Sanct’Irene Ensemble

Foi em Setembro do ano de 2015 que Gustavo Pimentel e António Baptista, antigos colegas de estudos e guitarradas, se reencontraram para criar um novo projecto interdisciplinar, com o auxílio imprescindível do sociólogo recolector e compilador do Romanceiro da Ribeira de Muge (Paço dos Negros, Almeirim). O objectivo do grupo, ao qual se juntariam os violoncelistas Clara Curado e José Blanco, é estudar, cantar e divulgar o património musical oral da região de Santarém, recuperando paralelamente outros sons, mais arcaicos e menos “folclóricos”.

Moçoilas

As Moçoilas renascem da necessidade de divulgar e afirmar o canto do Algarve, repegando muitos dos antigos temas e enriquecendo-os com a sua energia própria, modificando uns, apropriando-se de outros e preparando caminho para novas canções. Trazendo a alma da Serra (e da terra) e de muitos outros temas inspirados aí, nos seus tons, nos seus sons e cheiros, estas três mulheres soltam esse canto com harmonias doces, duras e simples. A responsabilidade de assegurar este espaço musical e cultural é agora de Margarida Guerreiro (que traz o testemunho desde o início desta história, há 22 anos), Inês Rosa e Teresa da Silva.

Marco Luz

​A respiração de Marco Luz sente-se nas suas gravações. É ela que acompanha os dedos, à guitarra, numa orgânica surpreendente. Ao passar, de forma subtil, entre o acústico e a electricidade, a sua música toca-nos a pele e entra-nos directamente nos pulmões, para que respiremos com ele. O disco de estreia, “Cores”, mostra um músico que compõe e grava sem pressas, colocando em cada tema as medidas exactas de despojamento e virtuosismo.

LST – Lisboa String Trio

Formado por José Peixoto (guitarra clássica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Carlos Barretto(contrabaixo), os LST editaram em 2016 “Lisboa”, sucessor de “Matéria”, vencedor do Prémio Carlos Paredes ‘15 atribuído pela Câmara de Vila Franca de Xira. “Lisboa” conta com composições de José Peixoto, Paulo Paz, e temas do universo da guitarra de Lisboa, assinados por Jaime Santos, José Nunes e Domingos Camarinha, entre outros, numa homenagem a clássicos instrumentais, interpretados com a identidade dos LST. Em Agosto, “Lisboa” vem ao BONS SONS.

Valter Lobo

Valter Lobo, músico e advogado nortenho, apresenta-nos a sua viagem para o “Mediterrâneo”, o primeiro disco, onde faz uma reaproximação ao calor humano e ao mar, despido de materialismos e procurando sobreviver com os bens essenciais, entregando-se a uma vontade de sentir num propósito de mudança. Os concertos são de grande intimidade com o público tal como as canções que, com o português em punho, nos trazem uma sonoridade intensa armada de uma componente lírica muito rica que lhe são próprias e que o sugerem como um artista genuíno e um nome a seguir quando nos referimos aos novos grandes valores da música portuguesa.

Frankie Chavez

A música de Frankie Chavez reflecte as influências musicais que ficam das suas viagens. De guitarra em punho, assume o conceito “one man band” e o resultado é um blues/ folk composto por ambientes limpos e por outros mais crus e psicadélicos. Embora seja possível identificar o espírito de Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps e Ry Cooder, é difícil definir o seu som numa só palavra. O melhor é sentir. Em Agosto, no BONS SONS.

The Poppers

O rock’n’roll não passa de moda, não entra em desuso e, muito menos, morre. The Poppers são a prova viva disso mesmo, assumindo com orgulho a sua herança. Banda experiente, provocadora e intensa, é no palco que ganham a sua maior expressão. Com tanto de imprevisíveis como de perfeccionistas, The Poppers aliam continuamente a qualidade à espontaneidade. Em Janeiro de 2017, o colectivo lançou “Lucifer”, novo disco de originais, produzido por Paulo Furtado (The Legendary Tigerman/ WrayGunn).

Rodrigo Leão

Rodrigo Leão é um dos mais versáteis, inspirados e reconhecidos músicos portugueses. Em 2017 propõe um novo concerto em nome próprio, onde reencontra a sua veia mais pop, enérgica e leve, com o regresso da “trindade básica” de guitarra, bateria e baixo, acompanhada da voz de Ana Vieira, que gravou e tocou com Rodrigo entre 2004 e 2010. Uma formação de oito elementos interpretará uma mão-cheia de canções e de peças instrumentais que datam do grande êxito “Cinema”, mas também de discos como “A Montanha Mágica”, “A Mãe” e “A Vida Secreta das Máquinas”. As viagens e experiências de Rodrigo chegam à Aldeia em Agosto.

Octa Push

Os Octa Push são um projecto formado pelos irmãos Leo e Bruno que funde música lusófona (com ligações aos PALOP) e electrónica, tendo passado pelos palcos do Sonar Festival, Fabric, Amsterdam Dance Event e NOS Alive, entre muitos outros. O novo álbum, “Língua”, constitui uma homenagem à música lusófona feita nos últimos 40 anos, cruzando influências e ritmos contemporâneos e de diferentes latitudes, e conta com a participação de nomes como Tó Trips (Dead Combo), Batida, Cachupa Psicadélica, Ary (Blasted Mechanism), João Gomes (Orelha Negra),Braima Galissa e Gospel Collective

Rodrigo Affreixo

Jornalista de cultura e espectáculos, começou a pôr música em 1999, espaços como o Anikibobó, Maus Hábitos, Triplex ou Passos Manuel. Criou as noites temáticas “80” (1999), “Chocolate Preto” (2000), “Super Cock/LusoPop” (2001) e “Disco Heavy” (2003), que ainda hoje se mantêm. Cultiva uma visão da música de dança como um contínuo, privilegiando a intimidade primordial entre música negra, disco e house. Nas sessões “Disco Heavy”, pretende estabelecer uma ponte entre o disco dos anos 70 e a actual música electrónica de dança, com “disco not disco” e acid house de Chicago. Neste momento, circula entre o Passos Manuel, o Café au Lait, o Plano B e o recém-inaugurado Conceição 35.