Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, criam uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros de um determinado local. Construindo, por um lado, um arquivo vivo de documentos de uma música/ sonoridade identitária local, que pode ser consultado e que mantém a memória viva, e, por outro lado, a desconstrução desse mesmo arquivo/ memória, permitindo que a comunidade se reveja e se questione, criando, ao mesmo tempo, um espaço lúdico de fruição onde se pode dançar a memória ou seguir uma história.
Tipologia: Cartaz
Band’Olim
Da junção de dois mundos musicais diferentes com percursos, histórias, influências e vivências próprias, nasce em 2013 um novo som: os Band’Olim, formandos por Pedro David (Flauta Transversal, Guitarra, Flauta de Bisel e Voz) e Helena Reis (Piano, Bandolim, Percussão e Voz). Um projecto de originais com raízes na tradição musical portuguesa, folk e clássica que procura, a cada momento, a sua própria voz.
Singularlugar
Singularlugar, projecto composto por João Neves (voz) e Katerina L’dokova (composição, arranjo, piano e voz), nasceu em 2014 num bairro lisboeta, fazendo a sua estreia ao vivo no decorrer do mesmo ano, no Festival Caldas Nice Jazz. Um duo com sotaque lusófono a criar pontes entre o popular e o erudito, partindo das raízes portuguesas para o mundo contemporâneo. O seu reportório inclui, além de composições originais, temas tradicionais e canções de Fausto e José Afonso, entre outros, recuperando e dando nova voz à música e poesia portuguesas.
Em 2017 os Singularlugar editarão o seu primeiro registo discográfico.
Whales
Vencedores da edição de 2016 do Festival Termómetro, os Whales são uma das mais recentes revelações da nova música de Leiria e vão dar muito que falar nos próximos tempos. Com uma média de idades encostada aos 20 anos, cruzam o rock com a electrónica e fazem canções cheias de energia e de ritmo que não deixam ninguém indiferente. Acabaram de estrear o primeiro single “Big Pulse Waves” com produção de Rui Gaspar (dos First Breath After Coma) e gravação, mistura e masterização de Fábio Jevelim e de Makoto Yagyo (Paus).
Outro em mim que eu ignoro
Um corpo que pretende explorar e perceber tudo aquilo que ignora, algo que desconhece, procurando uma outra densidade paralela. Um debate sobre o próprio corpo, sobre as suas características, sobre a personalidade que o veste, aspetos que pretenderia esquecer, ocultar, e que, contudo, perduram e incontrolavelmente emergem, expondo-se paradoxalmente a uma larga escala, que quem convive com esse corpo deliberadamente conserva. Um breve estudo sobre o Homem e o meio social, numa microescala, sem esquecer parte do que somos.
Manuel Fúria e os Náufragos
Manuel Fúria, artista português, é um quase cantor, do mesmo modo que poderíamos qualificar Padre António Vieira como um quase escritor. Começa a sua actividade como cabeça d’ Os Golpes e da Amor Fúria, Companhia de Discos do Campo Grande, fundada em 2007, responsável pelo cruzamento pródigo entre o rock e a música tradicional portuguesa. Dessa fase destacam-se canções como “A Marcha dos Golpes” ou “Vá Lá Senhora”, em dueto com Rui Pregal da Cunha, dos Heróis do Mar. No seu percurso a solo (na companhia dos Náufragos) destaca-se o denso e conceptual “Manuel Fúria Contempla Os Lírios do Campo”, de 2013. Do novo álbum, “Viva Fúria” já podemos ouvir “Nova”, “20.000 Naves” e, mais recentemente, “Aquele Grande Rio”.
Surma
Débora Umbelino é original de Leiria mas o que nos traz vem de locais bem mais exóticos. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.
Holy Nothing
Os Holy Nothing, chegam do Porto e desde 2013 que se movimentam pelos caminhos infinitos da música electrónica. A banda mistura projeções com sintetizadores, sustenta a palavra com imagens impactantes, funde música e cinema numa realidade expressiva complexa e cria um ambiente especial para os seus concertos. Depois de apresentarem o álbum Hypertext em festivais como Primavera Sound ou SXSW (Austin, Texas), o projeto prepara a sua ida ao Eurosonic 2017 em Groningen. O segundo álbum está prometido para 2017.
Glockenwise
Ao terceiro álbum, “Heat” (2015) o quarteto barcelense migrou de um rock’n’roll puro e enérgico, próximo do garage-rock, para uma sonoridade mais densa e complexa, onde se faz sentir a influência da cena indie dos anos 80 – não por acaso, o vocalista Nuno Rodrigues referiu-se aos “Smiths da Califórnia”. Para tal, recorreram a órgãos vintage e à manipulação de ruído na produção, mas é sobretudo no tom, mais pessoal e sombrio, que a nova musicalidade dos Glockenwise se revela em pleno. É o disco da idade adulta de uma das mais interessantes bandas portuguesas do momento.
Virgem Suta
Os Virgem Suta afirmaram-se no panorama musical português através de duas guitarras, da voz, da quase “ousadia” de uma mão cheia de canções e das vezes sem conta que fizeram o País de Sul a Norte e de Norte a Sul.
Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda transpiram portugalidade e assumem-no. Mas são tão contemporâneos que a raiz portuguesa só lá está porque não têm outro remédio. Tocam adufe e cavaquinho porque é isso que lhes é natural e a isto aliam uma ironia que ainda mais contribui para a sua singularidade.