Um Burro carregado de livros é uma biblioteca itinerante que tem o burro como parceiro activo na divulgação da cultura, uma vez que é ele quem transporta os livros. Esta biblioteca itinerante é ainda acompanhada por um contador de histórias que através da cumplicidade criada com os seus ouvintes, os desperta para o mundo do imaginário, fazendo-os viajar pelas palavras, pelos gestos, sons e emoções.
Edição: 2017
Surma
Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de locais bem mais exóticos. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.
Holy Nothing
Os Holy Nothing, chegam do Porto e desde 2013 que se movimentam pelos caminhos infinitos da música electrónica. A banda mistura projeções com sintetizadores, sustenta a palavra com imagens impactantes, funde música e cinema numa realidade expressiva complexa e cria um ambiente especial para os seus concertos. Depois de apresentarem o álbum Hypertext em festivais como Primavera Sound ou SXSW (Austin, Texas), o projeto prepara a sua ida ao Eurosonic 2017 em Groningen. O segundo álbum está prometido para 2017.
Glockenwise
Ao terceiro álbum, “Heat” (2015) o quarteto barcelense migrou de um rock’n’roll puro e enérgico, próximo do garage-rock, para uma sonoridade mais densa e complexa, onde se faz sentir a influência da cena indie dos anos 80 – não por acaso, o vocalista Nuno Rodrigues referiu-se aos “Smiths da Califórnia”. Para tal, recorreram a órgãos vintage e à manipulação de ruído na produção, mas é sobretudo no tom, mais pessoal e sombrio, que a nova musicalidade dos Glockenwise se revela em pleno. É o disco da idade adulta de uma das mais interessantes bandas portuguesas do momento.
Virgem Suta
Os Virgem Suta afirmaram-se no panorama musical português através de duas guitarras, da voz, da quase “ousadia” de uma mão cheia de canções e das vezes sem conta que fizeram o País de Sul a Norte e de Norte a Sul.
Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda transpiram portugalidade e assumem-no. Mas são tão contemporâneos que a raiz portuguesa só lá está porque não têm outro remédio. Tocam adufe e cavaquinho porque é isso que lhes é natural e a isto aliam uma ironia que ainda mais contribui para a sua singularidade.
Capitão Fausto
Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra são os Capitão Fausto e editaram 3 álbuns: “Gazela” (2011), “Pesar o Sol” (2014) e “Capitão Fausto Têm os Dias Contados” (2016). No registo mais recente, com canções entre o rock e a pop, a banda dá mais espaço aos metais e aos instrumentos de sopro, sem descurar as guitarras. Mas o que revelam, acima de tudo, é uma cada vez maior maturidade: na capacidade lírica, na complexidade melodias, no rigor técnico e na inspiração instrumental. Uns Capitão cada vez mais em comando da sua arte.
Thunder & Co.
Os Thunder & Co. são uma banda de música de dança a atirar para o emocional cujo som é caracterizado pelas batidas balançantes envoltas em acordes tristonhos e ambientes tensos. Pelo menos é o que tem saído da fábrica de trovões em Lisboa, propriedade de Rodrigo Gomes e Sebastião Teixeira. Actualmente, a banda é uma referência nos valores emergentes da música portuguesa, com um registo sonoro único e emocional, marcado por ritmos dançantes e contagiantes.
Inês Lamim
Lamim é DJ residente no Purex, em Lisboa, e toca regularmente no 49 da ZDB, no Rive–Rouge e em outros locais da capital. Tem participado em festivais como o Boom e, em 2017, estreia-se no BONS SONS. Os seus sets são uma seleção de música electrónica recente, proveniente de diferentes latitudes, sempre com um sentido de festa e de viagem colectiva.