 do Festival Termómetro, os Whales são uma das mais recentes revelações da nova música de Leiria e vão dar muito que falar nos próximos tempos. Com uma média de idades encostada aos 20 anos, cruzam o rock com a electrónica e fazem canções cheias de energia e de ritmo que não deixam ninguém indiferente. Acabaram de estrear o primeiro single “Big Pulse Waves” com produção de Rui Gaspar (dos First Breath After Coma) e gravação, mistura e masterização de Fábio Jevelim e de Makoto Yagyo (Paus).

Outro em mim que eu ignoro

Um corpo que pretende explorar e perceber tudo aquilo que ignora, algo que desconhece, procurando uma outra densidade paralela. Um debate sobre o próprio corpo, sobre as suas características, sobre a personalidade que o veste, aspetos que pretenderia esquecer, ocultar, e que, contudo, perduram e incontrolavelmente emergem, expondo-se paradoxalmente a uma larga escala, que quem convive com esse corpo deliberadamente conserva. Um breve estudo sobre o Homem e o meio social, numa microescala, sem esquecer parte do que somos.

Manuel Fúria e os Náufragos

Manuel Fúria, artista português, é um quase cantor, do mesmo modo que poderíamos qualificar Padre António Vieira como um quase escritor. Começa a sua actividade como cabeça d’ Os Golpes e da Amor Fúria, Companhia de Discos do Campo Grande, fundada em 2007, responsável pelo cruzamento pródigo entre o rock e a música tradicional portuguesa. Dessa fase destacam-se canções como “A Marcha dos Golpes” ou “Vá Lá Senhora”, em dueto com Rui Pregal da Cunha, dos Heróis do Mar. No seu percurso a solo (na companhia dos Náufragos) destaca-se o denso e conceptual “Manuel Fúria Contempla Os Lírios do Campo”, de 2013. Do novo álbum, “Viva Fúria” já podemos ouvir “Nova”, “20.000 Naves” e, mais recentemente, “Aquele Grande Rio”.

Surma

Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de locais bem mais exóticos. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.