Xinobi é Bruno Cardoso, um adulto de coração jovem obcecado com a música. Depois de lançar alguns EPs sólidos, ganhou um reconhecimento e seu culto underground tornou-se mais amplo. Faixas idiossincráticas como “(I Hate The Sound of) Guitars”, “Puma”, ”Spend the Night” ou a colaboração com The Lazarusman, “See Me”, requerem atenção. Remixes, edits e reworks para artistas como Sbtrkt, The Avener, John Grant, Toro Y Moi, Nicolas Jaar, Riva Starr, Agnes Obel, Moullinex e Kris Menace provam a sua habilidade para reorganizar música incrível em todo um novo universo.
Edição: 2015
Bicho do Mato
O Bicho do Mato nasceu em 2011, quando quatro músicos se juntaram a convite da MPAGDP para gravar alguns temas originais. Com uma sonoridade distinta entre a música tradicional, o rock, o folk e a world music, apresentam canções melódicas e acessíveis que contrastam com a crueza das palavras, atentas e aplicadas num cantar de intervenção mais humano que político.
Eduardo Raon
É também de electrónica que a sua harpa é feita. Eduardo utiliza a harpa, o daxophone, computador e vídeo para uma performance sobre ações impulsivas, gestos involuntários, actuações irrefletidas, atitudes imponderadas e ruídos pouco conscientes. Radicado em Liubliana está habituado a não ter os dois pés num mesmo chão.
Chão da Feira
No Chão da Feira misturam-se raízes portuguesas com sonoridades do mundo. Aqui coexistem a tradição e a modernidade, o orgânico e o mecânico, o sagrado e o profano. Falam de flores, armas e amor. O disco “Das Tripas Coração”, de 2015, é o primeiro registo de um projecto apaixonado e visceral, tão livre e profundo como o corpo e o coração das mulheres que lhe dão vida.
Minta & The Brook Trout
Francisca Cortesão, ou Minta, e Mariana Ricardo, como Brook Trout, são duas vozes a que se junta uma guitarra, um ukulele e uma percussão extremamente portátil. Vivem em Lisboa apesar de saltitarem pelo mundo. O seu álbum de 2012, “Olympia”, foi considerado pela revista Blitz e pela rádio Radar um dos melhores do ano. Em 2015 vamos ter o terceiro.
Sequin
A voz de Ana Miró, na sua primeira aventura a solo, é o grande destaque para um som fresco, que agarra nas duas mãos as entranhas da pop e da electro. Leva-nos por caminhos de mistério, de sensualidade e de exotismo. Penelope marca a estreia da cantautora nascida em Évora, um resultado sólido do seu talento natural enquanto compositora.
Hitchpop
Hitchpop é um jazz-suspense à moda do realizador com (quase) o mesmo nome. Junta 3 músicos do Porto a desembrulhar canções e improvisos, dois proeminentes novos valores do Jazz – Marcos Cavaleiro, João Guimarães – e um activo do rock nacional – Miguel Ramos (Mesa, Supernada, Jorge Palma, NACO).
OCO
Atmosferas psicadélicas envolvem sons orgânicos. Os OCO têm criado sonoridades experimentais, ritualistas e intemporais dos quatro cantos do mundo. Em 2014 comemoraram 10 anos de existência numa expedição sonora que une o ancestral e o moderno, o Ocidente e o Oriente.
Homesick
HOMESICK é o termo/conceito anglo-saxónico que mais se aproxima da nossa tão característica saudade. Curiosamente e numa tradução mais literal poderá remeter-nos também para uma casa doente e por isso inóspita, uma casa com a qual nos relacionamos mas que permanentemente nos repele. Esta dicotomia parece ser a que contemporaneamente mais nos caracteriza, a nós e ao território português – o amor pelo que nos despreza. Abandonemos a saudade e abracemos o homesickness, a pressão pela internacionalização, o vazio que cá fica, este vazio doente que continuamos a ambicionar mas que dificilmente nos deixa ficar.
Reflexos
Reflexos reúne um conjunto de chapas de alumínio deformadas pelo fogo, cuja ação imprime movimento a objetos estáticos. Esse paradoxo é fulcral no processo de Beatriz Brum; a imprevisibilidade do resultado produzido pela ação do fogo fascina-a. Este trabalho rejeita a ideia de finitude, assumindo-se como um work in progress que não procura formar uma imagem definitiva.