Zeca Medeiros

Zeca Medeiros oferece temas onde se reconhece uma semântica muito própria, demonstrando toda a sua estética, diversidade e complementaridade deste ator, músico e compositor. “Aprendiz de Feiticeiro, Imagens e Canções” é o seu mais recente trabalho. O espetáculo é uma mistura de sensações onde se oferece ao espectador uma viagem pelos mais de 40 anos de carreira do artista.

Sean Riley & The Slowriders

Em 2007, “Farewell” projetou Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas em Portugal. Ao sucesso do primeiro trabalho, a banda respondeu com um inspirado “Only Time Will Tell”, aclamado pela crítica e sustentado com grandes prestações ao vivo. Seguiu-se “It’s Been A Long Night”, um disco cheio de luz em que o grupo se permitiu absorver todas as referências que povoam o seu imaginário artístico. Depois de três anos afastados dos palcos, Sean Riley & The Slowriders regressaram com um álbum homónimo: “Dili”. “Greetings” e “Gipsy Eyes” são os singles de apresentação.

PAUS

PAUS continuam a ser Hélio Morais, Makoto Yagyu, Fábio Jevelim e Quim Albergaria. Um baixo, teclados e uma bateria siamesa ainda são as ferramentas do seu ofício. Um ofício que foi mudando desde que, pela primeira vez, nos deram a beber da sua música. As canções destes quatro nunca foram bem canções, sempre foram vontades de estar em sítios estranhos, desafiantes, com cor e horizontes largos. Oito anos, três LPs, dois EPs, várias tours internacionais depois, a viagem levou-os à Madeira. “Madeira” é o som dos PAUS a apaixonarem-se pelas cores e pelas pessoas que fazem a ilha.

Cais Sodré Funk Connection

Nascidos no coração do bairro boémio que lhes dá o nome e apaixonados pelo funk e a soul, os Cais do Sodré Funk Connection recriam o som e o ambiente dos clássicos da Motown, Stax, Chess Records e outras editoras míticas das décadas de 60 e 70, com a energia de uma verdadeira celebração. É uma viagem pela história da música negra recriando, ao vivo, através de uma banda de nove elementos, alguns dos mais soulful e enérgicos momentos alguma vez gravados em vinil. James Brown, Otis Redding, Etta James, King Curtis ou Ray Charles soam aqui no palco tão poderosos como os originais.

Conan Osiris

Conan Osiris é compositor, produtor e autor de um estilo musical que é a música normal. “Música normal é qualquer música que dê pra ser absorvida por um ser vivo. Música normal é uma música que dá para o que a pessoa quiser: rir, chorar, dançar, viajar, tomar banho.” Conan Osiris é Tiago Miranda. Nasce no mesmo dia que Hayao Miyazaki e canta não só em japonês, mas também mostra que em cada passo de dança há uma nota musical. O “rapaz do futuro” faz a música normal, produzida, criada, pensada e mais falada do momento.

Orquestra de Foles

A Orquestra de Foles é um projeto musical da Associação Gaita-de-Foles, uma formação composta por instrumentos tradicionais onde se incluem um punhado de gaitas e uma mão cheia de percussões. Jogando com ritmos improváveis, arranjos arrojados e repertório diversificado, é um grupo capaz de, com um sopro, levar a gaita-de-foles ao lugar de destaque que merece. A Orquestra de Foles inventa, assim, a sua identidade musical, integrando temas tradicionais e composições originais, técnicas antigas e arranjos contemporâneos.

Douradas Espigas

Fundado em 2007, o grupo coral Douradas Espigas de Albernôa interpreta o cante alentejano.

Monday

Monday é a materialização musical de Cat Falcão, das Golden Slumbers, o duo folk a bordo do qual emergiu no panorama da música portuguesa. “One” é o disco de estreia nesta aventura a solo e integra canções escritas em Londres. Neste conjunto de músicas, a autora rodeou-se duma banda de luxo e atreveu-se um pouco fora da sua zona de conforto, acrescentando às naturais influências folk, que constituem a base da sua criação, um caráter mais eléctrico e menos clean, mostrando não ter medo de experimentar.

Peltzer

Algo capaz de ser resolvido, criado, inventado. É esse o significado da palavra Devisable que dá título ao álbum de estreia de Peltzer, duo de música eletrónica constituído por Rui Gaio e Cató Calado. Musicalmente, combinam-se texturas eléctricas e eletrónicas, um pulsar que atravessa décadas, dos anos 80 ao futuro, para se erguer até um plano mais intemporal. As canções combinam sempre uma certa vertigem por arranjos de solução pouco convencional com uma transparência melódica que as leva a instalarem-se confortavelmente nos nossos ouvidos.

Classe do Jaime

O nome deste projecto nasce no linguajar típico de Minde, em que não existe palavra para dança, apenas para baile — Classe do Jaime ou O-do-Barreiro. Nele, dois bailarinos vão ao encontro de grupos de dança folclórica da região das Serras d’Aire e Candeeiros e propõem um método para aprendizagem do vocabulário tradicional.
Classe do Jaime é um dueto que se desenha como uma coreografia de composição etimológica, em que se restauram os conceitos de peso e erotismo, colocando perguntas de um lado para o outro — o que pergunta a dança tradicional à dança contemporânea?