Pedro Tenreiro é DJ desde 1980, década em que tocou regularmente em lugares como os portuenses Lá Lá Lá ou Indústria. No início dos anos 90 foi DJ residente em bares como o Aniki Bobó, o Meia Cave ou o Trintaeum. Tem sido DJ convidado no Lux, no Passos Manuel, na Praia da Luz ou no londrino 333 e é membro fundador dos iconoclastas Os Sete Magníficos.
Edição: 2015
D’Alva
Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990. Ben Monteiro em 1980. Há quase uma década a separá-los, mas a divisão acaba aí. A música que fazem juntos é agregadora. Prova disso mesmo são os espectáculos ao vivo da banda lisboeta com ADN muito próprio: tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas são filhos de pai africano e mãe nascida no Brasil, respectivamente. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop.
Trêsporcento
O indie-rock norteia o quinteto de Lisboa, afastado dos palcos desde março de 2014 e que marca o seu regresso em 2015. Quatro álbuns depois, as suas músicas continuam a colocar a palavra no centro da música com narrativas urbanas repletas de ritmos dançáveis, onde se reconhecem partes de cidades e, sobretudo, das vidas de quem lá vive.
Bruno Pernadas
How can we be joyful in a world full of knowledge é o projecto de estreia em nome próprio deste compositor-multi-instrumentista. Tem a virtude de conter dentro muitas músicas, muitas ideias que se cruzam e entrelaçam para nos oferecer algo de singular. Com Jazz de formação, Bruno Pernadas dá alma a um disco de quem ama discos. Música de quem ama música.
Nice Weather for Ducks
Estão na casa dos vintes e vêm dos arredores de Leiria. Desde “2012”, já lançaram o álbum para download gratuito “Quack”, abriram a compilação de Novos Talentos FNAC, actuaram no Mexefest e venceram o festival Monkey Week. Ressuscitaram o post-punk em pop-pandeireta com vozes em cor(o) e fazem canções que se colam ao cérebro como caramelos nos dentes.
Ana Moura
Uma voz que se passeia pela tradição livremente, com um piscar de olho à música pop. Aquilo que a distingue é não apenas um timbre grave e sensual como há poucos – Ana Moura transforma instantaneamente em fado qualquer melodia a que encoste a sua voz, é um rastilho imediato, uma explosão emocional disparada sem contemplações ao coração de quem a ouve.
DJ Nigga Fox
A música de Nigga Fox não é muito diferente da que se ouvia em discotecas como o Mussulo há alguns anos atrás. A fusão de kuduro com ritmos como a morna, o house ou o drum & bass é própria de um produtor da geração iPod, para quem a ordem é dançar, mais do que definir fronteiras. Esteve no Sónar em 2014 e teve, em 2015, honras de cobertura pela Pitchfork.
DJ Firmeza
DJ Firmeza é um mago a tocar a sua música ao vivo no domínio de enredos percussivos do outro mundo, pronto para galvanizar qualquer pista de dança. Toca regularmente no circuito da apelidada ‘noite africana’ na Grande Lisboa, e tem vindo a tocar cada vez mais fora de portas depois de cobertura do seu trabalho na SPIN, Pitchfork e Resident Advisor.
Nídia Minaj
Mudou-se de Lisboa para Bordéus aos 14 anos. Hoje com 18 assume que o seu estilo existe no seu próprio mundo paralelo. Em estruturas voláteis, Minaj oferece-nos combinações instáveis com beats de partir o pescoço e trance revigorante. Apesar de um ritmo estruturado, a espontaneidade prevalece e, sobretudo, a vontade de entrar e fazer parte desta construção compassada.
Janeiro
Apesar de Janeiro ser o apelido materno de Henrique, ele nasceu em Março há uma vintena de anos. É músico, cantor, autor e compositor. Tem muita música na cabeça e na ponta dos dedos. Tem muita música presa dentro dele que se quer soltar.