“Curtas em Flagrante” é um festival itinerante de curtas-metragens provenientes de países de língua oficial portuguesa. Da selecção de obras apresentadas anualmente a concurso nasce este festival. Pretende impulsionar uma nova perspectiva de interpretação da linguagem cinematográfica e audiovisual e despertar uma renovada absorção individual da sétima arte, distinta das criações convencionais e acessíveis pelos meios comerciais.
Além da itinerância, existem projecções pontuais, como a exibição de uma curta antes de um filme em salas de cinema, ou a realização de mostras.
Jornalista de cultura e espectáculos, começou a pôr música em 1999, espaços como o Anikibobó, Maus Hábitos, Triplex ou Passos Manuel. Criou as noites temáticas “80” (1999), “Chocolate Preto” (2000), “Super Cock/LusoPop” (2001) e “Disco Heavy” (2003), que ainda hoje se mantêm. Cultiva uma visão da música de dança como um contínuo, privilegiando a intimidade primordial entre música negra, disco e house. Nas sessões “Disco Heavy”, pretende estabelecer uma ponte entre o disco dos anos 70 e a actual música electrónica de dança, com “disco not disco” e acid house de Chicago. Neste momento, circula entre o Passos Manuel, o Café au Lait, o Plano B e o recém-inaugurado Conceição 35.
A par de uma capacidade interpretativa considerada notável pelos especialistas, Paulo Bragança escandaliza os puristas do fado ao apresentar-se em palco descalço e com roupas simples, por muitos consideradas manifestações de excentricidade. A verdade é que o fadista se manteve sempre fiel à sua imagem e a uma determinada renovação do fado, assinando 4 álbuns emblemáticos e merecendo a aposta da editora Luaka Bop, de David Byrne. Depois de vários anos a viver na Irlanda, Paulo Bragança está de regresso à música e aos palcos portugueses.
Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.
O álbum lançado em 1978, conta a história de um homem e uma mulher que regressam à Terra após 10.000 anos da autodestruição da humanidade. Viajam através do espaço em direção ao planeta azul para o repovoar. “10.000 anos entre Vénus e Marte” é considerada uma obra de génio, editada à frente do seu tempo, que ganhou estatuto de álbum de culto tanto em Portugal como além-fronteiras. É este o grande motivo para celebrarmos os quase 40 anos deste álbum com o seu compositor e intérprete original, José Cid.
2016 marcou o regresso dos Orelha Negra à estrada e a estreia aconteceu em Lisboa, no grande auditório do CCB, com lotação esgotada. Este espetáculo foi o mote para a digressão de 2016, que passou pelos principais festivais e eventos do País. Aqui foram apresentados temas inéditos que irão integrar o próximo disco de originais, prestes a ser editado, a par de canções dos dois primeiros álbuns e dos medleys surpreendentes a que a banda já nos habituou. Em 2017, os Orelha Negra prosseguem o seu ritmado e envolvente reencontro com um público sempre ao rubro.
Apoiados pela Príncipe, Puto Anderson e DJ NinOo são dois dos membros da Firma do Txiga, produtores inventivos, DJs realizados e uma das crews mais jovens e pujantes a produzir música de dança electrónica autóctone da Grande Lisboa, que inclui também K30 e Wayne.
Foi em Setembro do ano de 2015 que Gustavo Pimentel e António Baptista, antigos colegas de estudos e guitarradas, se reencontraram para criar um novo projecto interdisciplinar, com o auxílio imprescindível do sociólogo recolector e compilador do Romanceiro da Ribeira de Muge (Paço dos Negros, Almeirim). O objectivo do grupo, ao qual se juntariam os violoncelistas Clara Curado e José Blanco, é estudar, cantar e divulgar o património musical oral da região de Santarém, recuperando paralelamente outros sons, mais arcaicos e menos “folclóricos”.
As Moçoilas renascem da necessidade de divulgar e afirmar o canto do Algarve, repegando muitos dos antigos temas e enriquecendo-os com a sua energia própria, modificando uns, apropriando-se de outros e preparando caminho para novas canções. Trazendo a alma da Serra (e da terra) e de muitos outros temas inspirados aí, nos seus tons, nos seus sons e cheiros, estas três mulheres soltam esse canto com harmonias doces, duras e simples. A responsabilidade de assegurar este espaço musical e cultural é agora de Margarida Guerreiro (que traz o testemunho desde o início desta história, há 22 anos), Inês Rosa e Teresa da Silva.
Formado por José Peixoto (guitarra clássica), Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e Carlos Barretto(contrabaixo), os LST editaram em 2016 “Lisboa”, sucessor de “Matéria”, vencedor do Prémio Carlos Paredes ‘15 atribuído pela Câmara de Vila Franca de Xira. “Lisboa” conta com composições de José Peixoto, Paulo Paz, e temas do universo da guitarra de Lisboa, assinados por Jaime Santos, José Nunes e Domingos Camarinha, entre outros, numa homenagem a clássicos instrumentais, interpretados com a identidade dos LST. Em Agosto, “Lisboa” vem ao BONS SONS.