Os Serrenhos do Caldeirão

Trabalho elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, da DeVIR, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve. É um olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, conhecimentos das culturas orais de norte a sul do país.
Com este retrato alargado dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala de povos que possuem uma sabedoria que perdemos, uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Mas é uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reactivar.

A Máscara como (ul)traje da paisagem

Este projecto visa trabalhar algumas ideias através de performances periódicas durante os dias do BONS SONS e através de uma instalação permanente que de algum modo possa adicionar um território contínuo à performance. A Adega de São Sebastião acolhe um colectivo artístico que trabalha nas áreas de instalação, escultura, imagem e performance, para uma peça que se reinventa entre os dias 12 e 15 de Agosto.

Artistas: João Mourão, Margarida Chambel, Nuno Oliveira, André Neto, Alexandre A R Costa, Filipa Guimarães, Ana Teresa Magalhães

The Great Gig in the Sky

“The Great Gig in the Sky”, concebido pelo Colletivo Arcipelago, originário de Bari, Itália, é o título do projecto vencedor do concurso internacional de ideias, promovido pela ideasforward em parceria com o BONS SONS. A instalação, uma estrutura baseada nas redes de apanha da azeitona, invertidas e colocadas suspensas sobre balões ancorados ao solo, irá proporcionar sombra permanente aos visitantes do Palco Eira.

Música para Crianças

As manhãs do BONS SONS são dedicadas aos mais novos e às suas famílias, com programação específica organizada pelo professor Pedro Sousa em colaboração com o Conservatório de Artes – Canto Firme de Tomar. Diariamente, haverá três sessões de “Música para Bebés” por onde escolher, com programa dirigido a crianças até aos 5 anos, na companhia dos pais, para partilha do momento.

Ka

A lenda das matrioskas fala-nos de algo que se repete maravilhosamente e sem interrupção. Mas o que acontece quando um lenhador não quer fazer mais bonecas? Ou quando teme a natureza da sua própria criação? Esta pequena maneira de contar uma lenda que nos devolve a proteção do ventre materno, cruza a ideia de repetição com a unicidade da experiência de cada um face à criação.

Inuit

Inuit: Um Povo com Vários Povos
Inuit significa POVO. Vivem em profunda intimidade com o planeta e tratam com o mesmo respeito os seres humanos, os animais, as plantas e a natureza. Constroem casas que derretem no Verão e outras que se molham no Inverno. E mudam de sítio como as andorinhas. Há famílias que preferem construir casas de pedra onde se abrigam durante o longo e escuro Inverno. Nas maiores cabem cerca de 50 pessoas e são usadas por toda a comunidade para danças, lutas, jogos e contar histórias. Que histórias e segredos há do outro lado do mundo tão próximas do nosso futuro?

Palco Garagem

Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O Festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.

Este palco é uma oportunidade única para projectos originais se estrearem, testarem a receptividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.

Aqui as músicas são para todos e o Palco Garagem é de quem o apanhar.

Este Povo

“Este Povo” é um retrato genuíno de uma aldeia inteira, narrado por quem a vive. Na primeira pessoa, os habitantes mais velhos de Cem Soldos contam as suas memórias e vivências e dão corpo a um documentário inspirador, onde a história de cada um se confunde com a história do lugar que os viu nascer – “Este Povo” de Cem Soldos.

Foi esta a riqueza encontrada por um grupo de jovens cem-soldenses, que filmou a aldeia e as suas gentes ao longo de um ano. O arquivo digital criado (para sempre em construção) é o mote para a criação deste primeiro documentário.

Realização: Filipe Cartaxo, João Silva, Leonor Atalaia, Madalena Tomaz e Miguel Atalaia

Curtas em Flagrante

Durante a tarde, para quem quer fugir aos raios de sol, o BONS SONS propõe aos visitantes sessões de curtas-metragens de países de língua portuguesa, que compõem o acervo da edição de 2016 da iniciativa “Curtas em Flagrante”. Trata-se de uma aproximação ao público através de obras cinematográficas independentes e contemporâneas, realizadas por criadores lusófonos das áreas do audiovisual.

Auto Rádio

Tal como o disco de Benjamim, o filme “Auto Rádio” é uma viagem pelo país, pelas canções e pela música. Fala sobre Afife, sobre a Guiné, sobre concertos esquecidos no terreiro da Aldeia da Pedralva ou sobre fazer música em Portugal; é uma ode à dureza da estrada, aos concertos falhados, aos bem sucedidos, aos discos, à rádio, ao Verão e ao país, enquanto conta a aventura insólita de uma longa jornada por Portugal quase inteiro numa carrinha carregada de equipamento até ao tejadilho. Além disso, como documentário que é, mostra-nos inúmeros detalhes sobre as canções; descodifica-as e contextualiza-as.

Realização: Gonçalo Pôla