A Feira de Marroquinarias e Artesanato espalha-se pelas ruas do centro de Cem Soldos, mostrando artigos de vários artesãos e alfarrabistas nacionais. Consegue-se assim contaminar e colorir a aldeia com objectos tradicionais e diversos trabalhos de Novo Artesanato.
Edição: 2018
Bestiário à Solta
“Não haverá nunca distância suficiente entre nós e os monstros que nos habitam.” Os monstros povoam os nossos medos e habitam os espaços onde tradicionalmente os pavores se escondem. O que seria dos monstros (e dos medos) se um dia ficassem sem lugares onde assombrar? Do Bestiário Tradicional Português para as ruas das nossas povoações, as criaturas que assombraram os nossos avós encontram agora problemas que nunca imaginaram enfrentar: um mundo poluído tão inóspito que nem os monstros é capaz de acolher. 4 peças, 4 intérpretes, todos os monstros da nossa tradição.
Palankalama
Os Palankalama são um quarteto do Porto que produz música instrumental com influências da música tradicional/folk de várias regiões do mundo. A bateria, o contrabaixo, a guitarra elétrica, o bandolim e o cavaquinho português são os instrumentos explorados pela banda, sendo o diálogo orgânico entre eles e a sugestão de novos imaginários algumas das procuras principais do conjunto.
Como criar bandas imaginárias?
Os textos do Festival de Bandas Imaginárias, da autoria de Johnny Almeida, servem de base para uma oficina de escrita em que o objetivo é trabalhar com os festivaleiros para que eles possam, através de dinâmicas descontraídas, construir as suas próprias bandas imaginárias.
Palco Garagem
Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O Festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.
Este palco é uma oportunidade única para projectos originais se estrearem, testarem a receptividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.
Aqui as músicas são para todos e o Palco Garagem é de quem o apanhar.
Vozes de Manhouce
O grupo As Vozes de Manhouce é a continuação do grupo de Cantares formado em 1938 aquando do concurso para a aldeia mais portuguesa. Com algumas alterações e pequenas paragens, o grupo tem-se mantido, tendo como principal objetivo a divulgação das tradições portuguesas, sobretudo no que diz respeito às cantigas, através de um repertório vasto, que inclui cantigas de trabalho, de romaria, de festa, cantigas religiosas e profanas. Atualmente, preparam a candidatura do canto no feminino a património imaterial da humanidade.
Criaturas do Bestiário Português
Oficina de expressão plástica sobre a temática das Criaturas do Bestiário Tradicional Português. Para que serviam estas criaturas? Que medos ou perigos estão associados a elas?
Lince
No final de 2016, Sofia Ribeiro, a miúda loira de olhos azuis dos WE TRUST, deu a conhecer dois temas em nome próprio que rapidamente despertaram a curiosidade dos ouvidos mais atentos, dentro e fora de portas. A aventura de LINCE havia começado. Quem assiste refere Dillon, James Blake ou iamamiwhoami como referências, mas LINCE faz-nos descobrir uma atmosfera muito própria, em que a eletrónica é ponderada com mestria e sensibilidade, acompanhada da emotividade da sua voz.
Tia Graça
Maria da Graça nunca aprendeu uma nota de música. Nem ela, nem a mãe, nem as irmãs, nem nenhuma mulher lá de casa. Pelo contrário, todos os homens da família são músicos. Nunca teve filhos, por isso foi mãe do avô, mãe do pai, mãe dos irmãos e agora é mãe dos próprios sobrinhos. Todos os músicos. Hoje, viajada e vivida, a Tia Graça está surda. O que, numa família destas, tem muita graça. Concebido e interpretado por Luís Fernandes, este espetáculo homenageia as mulheres que vivem nos bastidores das vidas de tantos músicos, a lavar, a coser, a passar, a cozinhar, a mimar. Toda a gente devia ter uma Tia Graça.
Sacro
“O que nos move? Como nos movemos? E para onde nos movemos?” Estão são as questões fundamentais de Sacro, que procuram uma resposta através de uma pesquisa que explora o mecanismo de caminhar e do movimento respiratório no corpo humano. No sentido lato da palavra “mover”, esta peça foca-se na forma como caminhamos, avançamos e recuamos hoje em dia e nas relações que o corpo humano espelha com os seus antepassados e que fabulações ou projeções fazemos com o futuro.