Ana Moura

Uma voz que se passeia pela tradição livremente, com um piscar de olho à música pop. Aquilo que a distingue é não apenas um timbre grave e sensual como há poucos – Ana Moura transforma instantaneamente em fado qualquer melodia a que encoste a sua voz, é um rastilho imediato, uma explosão emocional disparada sem contemplações ao coração de quem a ouve.

DJ Nigga Fox

A música de Nigga Fox não é muito diferente da que se ouvia em discotecas como o Mussulo há alguns anos atrás. A fusão de kuduro com ritmos como a morna, o house ou o drum & bass é própria de um produtor da geração iPod, para quem a ordem é dançar, mais do que definir fronteiras. Esteve no Sónar em 2014 e teve, em 2015, honras de cobertura pela Pitchfork.

DJ Firmeza

DJ Firmeza é um mago a tocar a sua música ao vivo no domínio de enredos percussivos do outro mundo, pronto para galvanizar qualquer pista de dança. Toca regularmente no circuito da apelidada ‘noite africana’ na Grande Lisboa, e tem vindo a tocar cada vez mais fora de portas depois de cobertura do seu trabalho na SPIN, Pitchfork e Resident Advisor.

Nídia Minaj

Mudou-se de Lisboa para Bordéus aos 14 anos. Hoje com 18 assume que o seu estilo existe no seu próprio mundo paralelo. Em estruturas voláteis, Minaj oferece-nos combinações instáveis com beats de partir o pescoço e trance revigorante. Apesar de um ritmo estruturado, a espontaneidade prevalece e, sobretudo, a vontade de entrar e fazer parte desta construção compassada.

Janeiro

Apesar de Janeiro ser o apelido materno de Henrique, ele nasceu em Março há uma vintena de anos. É músico, cantor, autor e compositor. Tem muita música na cabeça e na ponta dos dedos. Tem muita música presa dentro dele que se quer soltar.

Tio Rex

Apresenta-se como cantautor setubalense que, munido de uma guitarra acústica, recorre a sonoridades folk e country para construir um universo sonoro próprio. A sua voz portuguesa grave convida-nos a partilhar com ele momentos de introspecção onde, trabalhando a sua sensibilidade, busca uma melhor compreensão do mundo, almejando a harmonia pessoal.

João Berhan

Foi há cinco anos que o quase-advogado deixou de entulhar tribunais com insolvências e se virou para a música. Gravou um primeiro álbum, tão imprevisto como desconhecido, expondo-se em sete vozes e saltitando pelos instrumentos. O disco é de Inverno, mas o concerto no BONS SONS é coisa para aquecer: percussões do fundo da terra, um ligeiríssimo saxofone soprano e um clarinete-baixo filho-da-mãe. E canções novas que prometem desafiar os campos magnéticos dos corpos mais suados.

Daniel Pereira Cristo

O músico e compositor de Braga explora as sonoridades dos instrumentos ancestrais da tradição minhota. Do cavaquinho à braguesa, passando pelo bandolim, faz uma viagem ora por sons da tradição oral, nas músicas cantadas, ora pelos instrumentais que compõe, nos quais afirma que são os próprios instrumentos a comunicar com o público através do seu pulso.

Tó Trips

Pioneiro de qualquer coisa rock em português, Tó Trips tem sido parte dos mais interessantes projectos do imaginário alternativo musical português. São-lhe conhecidas as bandas como os memoráveis Lulu Blind e os recentes Dead Combo onde empresta o sucesso da sua guitarra.

Retimbrar

Retimbrar não é uma banda, é um movimento. O respeito pelos ritmos tradicionais portugueses, e a integração num contexto musical actual levam-nos à exploração de sonoridades, com os seus instrumentos de percussão e contextos próprios colocados em situações inovadoras.