Os Palankalama são um quarteto do Porto que produz música instrumental com influências da música tradicional/folk de várias regiões do mundo. A bateria, o contrabaixo, a guitarra elétrica, o bandolim e o cavaquinho português são os instrumentos explorados pela banda, sendo o diálogo orgânico entre eles e a sugestão de novos imaginários algumas das procuras principais do conjunto.
Tipologia: Cartaz
Vozes de Manhouce
O grupo As Vozes de Manhouce é a continuação do grupo de Cantares formado em 1938 aquando do concurso para a aldeia mais portuguesa. Com algumas alterações e pequenas paragens, o grupo tem-se mantido, tendo como principal objetivo a divulgação das tradições portuguesas, sobretudo no que diz respeito às cantigas, através de um repertório vasto, que inclui cantigas de trabalho, de romaria, de festa, cantigas religiosas e profanas. Atualmente, preparam a candidatura do canto no feminino a património imaterial da humanidade.
Lince
No final de 2016, Sofia Ribeiro, a miúda loira de olhos azuis dos WE TRUST, deu a conhecer dois temas em nome próprio que rapidamente despertaram a curiosidade dos ouvidos mais atentos, dentro e fora de portas. A aventura de LINCE havia começado. Quem assiste refere Dillon, James Blake ou iamamiwhoami como referências, mas LINCE faz-nos descobrir uma atmosfera muito própria, em que a eletrónica é ponderada com mestria e sensibilidade, acompanhada da emotividade da sua voz.
Tia Graça
Maria da Graça nunca aprendeu uma nota de música. Nem ela, nem a mãe, nem as irmãs, nem nenhuma mulher lá de casa. Pelo contrário, todos os homens da família são músicos. Nunca teve filhos, por isso foi mãe do avô, mãe do pai, mãe dos irmãos e agora é mãe dos próprios sobrinhos. Todos os músicos. Hoje, viajada e vivida, a Tia Graça está surda. O que, numa família destas, tem muita graça. Concebido e interpretado por Luís Fernandes, este espetáculo homenageia as mulheres que vivem nos bastidores das vidas de tantos músicos, a lavar, a coser, a passar, a cozinhar, a mimar. Toda a gente devia ter uma Tia Graça.
Sacro
“O que nos move? Como nos movemos? E para onde nos movemos?” Estão são as questões fundamentais de Sacro, que procuram uma resposta através de uma pesquisa que explora o mecanismo de caminhar e do movimento respiratório no corpo humano. No sentido lato da palavra “mover”, esta peça foca-se na forma como caminhamos, avançamos e recuamos hoje em dia e nas relações que o corpo humano espelha com os seus antepassados e que fabulações ou projeções fazemos com o futuro.
Jerónimo
Os Jerónimo são três irmãos que sempre se dedicaram à música mas que nunca tinham tocado na mesma banda: Gil (Les Crazy Coconuts), Nuno (Few Fingers) e Luís (Nice Weather For Ducks e Obaa Sima). Em comum sempre tiveram o nome de família. Agora têm também um projeto com um punhado de temas que navegam no formato de canção, conduzido pelas influências de cada um. Com temas como “Big Bites” e “Collective Silence” a provarem uma harmonia de vozes única e um piscar de olho aos universos da música indie, os Jerónimo já têm planos para três EPs, material que será escutado em primeira mão no BONS SONS.
The Lemon Lovers
Há alguns anos, o Victor e o João compraram um ambientador com aroma de limão, gravaram um EP e começaram uma amizade. Entretanto, gravaram dois discos e fizeram umas viagens a tocar por vários países da Europa. Em The Lemon Lovers há rebeldia enquanto se fala de amor e promessas fundamentadas de passos de dança.
Salvador Sobral
Depois da vitória na Eurovisão em 2017 com “Amar pelos Dois” e de algum tempo afastado dos palcos, Salvador Sobral está de regresso para retomar a digressão que não terminou. “Excuse Me” é o seu disco de estreia e não precisa de pedir licença no que toca ao talento musical e performativo. Numa viagem que principia no jazz, Salvador Sobral revela, ao longo deste concerto, em que promete explorar também algumas canções de um próximo disco, influências da bossa-nova, das sonoridades da América Latina e uma capacidade de interpretação inesperada, única e arrebatadora.
Paulo Bragança
A par de uma capacidade interpretativa considerada notável pelos especialistas, Paulo Bragança escandaliza os puristas do fado ao apresentar-se em palco descalço e com roupas simples, por muitos consideradas manifestações de excentricidade. A verdade é que o fadista se manteve sempre fiel à sua imagem e a uma determinada renovação do fado, assinando 4 álbuns emblemáticos e merecendo a aposta da editora Luaka Bop, de David Byrne. Depois de vários anos a viver na Irlanda, Paulo Bragança está de regresso à música e aos palcos portugueses.
Samuel Úria
Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.