Norberto Lobo

Ao longo de 2017, Norberto Lobo esteve em residência artística na Galeria Zé dos Bois com Ricardo Jacinto (violoncelo), Marco Franco (bateria) e Yaw Tembe (trompete) a desenvolver o que se tornou o seu mais recente álbum, “Estrela”. A receita em quarteto é uma solução que traz uma vida nova à música de Norberto Lobo, permitindo que as suas ideias se soltem e transpirem uma curiosidade revitalizada com uma requintada aproximação ao muzak, via o bebop que saltou para a década de 1950, um Ennio Morricone clássico ou John Zorn na sua formação The Dreamers enriquecido pela bossa nova.

Tomara

Filipe Monteiro aprendeu muito novo a tocar piano, órgão e guitarra. Depois de experiências em bandas de garagem, integrou os Atomic Bees que editaram um único registo. Rita Redshoes, do grupo, seguiu carreira a solo e Filipe Monteiro acompanhou-a. No domínio do audiovisual, trabalhou com nomes como Da Weasel, The Legendary Tigerman, David Fonseca, Rita Redshoes, António Zambujo e Márcia, sem nunca deixar de trabalhar como músico, arranjador e produtor. Tomara é um passo em frente. Trata-se da primeira obra em nome próprio, uma nova aventura sob um alterego.

João Afonso

Autor e intérprete, João Afonso teve um primeiro momento de visibilidade quando, juntamente com José Mário Branco e Amélia Muge, apresentou o projeto “Maio Maduro Maio”, com versões de canções de Zeca Afonso, o seu tio. A solo estreou-se em disco com “Missangas” (1997), seguindo-se “Barco Voador” (1999), “Zanzibar” (2002), “Outra Vida” (2006), “Um Redondo Vocábulo” (2009) e “Sangue Bom” (2014), este último com música da sua autoria para poemas inéditos de Mia Couto e José Eduardo Agualusa. Em 2018, para além da participação no Festival da Canção, prepara um novo disco a partir da obra de José Afonso.

Mazgani

Mazgani é um músico iraniano radicado em Portugal. Em 2005, foi considerado pela revista “Les Inrockuptibles” um dos melhores 20 novos artistas europeus, ainda antes da edição do seu primeiro álbum. O tema “Somewhere Beneath This Sky”, do seu disco de estreia, ganhou o terceiro prémio do International Songwriting Competition de Nashville, em que o júri era composto por Tom Waits e Robert Smith. Em 2009, editou o EP “Tell the People”, produzido com Pedro Gonçalves (Dead Combo), seguido por “Song of Distance” (2010). No final de 2017, lançou o disco “The Poet’s Death”, com entrada direta para o 13º lugar no TOP de vendas nacional.

10 000 Russos

Formada por Pedro Pestana, André Couto e João Pimenta, a banda 10.000 Russos é uma força formidável com um percurso singular dentro do mundo do krautrock/shoegaze/psicadélico. Com extensas digressões pela europa, os 10.000 Russos tornaram-se numa das bandas portuguesas com maior representação no universo europeu do rock psicadélico levando, quem assiste aos concertos, por um universo onde há fuzz, noise, kraut, pós-punk e industrial, fundidos em mantras de uma nova era da psicodelia.

Sara Tavares

Depois de oito anos sem gravar, Sara Tavares regressou às edições discográficas para o quinto álbum de originais. “Fitxadu”, editado no final de 2017, que significa “fechado” em crioulo de Cabo Verde, marca “o encerramento de um ciclo e, como todos os capítulos, o início de um novo”. O novo trabalho, antecipado pelos singles “Coisas Bunitas” e “Brincar de Casamento”, revela uma sonoridade renovada, marcada pela introdução de elementos mais eletrónicos que se complementam com a riqueza dos arranjos dos instrumentos acústicos e a voz única que reconhecemos à distância.

Mirror People

Mirror People surge no imaginário de Rui Maia, no meio dos EUA durante uma tour com os X-Wife. Um projeto com um universo musical que junta as influências do “disco-sound” dos anos 70 com sons atuais da música de dança. Depois do sucesso do álbum de estreia “Voyager”, um disco com várias colaborações, Rui Maia convidou o vocalista Jonny Abbey para juntos gravarem o seu sucessor. “Bring The Light” dá o título ao segundo longa duração de Mirror People, editado em 2017.

António Bastos

António Bastos é músico, compositor e produtor licenciado em música, com mestrados em jazz, percussão e novas tecnologias musicais. O gosto pela música permitiu-lhe assimilar uma cultura musical que caracteriza a mestria com que imprime a sua marca em terrenos estéticos como o jazz, house, funk, música tradicional portuguesa, rock, techno e clássica, tendo, aliás, estado à frente de várias formações mais clássicas como maestro e compositor. A sua música representa um universo de possibilidades onde as barreiras do estilo são constantemente ultrapassadas com uma energia contagiante.

Forol DJ Set

Forol encontra o seu habitat em domínios estéticos introspetivos, numa orla que percorre todo o espectro sonoro com um balanço muito próprio, propenso a elevar espíritos a uma atmosfera criada desde o pulsar da primeira nota. A sua afeição pelo ritmo vê-se obrigada a emergir na intrincada harmonia tonal que conecta cada impulso ao longo das suas peças. Experimentalismo à flor da pele, fazendo sobressair subtis referências a Thom Yorke, James Blake ou Bjork. Em DJ Set, Forol traz as suas inspirações para os decks fazendo uma viagem por vários estilos musicais, abanando a pista até à última música.

Homem em Catarse

“Viagem Interior” é o primeiro álbum de Homem em Catarse, projeto musical de Afonso Dorido. O disco, um reflexo da beleza da natureza, dos locais e das gentes do interior de Portugal, é o resultado de uma aventura que começou há uns anos quando Afonso, munido da sua guitarra elétrica e dos seus inúmeros pedais de efeitos, decidiu enfrentar as estradas e caminhos de Portugal com um único sentido: colocar em música toda a beleza do nosso país dando a conhecer ao seu público pedaços de estórias e lugares que passam despercebidos.