Tia Graça

Maria da Graça nunca aprendeu uma nota de música. Nem ela, nem a mãe, nem as irmãs, nem nenhuma mulher lá de casa. Pelo contrário, todos os homens da família são músicos. Nunca teve filhos, por isso foi mãe do avô, mãe do pai, mãe dos irmãos e agora é mãe dos próprios sobrinhos. Todos os músicos. Hoje, viajada e vivida, a Tia Graça está surda. O que, numa família destas, tem muita graça. Concebido e interpretado por Luís Fernandes, este espetáculo homenageia as mulheres que vivem nos bastidores das vidas de tantos músicos, a lavar, a coser, a passar, a cozinhar, a mimar. Toda a gente devia ter uma Tia Graça.

Sacro

“O que nos move? Como nos movemos? E para onde nos movemos?” Estão são as questões fundamentais de Sacro, que procuram uma resposta através de uma pesquisa que explora o mecanismo de caminhar e do movimento respiratório no corpo humano. No sentido lato da palavra “mover”, esta peça foca-se na forma como caminhamos, avançamos e recuamos hoje em dia e nas relações que o corpo humano espelha com os seus antepassados e que fabulações ou projeções fazemos com o futuro.

Jerónimo

Os Jerónimo são três irmãos que sempre se dedicaram à música mas que nunca tinham tocado na mesma banda: Gil (Les Crazy Coconuts), Nuno (Few Fingers) e Luís (Nice Weather For Ducks e Obaa Sima). Em comum sempre tiveram o nome de família. Agora têm também um projeto com um punhado de temas que navegam no formato de canção, conduzido pelas influências de cada um. Com temas como “Big Bites” e “Collective Silence” a provarem uma harmonia de vozes única e um piscar de olho aos universos da música indie, os Jerónimo já têm planos para três EPs, material que será escutado em primeira mão no BONS SONS.

The Lemon Lovers

Há alguns anos, o Victor e o João compraram um ambientador com aroma de limão, gravaram um EP e começaram uma amizade. Entretanto, gravaram dois discos e fizeram umas viagens a tocar por vários países da Europa. Em The Lemon Lovers há rebeldia enquanto se fala de amor e promessas fundamentadas de passos de dança.

Salvador Sobral

Depois da vitória na Eurovisão em 2017 com “Amar pelos Dois” e de algum tempo afastado dos palcos, Salvador Sobral está de regresso para retomar a digressão que não terminou. “Excuse Me” é o seu disco de estreia e não precisa de pedir licença no que toca ao talento musical e performativo. Numa viagem que principia no jazz, Salvador Sobral revela, ao longo deste concerto, em que promete explorar também algumas canções de um próximo disco, influências da bossa-nova, das sonoridades da América Latina e uma capacidade de interpretação inesperada, única e arrebatadora.

Paulo Bragança

A par de uma capacidade interpretativa considerada notável pelos especialistas, Paulo Bragança escandaliza os puristas do fado ao apresentar-se em palco descalço e com roupas simples, por muitos consideradas manifestações de excentricidade. A verdade é que o fadista se manteve sempre fiel à sua imagem e a uma determinada renovação do fado, assinando 4 álbuns emblemáticos e merecendo a aposta da editora Luaka Bop, de David Byrne. Depois de vários anos a viver na Irlanda, Paulo Bragança está de regresso à música e aos palcos portugueses.

Samuel Úria

Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.

10.000 anos depois entre Vénus e Marte

O álbum lançado em 1978, conta a história de um homem e uma mulher que regressam à Terra após 10.000 anos da autodestruição da humanidade. Viajam através do espaço em direção ao planeta azul para o repovoar. “10.000 anos entre Vénus e Marte” é considerada uma obra de génio, editada à frente do seu tempo, que ganhou estatuto de álbum de culto tanto em Portugal como além-fronteiras. É este o grande motivo para celebrarmos os quase 40 anos deste álbum com o seu compositor e intérprete original, José Cid.

Orelha Negra

2016 marcou o regresso dos Orelha Negra à estrada e a estreia aconteceu em Lisboa, no grande auditório do CCB, com lotação esgotada. Este espetáculo foi o mote para a digressão de 2016, que passou pelos principais festivais e eventos do País. Aqui foram apresentados temas inéditos que irão integrar o próximo disco de originais, prestes a ser editado, a par de canções dos dois primeiros álbuns e dos medleys surpreendentes a que a banda já nos habituou. Em 2017, os Orelha Negra prosseguem o seu ritmado e envolvente reencontro com um público sempre ao rubro.

Puto Anderson, DJ NinOo e K30

Apoiados pela Príncipe, Puto Anderson e DJ NinOo são dois dos membros da Firma do Txiga, produtores inventivos, DJs realizados e uma das crews mais jovens e pujantes a produzir música de dança electrónica autóctone da Grande Lisboa, que inclui também K30 e Wayne.