Madalena Palmeirim escreve e compõe canções que interpreta acompanhada ao piano, com ukelele ou autoharpa. Vem com mais três. O Manuel Dordio (Márcia) traz na guitarra os ritmos das ilhas e do deserto do oeste. O Nuno Morão (Nome Comum) junta a percussão à bateria. A Ana Luísa Valdeira desliza no violino por entre as cordas dobradas, os pizzicatos e os glissandos. “Mondays” é o EP de lançamento e traz canções de espírito alternativo, folk, country, pop e indie.
Tipologia: Cartaz
André Barros
André Barros é um compositor emergente com uma forte identidade e uma invulgar capacidade de trabalho. O álbum “Circustances” (2013) apresentou a sua visão musical, nostálgica, profundamente poética e tranquila, e mereceu-lhe elogios da imprensa especializada. A colaboração na curta-metragem “Our Father”, de Linda Palmer, valeu-lhe o prémio para Melhor Banda Sonora no Los Angeles Independent Film Festival Awards de 2015. André Barros mostra toda a magia das suas criações em palco, com o seu piano emoldurado por um quarteto de cordas.
Bonecos e Campaniça
Um músico e um marionetista dão vida a duas mãos cheias de bonecos e contam as suas histórias. Histórias sem palavras, ao som da viola campaniça. Manuel Dias (Trulé) é marionetista, construtor e investigador em formas animadas, e vem acompanhado das composições e música original em viola campaniça de António Bexiga (Uxu Kalhus, Bicho do Mato, NmB).
Dear Telephone
Inspirados na curta de Peter Greenaway, “Dear Phone” (1976), deixam expressa a vontade de decantar melodramas de bolso em composições duras e frugais. Formados em 2010, os Dear Telephone editaram o primeiro EP, “Birth of a Robot”, em 2011, seguido do LP “Taxi Ballad” em 2013. Depois das apresentações nas casas de espectáculo e festivais de música portugueses, os concertos de 2016 desvendam já músicas do próximo álbum, em composição.
Tim Tim por Tim Tum
A linguagem do projecto Tim Tim por Tim Tum explora, num universo de interacção e improviso entre os músicos, o som e o silêncio, o acústico e a estética, o gestual e o imprevisível. As quatro baterias em palco de José Salgueiro, Alexandre Frazão, Bruno Pedroso e Marco Franco comportam um universo tão vasto quanto a imaginação de quem as toca e de quem as ouve. O objectivo do projecto é a comunicação com o público, esperando que este reaja emotivamente.
Isaura
Natural de Gouveia, Isaura tem arrebatado a rádio nacional com os temas “Useless” e “Change it” do seu EP de estreia, “Serendipity”. Com uma produção criativa intensa prevê libertar, durante 2016, mais temas originais para apresentação em concerto. O talento de Isaura contadora de histórias através da pop e electrónica tem-lhe sido reconhecido e granjeou-lhe já uma nomeação na categoria “Revelação”, nos Portugal Festival Awards 2015.
Alentejo Cantado
O Alentejo é sinónimo de “cante”, mas, numa região de tão largos horizontes, é seguro que existam outras melodias que se entrecruzam. Aqui, a viola campaniça junta-se às vozes, procurando resgatar sonoridades únicas. O repertório evoca modas do passado que animavam tanto as longas jornadas de trabalho como os bailes onde rapazes e raparigas lançavam piropos, e onde se começavam e terminavam namoros.
João e a Sombra
O actor e músico João Tempera ressuscitou o seu alter-ego musical João e a Sombra, trazendo à luz o novo disco “Outra Coisa Qualquer”. Um álbum mais denso e ambicioso, onde se evidencia o amadurecimento da escrita de canções com letras fortes e poéticas, cantadas em português. Canções negras, cheias de dramaticidade, que ora exaltam o descontentamento e a vontade de coisas maiores, ora consolam as penas e embalam os nossos medos.
Pega Monstro
Pega Monstro são duas irmãs lisboetas que começaram a tocar cedo, Maria com 15 e Júlia com 17, na banda Os Passos Em Volta. Enquanto duo, Maria assume a voz e a guitarra e Júlia a bateria. Trazem na bagagem afinidades aos sons do punk, rock e garage rock. “Alfarroba” é último álbum de originais editado em Portugal e no mercado internacional, e foi descrito como “tão juvenil e tão adulto quanto o rock’n’roll deve ser”. No final do ano passado, este registo recebeu o prémio “Disco do Ano”, atribuído pela revista Time Out, e marcou presença em diversas listas dos melhores álbuns de 2015, entre as quais a do jornal Expresso e da revista Blitz.
indignu [lat.]
Três anos depois da ópera-rock “Odyssea”, com a qual percorreram teatros e salas portuguesas de norte a sul, mas também com passagens por Espanha, França e Bélgica, o colectivo de Barcelos está de regresso aos discos. “Ophelia”, a nova viagem terá o primeiro avanço no final de Abril. No novo trabalho, o sexteto abre o véu para a temática da bipolaridade humana, lembrando ao mesmo tempo que as maiores e mais desconcertantes viagens ocorrem, na maior parte das vezes, dentro de nós.