Gonçalo Tocha dá a voz e as letras e Dídio Pestana ocupa-se das teclas, da guitarra e das programações. Conheceram-se em 1999 a estudar literatura na mesma faculdade em Lisboa. Lançaram-se na música e criaram várias bandas entre o punk, a electrónica, a música tradicional, o jazz e o romântico. Caminham deliberadamente pela estética pop-rock portuguesa dos anos 80. Reis do turbo-baile, a dupla Tocha Pestana atinge o público com uma synthpop de bola de espelhos a reflectir nos seus óculos escuros retro-futuristas.
Tipologia: Cartaz
Rubi Tocha
Nesta versão discoteca, Gonçalo Tocha revela as colecções privadas de discos em vinil que lhe custaram, no máximo, 1 euro. É composta de gravações que só se encontram depois de muito escavar durante meses nas feiras à procura de cantores de um só single, bandas duvidosas que não se encontram no YouTube, teclistas que fizeram carreira com versões tórridas e instrumentais de grandes sucessos, discos promocionais, orquestras exóticas gravadas nos píncaros do estéreo ou artistas de variedades asiáticos que fazem versões de hits ocidentais em Mandarim. Uma catrefada de pérolas explosivas de músicas fora do mundo.
Inês Lamim
Lamim é DJ residente no Purex, em Lisboa, e toca regularmente no 49 da ZDB, no Rive–Rouge e em outros locais da capital. Tem participado em festivais como o Boom e, em 2017, estreia-se no BONS SONS. Os seus sets são uma seleção de música electrónica recente, proveniente de diferentes latitudes, sempre com um sentido de festa e de viagem colectiva.
Adufeiras do Paúl
As Adufeiras da Casa do Povo do Paúl têm vindo a desenvolver um trabalho de recolha de lengalengas, adágios populares, orações e canções de todo o ano que, misturadas com os sons dos adufes, peneiras e pedrinhas, nos remetem para um jogo rítmico e para novas musicalidades das palavras. Este trabalho etnográfico surge da reinterpretação dos cantares das gentes ligadas ao campo, às festas e romarias de onde saem novas linhas melódicas e sobressaem os sons da tradição, originalidade e descontracção, sem perder o sabor ancestral das versões originais.
Os Tunos
Vários foram os grupos que, apanhados na onda do rock instrumental dos anos 60, tentaram criar sensação em Portugal. A mentalidade da época, contudo, estava virada para outros ideais de música e estes grupos permaneceram esquecidos ao longo dos anos. Mas não para toda a gente. Recentemente, dois irmãos de Sintra resolveram retomar este estilo e fazer renascer os clássicos, quer através de novas versões instrumentais de um largo conjunto de temas, do fado à lambada, quer ainda de vários temas originais.
Grutera
Grutera é o alter-ego de Guilherme Efe, guitarrista nascido na Nazaré. Em 2013 estreou-se nas edições discográficas e rapidamente criou burburinho na imprensa nacional devido à sua abordagem à guitarra. Depois de gravar um álbum num mosteiro, editou, em Novembro de 2015, o terceiro registo, intitulado “Sur lie”, gravado no Túnel das Barricas da Herdade do Esporão. O local, segundo diz, dá uma identidade diferente à guitarra de Grutera.
Os Serrenhos do Caldeirão
Trabalho elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, da DeVIR, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve. É um olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, conhecimentos das culturas orais de norte a sul do país.
Com este retrato alargado dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala de povos que possuem uma sabedoria que perdemos, uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Mas é uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reactivar.
Few Fingers
Trazem canções simples e despretensiosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie. Nuno Rancho e André Pereira criaram um tema para o Leiria Calling e assim nasceram os Few Fingers. Em palco fazem-se acompanhar por Luís Jerónimo (Nice Weather for Ducks), Tiago Domingues (Les Crazy Coconus) e Paulo Pereira (David Fonseca). “Burning Hands” é o álbum que apresentam.
Lavoisier
Lavoisier é a voz de Patrícia Relvas e a guitarra eléctrica de Roberto Afonso. Partilham o espírito do movimento Tropicalista, de Giacometti e de Lopes-Graça. Foi através desses registos que se apaixonaram pelo canto do povo português e conheceram as suas maiores fontes de inspiração que são, afinal, as suas próprias raízes. As suas visões sobre a tradição ultrapassam os conceitos e assumem uma dinâmica própria, num movimento perpétuo.
Tiago Pereira
Tiago Pereira estudou na Escola António Arroio e formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desenvolvendo em paralelo formação na área do teatro, música e pedagogia. Em 1997 iniciou o seu percurso na área da percussão tradicional portuguesa, criando um gosto muito forte por esta área, ao qual deu continuidade nos projectos de música portuguesa em que toca actualmente, como Roncos do Diabo e Ai!.