A conversa Artes e Produção Cultural conta com a participação de Elisabete Paiva (diretora do Festival Materiais Diversos) e Ana Deus (cantora – Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso) e pretende responder às perguntas: Há uma política pública de apoio cultural? Devem os impostos subsidiar a criação artística ou o mercado encarregar-se-á disso? O que é mesmo a formação de públicos?
Edição: 2019
Ricardo Toscano e João Paulo Esteves da Silva
Ricardo Toscano e João Paulo Esteves da Silva pertencem a gerações distintas, ainda que façam os dois parte da cena nacional do jazz. Ricardo Toscano é descrito como um menino-prodígio do saxofone, que acaba de lançar o seu primeiro disco a solo. João Paulo Esteves da Silva conta com uma vasta carreira, editando discos e colaborando com músicos nacionais e estrangeiros. Um encontro entre os dois não é algo de propriamente óbvio, mas complementa-se com um fator só: a reunião de dois músicos de capacidades muito acima do normal.
Luísa Sobral
Luísa Sobral inicia o seu caminho discográfico em 2011, após um percurso académico bem sucedido na famosa Berklee College of Music, em Boston, com o seu primeiro disco, The Cherry On My Cake, que chega rapidamente a disco de platina. Seguem-se digressões e colaborações nacionais e internacionais. Em 2017, dá a Portugal a primeira vitória no Festival Eurovisão da Canção com o tema Amar Pelos Dois, da sua autoria. Em 2019, Luísa regressa aos palcos nacionais e internacionais com uma nova formação e o convite para nos cantar as histórias do seu novo disco de originais, Rosa.
Júlio Pereira
Compositor, multi-instrumentista e produtor, Júlio Pereira conta com uma carreira musical notável. Lançou 22 discos de autoria própria e participou como instrumentista, orquestrador e produtor em mais de 80. Iniciando a sua carreira como músico rock, mais tarde começa a dedicar-se à música tradicional portuguesa, distinguido a sua obra pela utilização de instrumentos como o cavaquinho e a viola braguesa. Recentemente, graças às suas contribuições para a música portuguesa, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Tape Junk
Os Tape Junk surgem em 2012 na família Pataca Discos, pelas mãos de João Correia e Bruno Pernadas. Em 2013, lançam The Good & The Mean, com direito a uma receção calorosa pela crítica e pelo público. Banda rock com um vocabulário assimilado a partir de grupos clássicos do género, usam uma linguagem simples e, simultaneamente, intensa, escrevendo sobre situações do quotidiano com as quais é facil identificar. No meio de atuações de norte a sul do país, lançam em 2019 Couch Pop, gravado, tocado, produzido e misturado inteiramente por João Correia em casa.
Dino D’Santiago
As distinções para Melhor Álbum, Melhor Artista Solo e Prémio da Crítica, nos Play – Prémios da Música Portuguesa, constituem os indicadores atuais que Dino D’Santiago é um nome incontornável da atual música portuguesa. Nascido em Portugal, criado em Quarteira, Dino junta as tradições musicais de Cabo Verde com o peso contemporâneo da eletrónica lisboeta, passando por outras linguagens rítmicas como o funaná, batuku, morna, quizomba e afro house. Todas se juntam no seu disco mais recente, Mundu Nôbu, que tem recebido as mais elogiosas criticas.
Sensible Soccers + Tiago Sami Pereira
Sensible Soccers
Hugo Gomes, Manuel Justo e André Simão são Sensible Soccers. Em 2011, com uma outra formação, editam o primeiro EP. Desde então, dão inúmeros concertos em palcos de todos os tipos, desde clubes e associações culturais, até eventos de projeção internacional. Fogem ao formato tradicional de canção, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão, sem esconder o gosto pelas melodias pop. Em 2019, lançam Aurora, o terceiro disco, produzido por B Fachada, que apresentam ao vivo, prometendo uma energia extra e surpreendente até para o público que melhor conhece o seu trabalho.
Tiago Sami Pereira
Tiago Sami Pereira nasceu em Lisboa mas reside no interior do país. Estudou um pouco de tudo, desde artes, teatro, pedagogia e design. Na área da música dedica-se ao estudo e desenvolvimento da percussão tradicional portuguesa, focando-se especialmente no bombo. Ao longo dos anos explora este instrumento de uma forma distinta, dando origem a uma linguagem própria. Ao mesmo tempo, colabora com diferentes nomes da música portuguesa, tendo maior destaque no projeto Roncos do Diabo. Estreou-se em 2016 no BONS SONS e desde então continua a apresentar-se em palco sempre munido de um bombo.
Moullinex
Alter ego do produtor, DJ e multi-instrumentista Luís Clara Gomes, Moullinex é um dos mais relevantes artistas de música eletrónica, com vários êxitos underground, remisturas de temas de conhecidas bandas, e cofundador da editora Discotexas. Depois de dois álbuns aclamados pela crítica, Flora e Elsewhere, o seu terceiro disco, Hypersex, é uma celebração da cultura de discoteca, abraçando a mensagem universal da música: não importa de onde vimos, quem somos, ou quem escolhemos amar. É essa a premissa que traz ao BONS SONS, numa festa de encerramento cheia de convidados e várias surpresas.
Baleia Baleia Baleia
Dupla portuense composta por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), os Baleia Baleia Baleia nasceram de uma jam informal numa sala de ensaios em Cedofeita. Através do coletivo artístico ZigurArtists, editaram em 2018 o primeiro álbum, homónimo, que reúne oito faixas do melhor rock afiado e punk rock dançável, e de onde saiu o single Quero Ser um Ecrã. Desde então, marcam presença regular nos palcos mais relevantes do panorama musical português, e prometem não parar. O mais provável é que ninguém esteja pronto para o que aí vem.
Tiago Francisquinho
Oriundo de Tomar, Tiago Francisquinho descobre em 2008 a Associação Portuguesa de Didgeridoo, que muda para sempre a forma como vê a arte e a cultura aborígene. Começa a tocar este instrumento tão particular, combinando o seu som com influências eletrónicas de música étnica e dance. Utiliza ainda outros instrumentos musicais mas com o foco sempre na percussão, aliada a uma impressionante rapidez a tocar. Ao longo dos anos, integra-se mais na comunidade didgeridoo à volta do mundo, experiência que usa para enriquecer a sua música, global mas ao mesmo tempo única.