Luísa Sobral inicia o seu caminho discográfico em 2011, após um percurso académico bem sucedido na famosa Berklee College of Music, em Boston, com o seu primeiro disco, The Cherry On My Cake, que chega rapidamente a disco de platina. Seguem-se digressões e colaborações nacionais e internacionais. Em 2017, dá a Portugal a primeira vitória no Festival Eurovisão da Canção com o tema Amar Pelos Dois, da sua autoria. Em 2019, Luísa regressa aos palcos nacionais e internacionais com uma nova formação e o convite para nos cantar as histórias do seu novo disco de originais, Rosa.
Tipologia: Cartaz
Júlio Pereira
Compositor, multi-instrumentista e produtor, Júlio Pereira conta com uma carreira musical notável. Lançou 22 discos de autoria própria e participou como instrumentista, orquestrador e produtor em mais de 80. Iniciando a sua carreira como músico rock, mais tarde começa a dedicar-se à música tradicional portuguesa, distinguido a sua obra pela utilização de instrumentos como o cavaquinho e a viola braguesa. Recentemente, graças às suas contribuições para a música portuguesa, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Tape Junk
Os Tape Junk surgem em 2012 na família Pataca Discos, pelas mãos de João Correia e Bruno Pernadas. Em 2013, lançam The Good & The Mean, com direito a uma receção calorosa pela crítica e pelo público. Banda rock com um vocabulário assimilado a partir de grupos clássicos do género, usam uma linguagem simples e, simultaneamente, intensa, escrevendo sobre situações do quotidiano com as quais é facil identificar. No meio de atuações de norte a sul do país, lançam em 2019 Couch Pop, gravado, tocado, produzido e misturado inteiramente por João Correia em casa.
Dino D’Santiago
As distinções para Melhor Álbum, Melhor Artista Solo e Prémio da Crítica, nos Play – Prémios da Música Portuguesa, constituem os indicadores atuais que Dino D’Santiago é um nome incontornável da atual música portuguesa. Nascido em Portugal, criado em Quarteira, Dino junta as tradições musicais de Cabo Verde com o peso contemporâneo da eletrónica lisboeta, passando por outras linguagens rítmicas como o funaná, batuku, morna, quizomba e afro house. Todas se juntam no seu disco mais recente, Mundu Nôbu, que tem recebido as mais elogiosas criticas.
Sensible Soccers + Tiago Sami Pereira
Sensible Soccers
Hugo Gomes, Manuel Justo e André Simão são Sensible Soccers. Em 2011, com uma outra formação, editam o primeiro EP. Desde então, dão inúmeros concertos em palcos de todos os tipos, desde clubes e associações culturais, até eventos de projeção internacional. Fogem ao formato tradicional de canção, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão, sem esconder o gosto pelas melodias pop. Em 2019, lançam Aurora, o terceiro disco, produzido por B Fachada, que apresentam ao vivo, prometendo uma energia extra e surpreendente até para o público que melhor conhece o seu trabalho.
Tiago Sami Pereira
Tiago Sami Pereira nasceu em Lisboa mas reside no interior do país. Estudou um pouco de tudo, desde artes, teatro, pedagogia e design. Na área da música dedica-se ao estudo e desenvolvimento da percussão tradicional portuguesa, focando-se especialmente no bombo. Ao longo dos anos explora este instrumento de uma forma distinta, dando origem a uma linguagem própria. Ao mesmo tempo, colabora com diferentes nomes da música portuguesa, tendo maior destaque no projeto Roncos do Diabo. Estreou-se em 2016 no BONS SONS e desde então continua a apresentar-se em palco sempre munido de um bombo.
Moullinex
Alter ego do produtor, DJ e multi-instrumentista Luís Clara Gomes, Moullinex é um dos mais relevantes artistas de música eletrónica, com vários êxitos underground, remisturas de temas de conhecidas bandas, e cofundador da editora Discotexas. Depois de dois álbuns aclamados pela crítica, Flora e Elsewhere, o seu terceiro disco, Hypersex, é uma celebração da cultura de discoteca, abraçando a mensagem universal da música: não importa de onde vimos, quem somos, ou quem escolhemos amar. É essa a premissa que traz ao BONS SONS, numa festa de encerramento cheia de convidados e várias surpresas.
Lodo + Peixe
Filhos da casa, os Lodo surgem em 2013 em Cem Soldos. Projeto de post-rock instrumental composto por João Rufino, Bernardo Ferreira, João Cotovio e Carlos Silva, lançam o seu primeiro EP homónimo em 2015, que apresentam em várias atuações em festivais, clubes e bares pelo país fora. Em 2019 editam Tenho Raiva De Ti Por Seres a Ânsia e Eu o Lugar, fruto de dois anos de experimentação na composição de novos temas. Diretamente da aldeia da música portuguesa para o mundo, em busca de novos territórios onde levar os seus riffs vibrantes repletos de tons melódicos e por vezes sombrios.
Natural do Porto, Pedro Cardoso, ou Peixe, envereda pela via académica ao estudar guitarra clássica e guitarra jazz, começando também a dar aulas na sua cidade natal. Membro fundador dos Ornatos Violeta, considerada uma das mais importantes bandas de música moderna portuguesa, também fez parte dos Pluto e da banda de jazz DEP. Criou ainda a Orquestra de Guitarras e Baixos Eléctricos, com o apoio da Casa da Música, e contribuiu para bandas sonoras para peças de teatro e filmes, tendo também lançado dois discos a solo, Apneia (2012) e Motor (2015).
Helder Moutinho
Helder Moutinho, natural de Oeiras, é um dos mais carismáticos e genuínos fadistas da atualidade. Intérprete, compositor e poeta, conta com sete discos editados e participações em inúmeros projetos musicais. Profundo conhecedor dos segredos, códigos e mistérios do fado, tem mais de 20 anos de carreira consagrada graças ao apoio que recebeu dos familiares e grandes mestres que se cruzaram na sua vida, tornando-o num fadista de culto. Uma herança que acarinha, preserva e amplifica para tornar o seu fado cada vez mais contemporâneo.
Paraguaii
Paraguaii são Giliano Boucinha e Zé Pedro Correia. Jogo constante entre os universos mais dançantes da eletrónica, nascida ou devedora dos anos 80, a música dos Paraguaii estreia-se em disco em 2016 com Scope, ao qual se segue Dream About The Things You Never do em 2017, juntamente com digressões nacionais e internacionais. Recentemente, a banda lançou em 2019 o disco Kopernikus, um registo mais escuro e sombrio que se foca na mistura entre guitarras e baixos distorcidos, assim como afinações que passam por vários espetros, do stoner ao doom, sem nunca deixar de lado a veia eletrónica.
Scúru Fitchádu
Uma encruzilhada de linhas de baixo distorcidas, baterias aceleradas e noise categoriza a música de Scúru Fitchádu, ou Sette Sujidade, também conhecido como Marcus Veiga. Desbravando caminhos musicais nunca antes pisados, com as novas linguagens a fazerem uma visita à tradição do funaná cabo-verdiano numa carruagem de furiosa estética punk, Marcus assegura toda a direção artística, programação e produção do projeto, como demonstra o EP homónimo lançado em 2016. Uma viagem atribulada, o seu autoentitulado “funaná má onda” promete aceleração de batimentos cardíacos.