Territórios e Interioridade

Territórios e Interioridade é uma conversa em torno daquilo que é possível fora das grandes áreas metropolitanas e sobre como fortalecer a contemporaneidade no campo, com a participação de Rogério Roque Amaro (economista e professor no ISCTE) e Maria do Carmo Bica (engenheira agrícola, técnica da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Presidente da Cooperativa 3 Serras de Lafões).

Pequenas Espigas

Projeto criado por Joaquina Miranda, professora do 1.º ciclo a lecionar na Escola Básica JI Cova da Moura, em Lisboa, o grupo coral infantil Pequenas Espigas tem como objetivo dinamizar e divulgar o Cante Tradicional Alentejano pelo país e até pelo estrangeiro, desde que ultrapassou fronteiras após reconhecimento pela Unesco, elevando o Cante a Património Mundial Imaterial da Humanidade. Usando as vozes de alunos e alunas maioritariamente afrodescendentes, as interpretações dos Pequenas Espigas enaltecem a importância de expôr crianças citadinas ao património musical tradicional português.

Rezas, Benzeduras e outras Cantigas

César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidem colaborar num disco recorrendo a múltiplos instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops, e programação. Fizeram-no ao longo de mais de um ano, entre 2017 e 2018, e o resultado foi Rezas, Benzeduras e outras Cantigas. Treze temas: cinco orações populares, sete temas tradicionais, e um original. O ambiente sonoro resultante procura cruzar o mais ancestral e profundo da tradição com os instrumentos acústicos. Recorrem ainda ao computador enquanto instrumento musical, posicionando-se num lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo.

Curtas em Flagrante

O cinema, o vídeo e a fotografia têm mais uma vez um papel importante em Cem Soldos. No 10.º aniversário do festival itinerante Curtas em Flagrante, dá-se o seu regresso ao BONS SONS com duas sessões de cinema onde são exibidas várias curtas-metragens para abrir novos horizontes.

Valente Maio

Manuel Maio no violino, e José Valente na viola de arco, juntam-se para formar Valente Maio, um duo que combina não só os seus nomes, como os dois instrumentos, viajando entre múltiplos estilos, e suscitando uma entusiasmante mistura entre virtuosismo e sensibilidade, e entre o clássico e o jazz. Ao vivo, registam uma confluência entre contextos, de uma conversa pertinente e atual entre a tradição e a contemporaneidade, demonstrada pela utilização moderada de loops e pedais de efeitos, técnicas que ambos os intérpretes desenvolvem noutros projetos.

Jorge da Rocha

Oriundo de Santa Maria da Feira, Jorge da Rocha dedica-se, desde cedo, à música como autodidata. Estuda guitarra, contrabaixo e teoria musical em Barcelona, onde se torna presença regular em festivais e clubes de jazz. Em 2016, grava o seu primeiro disco, Estas são algumas das minhas músicas favoritas e em 2017 edita o segundo, To Drop and Let Go, usando em ambos apenas o contrabaixo e a voz. Recentemente, continua a apresentar e desenvolver seu espetáculo ao vivo pela europa fora, tocando em formato solo, duo ou trio, com vários artistas convidados.

Miramar

Embora de origens e experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a guitarra. Juntos, são Miramar, o projeto que iniciaram em 2019 com o lançamento do disco homónimo. Complementando a carreira de Peixe, iniciada há mais de vinte anos com o som inconfundível dos Ornatos Violeta, Pluto e os Zelig, assim como dois discos a solo, com a de Frankie, que desde a sua estreia em 2010 é considerado um dos mais estimulantes músicos desta geração, Miramar quer levar mais longe o seu som, com ou sem eletricidade, mas sempre como se os dois fossem apenas um.

Três Tristes Tigres

Formados em meados dos anos 90, os Três Tristes Tigres são Ana Deus, Alexandre Soares, João Pedro Coimbra, Rui Martelo e Quico Serrano, com a habitual colaboração da poetisa Regina Guimarães nos textos. Com apenas três discos lançados, o último em 1998, e motivados por um recente ciclo de espetáculos ao vivo, a banda volta ao estúdio e promete lançar ainda em 2019 a materialização de novas canções naquele que é o novo fôlego da formação, continuando a exploração musical e experimentações pop a que já habituaram o público português.

Stereossauro

Stereossauro é um produtor e DJ com várias facetas. Das batalhas às mixtapes, da produção ao scratch. Com o lançamento do novo disco, Bairro da Ponte, Stereossauro apresenta-se, no BONS SONS, ao vivo com banda para unir os universos do hip hop e da música portuguesa, duas coordenadas que lhe têm alimentado a imaginação e a criatividade. A solo, não se cansa de percorrer o país em clubes, festivais e celebrações estudantis, sempre pronto para exigir o máximo dos corpos que se colocam à sua frente. Em dupla, é uma das metades dos Beatbombers em conjunto com DJ Ride.

Pop Dell’arte

Projeto criado em 1985 por João Peste, os Pop Dell’Arte não requerem introduções. Com cinco discos de originais, e outros tantos singles, EP, compilações e antologias, o seu espetro musical combina as mais contraditórias influências, desde a poesia dadá, às inspirações futurísticas, evocando Warhol e Duchamp, passando pelas referências cinematográficas de Fassbinder, Antonioni e Fellini. Com formação frequentemente mutante (pela qual passaram diversos músicos), os mais de 30 anos de carreira asseguram que os Pop Dell’Arte continuam a ocupar um lugar mítico no panorama musical português.