Cara de Espelho

Cara de espelho são um encontro entre alguns dos nomes que marcaram a música portuguesa nos últimos anos: Deolinda, Ornatos Violeta, Gaiteiros de Lisboa, entre outros. Com uma identidade sonora e poética que bebe da música tradicional portuguesa, da acutilância críticas dos seus poetas, mas de olhos postos num futuro que se quer crítico e interventivo. São o mais nítido reflexo de um encontro feliz das composições de Pedro Silva Martins, com as construções de instrumentos de Carlos Guerreiro, as guitarras de Luís J Martins, percurssões de Sérgio Nascimento e a voz de Maria Antónia Mendes.

KRUMP Session

O KRUMP nasceu nas comunidades negras e latinas de Los Angeles nos finais de 1990. Surgiu como alternativa à guerra entre gangues e à opressão policial. Dançar tornou-se uma das formas de abstração e um modo de celebrar a vida. Em Portugal, o KRUMP surgiu entre 2006/2007 com sessões na Gare do Oriente, em Lisboa. “KRUMP Session”, de Dougie Knight, é um trabalho coreográfico que se eleva numa autêntica sessão de KRUMP, com movimentos e linguagem característicos, celebrando em palco um estilo. Uma estrutura ritualística de libertação, aceitação e resistência.

Mão na Anca

Mais do que DJ sets, este trio de amigas – composto por Isabel Nogueira, Patrícia Barnabé e Raquel Castro – espalha a alegria e a diversão. Com uma mão na anca elegante e festiva, para rodopiar na pista, em Cem Soldos estarão com a cabeça nas nuvens e o coração ao peito, rodando discos das mais variadas proveniências, e da forma mais casual possível, em nome da felicidade, da liberdade e da comunhão.

Solar Corona Elektrische Maschine

Os Solar Corona são um coletivo multiforme de música rock. Um núcleo que tem reunido Rodrigo Carvalho, José Roberto Gomes, Peter Carvalho e Nuno Loureiro. Em Solar Corona Elektrishe Maschine deixam para trás a bateria, a guitarra e os amplificadores para abraçar a fundo a improvisação alçada em instrumentos eletrónicos, digitais e analógicos. Novas percussões, métodos de amplificação e processamento das mesmas, e o baixo como fundação groove, colocando no centro deste formato a constante descoberta de duas vertentes: a repetição e a imprevisibilidade.

Vaiapraia

Artista transdisciplinar e autodidata, Rodrigo Vaiapraia começou a compor e a tocar em 2013. De mão dada com As Rainhas do Baile lançou, em 2016, o LP de estreia “1755”. A solo entregou-nos “100% Carisma”, em 2020, numa emancipação pós-punk. Fez-nos ver “Estrelas e Trovões” nos quatro temas que gravou de lareira acesa com Júlia Reis e lançou em 2023, no mesmo ano que ao lado de Maria Inês Gonçalves lançou “Dildotéctónica”.

Vaiapraia diz-nos que talvez o amor viva da solidão, mas no BONS SONS sabemos que não há paixão maior do que a de ouvir em conjunto um concerto de quem faz o nosso coração bater mais forte.

Estilhaços

Estilhaços é uma homenagem à poesia. Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho a serviço dos artifícios líricos e das emoções lançaram “Estilhaços” (2006), “Estilhaços e Cesariny” (2011), “Estilhaços Cinemáticos” (2014) e, recentemente “Estilhaços de Escuridão” (2023). Em Cem Soldos mostram toda a mestria poética e musical que reveste os anos de um projeto dedicado à palavra.

Gisela João

Atuações eletrizantes, autênticas, sem desvios, nem artifícios. O fado de Gisela João é genuíno, sem excessos nem maneirismos. Também compositora e letrista, lançou “AuRora” (2021), num registo que nos mostrou ir além do que lhe ouvimos cantar até agora. Para assinalar os 50 anos de democracia, “Gisela Canta Abril”. No BONS SONS celebramos a revolução com temas ligados a Abril, numa eterna manifestação de liberdade e da alegria de viver.

Plasticine

Banda de fusão/world music que desafia fronteiras sónicas, Plasticine é sinónimo de música que transgride géneros ao combinar elementos de rock progressivo, funk, jazz e soul, atravessando fronteiras geográficas ao incutir afrobeat, influências latinas e orientais no seu som. As melodias dirigidas a um vasto leque de públicos com gostos musicais muito variados. Em suma, Plasticine é um entrelaçar de fibras de diferentes origens para criar uma tapeçaria musical única na aldeia.