Mural BONS SONS

Na celebração dos 20 anos do BONS SONS, uma Pintura Mural faz uma viagem no tempo. Com um filme de ficção científica que parte de 2006 e aterra em 2046, ainda e sempre na aldeia de Cem Soldos. Segundo Nuno Saraiva, autor e ilustrador deste Mural, as alterações climáticas cumpriram a ameaça, o ar respirável é agora uma ténue memória. Mas a tecnologia será amiga de quem vem ao BONS SONS, que descem de uma nave em modo desporto radical e sorriso nos lábios, uma dança que é um abraço aos voluntários e habitantes que nunca abandonaram a casa-mãe. A música é a mesma, a mesma qualidade de sempre, no desenho, profissionais de brio e até um músico «de rua». Bons Sons que replicam amores e encontros fugidios, os mesmos dos seus pais e avós.
Para que respirem com qualidade, um capacete espacial que é muito especial: na forma da Tixa, a imagem de marca deste Festival do nosso Presente Futuro.

Feira

Complementando o programa, as ruas de Cem Soldos são animadas pelo trabalho de artesãos e alfarrabistas nacionais. Objectos tradicionais e contemporâneos convivem lado a lado e constituem, só por si, mais uma razão para viver a aldeia.

Fazer Ideia

Ciclo de performances multidisciplinares (site-specific) desenhadas para habitar espaços não convencionais.

Entre texto, gestos coreografados, lipsync, música ao vivo e ações simbólicas, propõe uma coreografia social onde público e performers, em diálogo com o lugar e o contexto, partilham tempo, escuta e presença. Refletem sobre o trabalho coletivo, os desejos comuns e a delicadeza como força, estruturando-se frequentemente a partir de textos diarísticos em forma de carta, num gesto contínuo onde corpo, som, texto e ação se entrelaçam numa prática de transformação e imaginação partilhada.

A partir do convite para ativar as obras (Não) Ligar Arco-Íris e Abrir janelas à pedrada de Fernanda Fragateiro, Grilo e Inês inauguram um ciclo com as peças Fazer Ideia no1 e no2, com duração variável, participação do público e sem frente definida.

Conto Preto

Conto Preto é uma obra coreográfica que entrelaça as espiritualidades do Candomblé com a força identitária da cultura ballroom, criando um espaço de evocação, celebração e resistência de corpos negros e queer. A partir de ritmos sagrados como ijexá, atabaque e agogô, som, corpo e memória tornam-se meios de comunicação com os orixás e a ancestralidade. No encontro com a ballroom, surge uma ritualidade contemporânea, na qual cada performance é um gesto político de afirmação. Interpretado por três artistas da cena portuguesa, Conto Preto celebra a identidade e a arte como espaço sagrado.

Palco Garagem

Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.

Este palco é uma oportunidade única para projetos originais se estrearem, testarem a recetividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.

Aqui as músicas são para todas as pessoas e o Palco Garagem é de quem o apanhar.

Eu fui ao Mar às Laranjas

Conversa sobre a criação de novos públicos, democratização e inclusão na documentação do património imaterial  realizada pela Música portuguesa a gostar dela própria.

Do motor de busca “Lastro” alimentado por inteligência artificial à conversa à mesa em aldeias, até à regeneração de repertórios pelo criação de coletivos que cantam em conjunto.

Do Óleo ao Sabão

Todos os dias, grandes quantidades de óleo alimentar usado são descartadas de forma incorreta, muitas vezes diretamente nos esgotos, causando graves impactos ambientais, nomeadamente a contaminação da água, dificuldades no tratamento de águas residuais e prejuízos para os ecossistemas.

Com o workshop “Do Óleo ao Sabão”, a ECOX convida quem participa a refletir sobre este problema e a perceber como um resíduo frequentemente visto como lixo pode ser transformado num recurso com valor.

Ao longo da atividade, que participa fica a conhecer os impactos ambientais associados ao descarte inadequado do óleo alimentar usado e aprendem, de forma prática e acessível, a reutilizá-lo na produção de sabão líquido, dando origem a um produto útil no dia a dia.

Mais do que um workshop, esta é uma experiência de sensibilização que demonstra, na prática, os princípios da economia circular, mostrando que pequenas mudanças de comportamento podem gerar um impacto ambiental positivo e transformar resíduos em soluções sustentáveis.

20 Anos, aqui o futuro faz-se

Nos 20 anos do BONS SONS, esta exposição celebra o festival a partir de um olhar novo. Ao longo deste ano, crianças de Cem Soldos exploraram a aldeia com câmaras nas mãos, recolheram histórias, filmaram lugares e imaginaram o futuro. Todos os testemunhos apresentados pertencem a pessoas com menos de 20 anos. É o retrato de uma geração que nunca conheceu Cem Soldos sem o BONS SONS e para quem o festival faz parte da vida da aldeia. Entre vídeos, entrevistas e um manifesto coletivo, a exposição revela como estes jovens percebem o lugar onde vivem e imaginam o futuro da comunidade. Mais do que assinalar duas décadas de BONS SONS, esta exposição propõe um gesto de futuro. Recupera a ideia de um estúdio de vídeo comunitário em Cem Soldos e assume 2026 como o ano zero de um projeto que pretende crescer ao longo do tempo, criando um arquivo vivo da aldeia através do olhar das suas crianças.

Cem Soldos, Cem Moedas

Pelo recinto, estão espalhadas 100 moedas que foram desenhadas pelas crianças do Jardim de Infância e da Escola Básica de Cem Soldos e mais tarde gravadas no chão, numa alusão direta ao nome desta aldeia – Cem Soldos – e às histórias e lendas da sua origem.