Aula do Burro

O gado asinino sempre teve uma presença importante nas atividades do meio rural na região de Trás-os-Montes, pela utilização destes animais em diversos trabalhos agrícolas ou, muitas vezes, predominantemente associados a determinadas tarefas, atividades ou ofícios. Nos últimos anos, tanto em Trás-os-Montes como no resto do país, o número de burros tem vindo a diminuir de tal forma que, frequentemente, se ouve falar no seu desaparecimento ou extinção.

A Aula do Burro pretende dar a conhecer a raça asinina de Miranda – vulgarmente, conhecido pelo Burro de Miranda -, o seu ciclo de vida, cuidados, características e usos, assim como promover e divulgar os valores culturais e naturais do Planalto Mirandês.

Rita Cortezão

Entre piano, teclados e eletrónica, Rita Cortezão entrega-nos um universo delicado, onde a vulnerabilidade atravessa canções que pedem para ser ouvidas de perto. Apresenta tudo, um pouco, o seu disco de estreia, editado pela Discos Submarinos e co-produzido com Benjamim. Paisagens sonoras e uma escrita honesta que marcaram a vitória do Festival Termómetro e que chegam agora ao BONS SONS.

xauxau dodô

Os xauxau dodô são um septeto minhoto que tanto questiona o lugar do humano e as suas conquistas como revisita a leveza da vida, da amizade e das memórias dos tempos de joelhos esfolados. Com forte influência nas sonoridades do jazz e afrobeat, visitam também os territórios da música clássica e ambiental. Estrearam-se em 2023 com o single “Plantai-as” e, em 2025, lançaram o disco de estreia “brandos e cargumes”, um manifesto coletivo que observa o mundo de hoje a partir do Minho.

São um mapa sonoro em movimento que desce a Cem Soldos para celebrar a liberdade sem amarras ou fronteiras.

Marquise

Marquise surge no país das morgadinhas, da tradição dos pavimentos melódicos dos anos 90, das baixelas marteladas e pratos ondulados pelo vento. Tudo começa por M nos canaviais do rock que Júlio Dinis sonhou, onde meninas bonitas usam pedais de distorção e criticam ideais liberais. Marquise é Mafalda, Matias, e Miguel vezes dois, como quem se olha ao espelho. Fazem música para quem gosta de Cobain, com uma voz feminina capaz de o trazer de volta, entre referências a eras feitas à mão. Queriam ser uma varanda no Porto, mas o ar livre foi tapado.

Agora, com garganta, baquetas e palhetas, encontram o sol de Cem Soldos.

Quinta do Bill

Quinta do Bill nasceu pelas mãos de Carlos Moisés, Paulo Bizarro e Rui Dias. Com mais de três décadas de percurso, tornaram-se referência através de canções que passaram a habitar o espaço da memória coletiva e que ajudaram a definir uma linguagem marcada por melodias intemporais.

Um percurso de caminho consistente, sempre em diálogo com diferentes gerações e que este ano celebramos no BONS SONS.