Colorau Som Sistema

Duo de melómanos formados das cinzas do programa de world music “Artesanato Sonoro” na Rádio Universidade de Coimbra. Selecionadores das mais raras e improváveis peças musicais direcionadas para as pistas de dança e provenientes dos lugares mais recônditos do planeta. Esperam-se sons de todas as cores e ritmos com sabor a especiarias exóticas numa fusão onde a única certeza na pista de dança é uma clara noção de groove. Fazem-se visitas uplifting ao Brasil, Angola, Nigéria, Colômbia, Cabo Verde, Índia ou Jamaica em discos recentes e antigos.

Orquestra de Foles

A Orquestra de Foles é um projeto musical da Associação Gaita-de-Foles, uma formação composta por instrumentos tradicionais onde se incluem um punhado de gaitas e uma mão cheia de percussões. Jogando com ritmos improváveis, arranjos arrojados e repertório diversificado, é um grupo capaz de, com um sopro, levar a gaita-de-foles ao lugar de destaque que merece. A Orquestra de Foles inventa, assim, a sua identidade musical, integrando temas tradicionais e composições originais, técnicas antigas e arranjos contemporâneos.

Douradas Espigas

Fundado em 2007, o grupo coral Douradas Espigas de Albernôa interpreta o cante alentejano.

Monday

Monday é a materialização musical de Cat Falcão, das Golden Slumbers, o duo folk a bordo do qual emergiu no panorama da música portuguesa. “One” é o disco de estreia nesta aventura a solo e integra canções escritas em Londres. Neste conjunto de músicas, a autora rodeou-se duma banda de luxo e atreveu-se um pouco fora da sua zona de conforto, acrescentando às naturais influências folk, que constituem a base da sua criação, um caráter mais eléctrico e menos clean, mostrando não ter medo de experimentar.

Peltzer

Algo capaz de ser resolvido, criado, inventado. É esse o significado da palavra Devisable que dá título ao álbum de estreia de Peltzer, duo de música eletrónica constituído por Rui Gaio e Cató Calado. Musicalmente, combinam-se texturas eléctricas e eletrónicas, um pulsar que atravessa décadas, dos anos 80 ao futuro, para se erguer até um plano mais intemporal. As canções combinam sempre uma certa vertigem por arranjos de solução pouco convencional com uma transparência melódica que as leva a instalarem-se confortavelmente nos nossos ouvidos.

Classe do Jaime

O nome deste projecto nasce no linguajar típico de Minde, em que não existe palavra para dança, apenas para baile — Classe do Jaime ou O-do-Barreiro. Nele, dois bailarinos vão ao encontro de grupos de dança folclórica da região das Serras d’Aire e Candeeiros e propõem um método para aprendizagem do vocabulário tradicional.
Classe do Jaime é um dueto que se desenha como uma coreografia de composição etimológica, em que se restauram os conceitos de peso e erotismo, colocando perguntas de um lado para o outro — o que pergunta a dança tradicional à dança contemporânea?

Luís Severo

Em 2016, na ressaca do bem sucedido “Cara d’Anjo” (2015), Luís Severo grava o seu segundo álbum, o homónimo “Luís Severo” (2017). Correu Portugal no verão pelas rádios, com os singles “Escola” e “Boa Companhia”, e por salas lotadas lançando também o terceiro single, “Planície (Tudo Igual)”. Terminou o ano no topo das listas da Blitz, Radar, Público e Expresso. Em 2018, voou para uma residência artística em São Miguel, onde começou a preparar as próximas canções.

Rodrigo Amado Motion Trio

Após anos de intensa atividade em que editou quatro novos discos – “The Freedom Principle”, “Live in Lisbon”, ambos com o seu Motion Trio tendo como convidado o trompetista Peter Evans, “Wire Quartet” e “This Is Our Language”, este último partilhado com três das mais importantes figuras do jazz livre atual: Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano – o saxofonista e fotógrafo Rodrigo Amado lançou, em 2016, aquele que é o sexto álbum do seu celebrado Motion Trio, “Desire & Freedom”. Partilhado com Miguel Mira (violoncelo) e Gabriel Ferrandini (bateria), foi considerado disco do ano por publicações como o El País e a revista The Wire.

Dead Combo

Em 2018, os Dead Combo estão de regresso com “Odeon Hotel”, o sexto álbum de originais. Composto por treze temas e produzido por Alain Johannes (Queen Of Stone Age, PJ Harvey, Chris Cornell), este novo disco é a síntese da portugalidade e universalidade existentes na música da banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves. Influenciados pelo fado, rock e as bandas sonoras dos Westerns, bem como música da América do Sul e de África, os Dead Combo têm vindo a desenhar uma trajetória extraordinária, com a consolidação da sua carreira internacional e a sua afirmação como uma das mais interessantes bandas portuguesas.

Moonshiners

Constituídos por Gamblin’Sam (voz e harmónica), Susie Filipe (bateria) e Vítor Hugo (voz e guitarra), os Moonshiners formaram-se em Aveiro em 2012. Sob a alçada de influências tão distintas como Bob Dylan e Morphine, a sua música destaca-se pelas harmónicas estridentes e riffs explosivos. O primeiro álbum “Prohibition Edition” foi lançado em fevereiro deste ano, com um conjunto de “canções para homens sensíveis e mulheres de barba rija”.