Glockenwise
Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiusa começaram os Glockenwise em Barcelos quanto tinham 16 anos e nada melhor para fazer. Assinaram vários discos: Building Waves (2011), Leeches (2013), Heat (2015) e no ano passado foi a vez de Plástico, o primeiro totalmente em português. Lançam-se agora à estrada, pintando Portugal com o seu discurso pós-moderno, refletido, crítico e descentralizado. Levam na bagagem guitarras sujas arrancadas ao rock de garagem, massa sonora brutalista e impactante com bateria e baixo em festa que pega no corpo do ouvinte e o arremessa para uma dança desenfreada.
JP Simões
Cantor, compositor, letrista, autor e dramaturgo, JP Simões edita álbuns desde 1995, fazendo parte dos Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e também tocando a solo ou em colaboração com outros compositores. O seu último álbum em nome próprio, Roma, foi lançado em 2013 e mereceu uma longa digressão nacional e internacional. Em finais de 2016, lançou Tremble Like a Flower, assinando o disco como Bloom.
Nestes dias, JP volta para a estrada para apresentar, de norte a sul, um espetáculo com reportório que atravessa diferentes fases e facetas da sua carreira.
Campeão do mundo de scratch em 2011 e 2016, e detentor de vários títulos a nível nacional, DJ Ride é um autoproclamado apaixonado por música que deixa a sua marca por onde toca, contabilizando centenas de concertos anualmente em discotecas e festivais pelo mundo fora. Dubstep, hip hop, drum and bass, e música eletrónica são alguns dos recortes que mistura nos seus sets. É ainda produtor e sound designer, com vários EP e três discos no currículo. Com o espetáculo Pixel Trasher, traz uma componente visual que promete abalar as frequências dos sistemas de som e vídeo do BONS SONS.
Vozes Tradicionais Femininas é um grupo amador residente desde 2017 na Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa, associação cultural que que representa os concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei. Composto por mulheres de todas as idades, é do gosto pela tradição oral e da busca pelo resgatar de uma cultura antiga, que procuram, através de um coro de vozes, fazer escutar a paixão pela música portuguesa e a música tradicional, cantada, re-interpretada e adaptada aos dias de hoje.
Desde criança fascinado pelos músicos da antiguidade, Ricardo Leitão Pedro é um dos poucos músicos contemporâneos dedicado à prática do canto al liuto, fazendo-se acompanhar por diferentes instrumentos de corda dedilhada. Na adolescência estuda música antiga no Porto, de onde é natural, França, e Suíça, ao mesmo tempo que pertence a diferentes ensembles com os quais mantém uma agenda ocupada pelos palcos europeus. É igualmente investido na investigação musicológica: prepara atualmente a edição das canções e peças instrumentais do manuscrito Thibault.
Um encontro de artistas em meio rual, na aldeia da Moita (Castro Daire), onda estavam Hugo Cardoso e Gonçalo Alegre, deu origem a Galo Cant’às Duas. Bateria, percussões e contrabaixo foram alguns dos instrumentos escolhidos pela dupla para explorar sonoridades sem qualquer preconceito. Após uns meses na estrada decidem gravar Os Anjos Também Cantam como disco de estreia. Desde então, a linguagem do Galo transformou-se mais dura, sem tantos floreados. Ao vivo, expulsam energia rítmica e harmónica, viajando pelas texturas tanto desejadas desde o início do projeto.
Telma nasceu no Porto, onde cresceu a ouvir música portuguesa por influência da mãe. A janela de casa da avó era o palco que encontrava para levar música às pessoas. É cantautora, sendo acompanhada ao vivo por um pianista e outros músicos. Telma não consegue definir-se num só estilo, reivindicando diferentes influências, viajando por diversas atmosferas musicais, das mais frágeis às mais doces e etéreas. Nessas viagens, pretende levar e elevar o sentir, de cada um de nós, chegando a uma realidade crua das imensas dimensões do ser através da música.
Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos propõem Nem a Própria Ruína , o primeiro espetáculo do trio nortenho e que tem como base o álbum de 1978 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte de José Cid. Um espetáculo que se foca na efemeridade humana, no nosso desaparecimento e nos gestos e abraços que, na ruína, são as formas de nos salvar.
Pedro Mafama cresceu nos bairros históricos de Lisboa. Ao concluir o secundário realiza um estágio na Enchufada, casa dos Buraka Som Sistema, onde começa a aprender mais sobre o mundo da música eletrónica, por onde já ia fazendo experiências desde novo. Em 2017, lança o primeiro EP, Má Fama, onde mistura sons tão diversos como as guitarras melancólicas do fado ou as batidas sensuais da tarraxinha. Para 2019, Mafama promete continuar a dar cartas, reclamando o fado como um dos sinais a acusar no seu amplo radar, capaz de captar igualmente o pulsar do kuduro ou o lado mais sombrio do trap.
Sopa de Pedra
Tal como no conto popular, a criação musical começa numa base simples – uma pedra, uma tradição, uma melodia – à qual se misturam novas vozes, compondo uma harmonia viva que de cada vez que se canta, se reinventa. Sopa de Pedra é um grupo de investigação musical composto por 10 mulheres que, juntas desde pequenas, criam e interpretam arranjos originais da música popular portuguesa. O seu reportório inclui sobretudo obras de transmissão oral das várias regiões portuguesas, estendendo-se dos cânticos mirandeses, às baladas açorianas, passando pelas cantigas de adufeiras até ao cante alentejano.
Joana Gama
Pianista que se desdobra em múltiplos projetos quer a solo, quer em colaborações nas áreas do cinema, dança, teatro, fotografia e música, Joana Gama é uma artista multifacetada que privilegia o repertório musical dos séculos XX e XXI, incorporando frequentemente música contemporânea portuguesa nos seus programas. Talvez por se ter iniciado simultaneamente na música e no balé, convoca para o ato de tocar piano uma particular expressividade, como se a postura e os graciosos movimentos que aprendeu na dança lhe tivessem ficado marcados no corpo.
Ricardo Toscano e João Paulo Esteves da Silva pertencem a gerações distintas, ainda que façam os dois parte da cena nacional do jazz. Ricardo Toscano é descrito como um menino-prodígio do saxofone, que acaba de lançar o seu primeiro disco a solo. João Paulo Esteves da Silva conta com uma vasta carreira, editando discos e colaborando com músicos nacionais e estrangeiros. Um encontro entre os dois não é algo de propriamente óbvio, mas complementa-se com um fator só: a reunião de dois músicos de capacidades muito acima do normal.