Artesãos da Música é um projeto musical que nasceu em 2010 pela vontade de três artesãos de diversas áreas, tendo em comum o facto de serem fervorosos adeptos da música tradicional portuguesa. O repertório é essencialmente constituído por temas do cancioneiro tradicional das diversas regiões de Portugal. Músicas e cantigas, mais ou menos conhecidas, interpretadas com recurso a instrumentos musicais tradicionais mas também outros de feitura artesanal, improvisados a partir de materiais e de objetos reutilizados.
Edição: 2018
O Gajo
O Gajo nasce em Lisboa na primavera de 2016 pelas mãos de João Morais com o intuito de ligar a sua música à terra que o viu nascer. São sombras vagas de final de tarde que povoam o universo d’O Gajo e nos contam histórias da cidade oculta. “5300 noites” passadas no “Miradouro da Batucada”, onde “A Carteirista” aguarda paciente ao som do “Cego e a Guitarra”. Assim navega o “Navio dos Loucos”, comandado pelas mãos que tecem emoções e pensamentos. “Longe do Chão” é um voo sobre nós próprios embalados por uma Viola Campaniça que nos enche como a maré e nos inunda com sentimentos de naufrágio.
10 000 Russos
Formada por Pedro Pestana, André Couto e João Pimenta, a banda 10.000 Russos é uma força formidável com um percurso singular dentro do mundo do krautrock/shoegaze/psicadélico. Com extensas digressões pela europa, os 10.000 Russos tornaram-se numa das bandas portuguesas com maior representação no universo europeu do rock psicadélico levando, quem assiste aos concertos, por um universo onde há fuzz, noise, kraut, pós-punk e industrial, fundidos em mantras de uma nova era da psicodelia.
Mazgani
Mazgani é um músico iraniano radicado em Portugal. Em 2005, foi considerado pela revista “Les Inrockuptibles” um dos melhores 20 novos artistas europeus, ainda antes da edição do seu primeiro álbum. O tema “Somewhere Beneath This Sky”, do seu disco de estreia, ganhou o terceiro prémio do International Songwriting Competition de Nashville, em que o júri era composto por Tom Waits e Robert Smith. Em 2009, editou o EP “Tell the People”, produzido com Pedro Gonçalves (Dead Combo), seguido por “Song of Distance” (2010). No final de 2017, lançou o disco “The Poet’s Death”, com entrada direta para o 13º lugar no TOP de vendas nacional.
Fado Violado
Fado Violado, projeto musical português que cruza o fado com o flamenco, nasceu há dez anos em Sevilha pelas mãos de Ana Pinhal e Francisco Almeida. Depois de vários espetáculos ao vivo, em Portugal e no estrangeiro, o grupo está de regresso com uma novidade na formação: Daniel da Silva junta-se ao projeto com uma segunda guitarra. O trio prepara-se, agora, para continuar a pisar os palcos e começar a trabalhar no próximo disco.
Selma Uamusse
O primeiro álbum a solo de Selma Uamusse é um mergulho no desconhecido a partir da busca da sua africanidade e da sua moçambicanidade, sem certezas quanto ao caminho a tomar. Para isso, Selma precisou de viajar até Moçambique, reconhecer-se na música do sítio onde nasceu, perceber como o corpo lhe estremece ao escutar a música tradicional daquele país e concluir como, na impossibilidade honesta de poder assumir essa tradição como sua, inventar uma outra, uma forma pessoal de se relacionar com essas raízes. O resultado é uma explosão de géneros que pertence a muitos sítios e a sítio nenhum.
Slow J
A natureza obsessiva com que vive a música é a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em Slow J. Inspirando-se na profundidade da poesia de Sam the Kid e de Manuel Cruz e na energia pura de Imagine Dragons e Da Weasel, Slow J estreia-se, em 2015, com “The Free Food Tape”, aclamado pela crítica. Em 2017, afirma-se no panorama da música nacional com “The Art of Slowing Down”.
Xinobi
Xinobi é Bruno Cardoso, um adulto de coração jovem obcecado com a música. Depois de lançar alguns EPs sólidos, ganhou um reconhecimento e seu culto underground tornou-se mais amplo. Faixas idiossincráticas como “(I Hate The Sound of) Guitars”, “Puma”, ”Spend the Night” ou a colaboração com The Lazarusman, “See Me”, requerem atenção. Remixes, edits e reworks para artistas como Sbtrkt, The Avener, John Grant, Toro Y Moi, Nicolas Jaar, Riva Starr, Agnes Obel, Moullinex e Kris Menace provam a sua habilidade para reorganizar música incrível em todo um novo universo.
Patrícia Costa
Natural de Oliveira Santa Maria, Patrícia Costa cresceu a ouvir música tradicional portuguesa. O fado desde muito cedo tomou conta da sua voz e Amália Rodrigues é a sua maior referência. Assente no fado mais puro, numas vezes recriando grandes clássicos, noutras revestindo as melodias antigas com novos poemas, no seu repertório encontramos também fados novos, e ainda uma paixão de berço desta natural do Minho: o folclore.
Meta
Cantautora, Meta traz na voz sonhos e memórias que se unem numa viagem de regresso a ela mesma. Para além da guitarra, Meta improvisa e explora as melodias criadas no momento com a Loopstation. Canta para sentir, para se conhecer, para se confrontar e confrontar os outros com emoções cruas. Para que nos lembremos de existir no agora.