Lena d’Água e Primeira Dama

Ícone da pop-rock portuguesa, Lena d’Água começou a cantar na década de 70, ao lado dos Beatnicks, mas foi nos anos 80 que se impôs: foi uma das vozes do chamado boom do rock português, com os Salada de Fruta e a Banda Atlântica, antes de se aventurar a solo. Neste concerto, sobe ao palco com Manel Lourenço, o cantor e compositor que se apresenta como Primeira Dama, e com os membros do coletivo Xita Records.

Fado Violado

Fado Violado, projeto musical português que cruza o fado com o flamenco, nasceu há dez anos em Sevilha pelas mãos de Ana Pinhal e Francisco Almeida. Depois de vários espetáculos ao vivo, em Portugal e no estrangeiro, o grupo está de regresso com uma novidade na formação: Daniel da Silva junta-se ao projeto com uma segunda guitarra. O trio prepara-se, agora, para continuar a pisar os palcos e começar a trabalhar no próximo disco.

Selma Uamusse

O primeiro álbum a solo de Selma Uamusse é um mergulho no desconhecido a partir da busca da sua africanidade e da sua moçambicanidade, sem certezas quanto ao caminho a tomar. Para isso, Selma precisou de viajar até Moçambique, reconhecer-se na música do sítio onde nasceu, perceber como o corpo lhe estremece ao escutar a música tradicional daquele país e concluir como, na impossibilidade honesta de poder assumir essa tradição como sua, inventar uma outra, uma forma pessoal de se relacionar com essas raízes. O resultado é uma explosão de géneros que pertence a muitos sítios e a sítio nenhum.

Slow J

A natureza obsessiva com que vive a música é a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em Slow J. Inspirando-se na profundidade da poesia de Sam the Kid e de Manuel Cruz e na energia pura de Imagine Dragons e Da Weasel, Slow J estreia-se, em 2015, com “The Free Food Tape”, aclamado pela crítica. Em 2017, afirma-se no panorama da música nacional com “The Art of Slowing Down”.

Xinobi

Xinobi é Bruno Cardoso, um adulto de coração jovem obcecado com a música. Depois de lançar alguns EPs sólidos, ganhou um reconhecimento e seu culto underground tornou-se mais amplo. Faixas idiossincráticas como “(I Hate The Sound of) Guitars”, “Puma”, ”Spend the Night” ou a colaboração com The Lazarusman, “See Me”, requerem atenção. Remixes, edits e reworks para artistas como Sbtrkt, The Avener, John Grant, Toro Y Moi, Nicolas Jaar, Riva Starr, Agnes Obel, Moullinex e Kris Menace provam a sua habilidade para reorganizar música incrível em todo um novo universo.

Patrícia Costa

Natural de Oliveira Santa Maria, Patrícia Costa cresceu a ouvir música tradicional portuguesa. O fado desde muito cedo tomou conta da sua voz e Amália Rodrigues é a sua maior referência. Assente no fado mais puro, numas vezes recriando grandes clássicos, noutras revestindo as melodias antigas com novos poemas, no seu repertório encontramos também fados novos, e ainda uma paixão de berço desta natural do Minho: o folclore.

Meta

Cantautora, Meta traz na voz sonhos e memórias que se unem numa viagem de regresso a ela mesma. Para além da guitarra, Meta improvisa e explora as melodias criadas no momento com a Loopstation. Canta para sentir, para se conhecer, para se confrontar e confrontar os outros com emoções cruas. Para que nos lembremos de existir no agora.

S. Pedro

S. Pedro é o alter-ego de Pedro Pode, ex-homem forte dos Doismileoito que faz agora a sua estreia a solo. As várias ideias soltas à espera de serem concretizadas e gravadas, que o impediam de seguir em frente, levaram S. Pedro a construir um estúdio analógico onde foi gravando, com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos e convidando amigos para colaborarem. Assim nasceu o disco “O Fim”, uma coleção de canções de métrica redonda e recorte clássico, pop inteligente, afinada e ambiciosa. Histórias quotidianas, letras que nos fazem sorrir e versos que ficam a ressoar.

Norberto Lobo

Ao longo de 2017, Norberto Lobo esteve em residência artística na Galeria Zé dos Bois com Ricardo Jacinto (violoncelo), Marco Franco (bateria) e Yaw Tembe (trompete) a desenvolver o que se tornou o seu mais recente álbum, “Estrela”. A receita em quarteto é uma solução que traz uma vida nova à música de Norberto Lobo, permitindo que as suas ideias se soltem e transpirem uma curiosidade revitalizada com uma requintada aproximação ao muzak, via o bebop que saltou para a década de 1950, um Ennio Morricone clássico ou John Zorn na sua formação The Dreamers enriquecido pela bossa nova.

Tomara

Filipe Monteiro aprendeu muito novo a tocar piano, órgão e guitarra. Depois de experiências em bandas de garagem, integrou os Atomic Bees que editaram um único registo. Rita Redshoes, do grupo, seguiu carreira a solo e Filipe Monteiro acompanhou-a. No domínio do audiovisual, trabalhou com nomes como Da Weasel, The Legendary Tigerman, David Fonseca, Rita Redshoes, António Zambujo e Márcia, sem nunca deixar de trabalhar como músico, arranjador e produtor. Tomara é um passo em frente. Trata-se da primeira obra em nome próprio, uma nova aventura sob um alterego.