Em 2016, na ressaca do bem sucedido “Cara d’Anjo” (2015), Luís Severo grava o seu segundo álbum, o homónimo “Luís Severo” (2017). Correu Portugal no verão pelas rádios, com os singles “Escola” e “Boa Companhia”, e por salas lotadas lançando também o terceiro single, “Planície (Tudo Igual)”. Terminou o ano no topo das listas da Blitz, Radar, Público e Expresso. Em 2018, voou para uma residência artística em São Miguel, onde começou a preparar as próximas canções.
Edição: 2018
Rodrigo Amado Motion Trio
Após anos de intensa atividade em que editou quatro novos discos – “The Freedom Principle”, “Live in Lisbon”, ambos com o seu Motion Trio tendo como convidado o trompetista Peter Evans, “Wire Quartet” e “This Is Our Language”, este último partilhado com três das mais importantes figuras do jazz livre atual: Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano – o saxofonista e fotógrafo Rodrigo Amado lançou, em 2016, aquele que é o sexto álbum do seu celebrado Motion Trio, “Desire & Freedom”. Partilhado com Miguel Mira (violoncelo) e Gabriel Ferrandini (bateria), foi considerado disco do ano por publicações como o El País e a revista The Wire.
Dead Combo
Em 2018, os Dead Combo estão de regresso com “Odeon Hotel”, o sexto álbum de originais. Composto por treze temas e produzido por Alain Johannes (Queen Of Stone Age, PJ Harvey, Chris Cornell), este novo disco é a síntese da portugalidade e universalidade existentes na música da banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves. Influenciados pelo fado, rock e as bandas sonoras dos Westerns, bem como música da América do Sul e de África, os Dead Combo têm vindo a desenhar uma trajetória extraordinária, com a consolidação da sua carreira internacional e a sua afirmação como uma das mais interessantes bandas portuguesas.
Moonshiners
Constituídos por Gamblin’Sam (voz e harmónica), Susie Filipe (bateria) e Vítor Hugo (voz e guitarra), os Moonshiners formaram-se em Aveiro em 2012. Sob a alçada de influências tão distintas como Bob Dylan e Morphine, a sua música destaca-se pelas harmónicas estridentes e riffs explosivos. O primeiro álbum “Prohibition Edition” foi lançado em fevereiro deste ano, com um conjunto de “canções para homens sensíveis e mulheres de barba rija”.
Lena d’Água e Primeira Dama
Ícone da pop-rock portuguesa, Lena d’Água começou a cantar na década de 70, ao lado dos Beatnicks, mas foi nos anos 80 que se impôs: foi uma das vozes do chamado boom do rock português, com os Salada de Fruta e a Banda Atlântica, antes de se aventurar a solo. Neste concerto, sobe ao palco com Manel Lourenço, o cantor e compositor que se apresenta como Primeira Dama, e com os membros do coletivo Xita Records.
Sara Tavares
Depois de oito anos sem gravar, Sara Tavares regressou às edições discográficas para o quinto álbum de originais. “Fitxadu”, editado no final de 2017, que significa “fechado” em crioulo de Cabo Verde, marca “o encerramento de um ciclo e, como todos os capítulos, o início de um novo”. O novo trabalho, antecipado pelos singles “Coisas Bunitas” e “Brincar de Casamento”, revela uma sonoridade renovada, marcada pela introdução de elementos mais eletrónicos que se complementam com a riqueza dos arranjos dos instrumentos acústicos e a voz única que reconhecemos à distância.
Mirror People
Mirror People surge no imaginário de Rui Maia, no meio dos EUA durante uma tour com os X-Wife. Um projeto com um universo musical que junta as influências do “disco-sound” dos anos 70 com sons atuais da música de dança. Depois do sucesso do álbum de estreia “Voyager”, um disco com várias colaborações, Rui Maia convidou o vocalista Jonny Abbey para juntos gravarem o seu sucessor. “Bring The Light” dá o título ao segundo longa duração de Mirror People, editado em 2017.
António Bastos
António Bastos é músico, compositor e produtor licenciado em música, com mestrados em jazz, percussão e novas tecnologias musicais. O gosto pela música permitiu-lhe assimilar uma cultura musical que caracteriza a mestria com que imprime a sua marca em terrenos estéticos como o jazz, house, funk, música tradicional portuguesa, rock, techno e clássica, tendo, aliás, estado à frente de várias formações mais clássicas como maestro e compositor. A sua música representa um universo de possibilidades onde as barreiras do estilo são constantemente ultrapassadas com uma energia contagiante.
Forol DJ Set
Forol encontra o seu habitat em domínios estéticos introspetivos, numa orla que percorre todo o espectro sonoro com um balanço muito próprio, propenso a elevar espíritos a uma atmosfera criada desde o pulsar da primeira nota. A sua afeição pelo ritmo vê-se obrigada a emergir na intrincada harmonia tonal que conecta cada impulso ao longo das suas peças. Experimentalismo à flor da pele, fazendo sobressair subtis referências a Thom Yorke, James Blake ou Bjork. Em DJ Set, Forol traz as suas inspirações para os decks fazendo uma viagem por vários estilos musicais, abanando a pista até à última música.
Homem em Catarse
“Viagem Interior” é o primeiro álbum de Homem em Catarse, projeto musical de Afonso Dorido. O disco, um reflexo da beleza da natureza, dos locais e das gentes do interior de Portugal, é o resultado de uma aventura que começou há uns anos quando Afonso, munido da sua guitarra elétrica e dos seus inúmeros pedais de efeitos, decidiu enfrentar as estradas e caminhos de Portugal com um único sentido: colocar em música toda a beleza do nosso país dando a conhecer ao seu público pedaços de estórias e lugares que passam despercebidos.