“Casinha de Prazer” é uma pequena casa que Ursus arctos barbeiticos encontrou no Jardim Antero de Quental, em Ponta Delgada, Açores. É uma estrutura acolhedora, repleta de portadas e venezianas, que evoca a arquitetura vernacular da Macaronésia, nomeadamente as “Casinhas de Prazer” (casas de verão), construídas sobre algumas ruas do Funchal (Madeira). Esta “Casinha de Prazer” é montada através da recombinação de elementos que outrora fizeram parte da paisagem da ilha de São Miguel (Açores).
Tal como Ursus arctos barbeiticos, qualquer pessoa pode fazer desta casa a sua, desde que interprete a personagem — o que implica o uso da máscara de urso.
Pintura Fotográfica é uma pintura formada num meio aquoso, resultando numa peça de efeito efémero, baseada num processo de metamorfose, registado por uma fotografia que capta a sequência de acontecimentos. Num tanque de vidro cheio de líquido, materiais tradicionais de pintura são misturados com outros produtos. Em Cem Soldos, a artista irá procurar novos ingredientes para este processo ao longo da aldeia e, depois, criar as pinturas ao vivo, à vista de todas as pessoas.
Tinta Fresca é um projeto de pintura mural marcado por um realismo mágico, inspirado em mitologias contemporâneas. As pessoas criadoras procuram dar vida a novos mundos através de uma linguagem visual distintiva, recorrendo a realidades distorcidas que se revelam no simbolismo das suas representações. O projeto propõe transformar e revitalizar os espaços públicos de Cem Soldos através de uma intervenção num edifício, promovendo a valorização da arte mural portuguesa através de um processo de partilha.
Bandas Sonoras é uma exposição de fotografia que apresenta retratos de músicos portugueses realizados entre 2008 e 2013. Sem uma ordem específica, as pessoas visitantes percorrem estes registos enquanto escutam faixas selecionadas das suas atuações. As imagens ganham vida com o som da música.
Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O Festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.
Este palco é uma oportunidade única para projectos originais se estrearem, testarem a receptividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.
Aqui as músicas são para todos e o Palco Acústico é de quem o apanhar.
Com toda a virilidade que é associada à região do pampilho, preparam-se para atear um desmesurado baile popular. O Folclore Rock fica a cargo dos escalabitanos Afonso (teclas e sal grosso), Rafael (baixo e dedos esmeraldinos), Tiago (bateria e o que mais desejares) e Verde (voz, guitarra e pílula do dia seguinte).
A obra “Viagens na minha Terra”, de Fernando Lopes-Graça, dá o título a este recital de piano de Joana Gama. Com melodias provenientes da música tradicional portuguesa, esta obra é pautada por uma imensa frontalidade, por vezes quase rude, no discurso musical.
Ana Cláudia poderia ter sido bailarina, actriz e até trapezista, mas a música falou mais alto e licenciou-se em Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa. Além de cantar em várias formações musicais ligadas às raízes tradicionais portuguesas e ao Jazz, Ana Cláudia tem as suas músicas originais. Se lhe perguntarem que tipo de música faz, ela não sabe responder. Dir-vos-á que canta coisas bonitas em português.
Durante a tarde, o Festival apresenta sessões de curtas-metragens programadas pela Curtas em Flagrante. Já na 6ª edição, esta mostra itinerante de curtas-metragens portuguesas, em 2014, alarga a sua programação a todos os países de língua oficial portuguesa, apresentando as melhores criações deste ano, do universo lusófono.
Curtas em Flagrante é uma mostra itinerante de curtas-metragens portuguesas, que este ano, na sua sexta edição, se alarga a todos os países de língua oficial portuguesa.
Desde o primeiro dia que o principal objetivo se mantém – levar o cinema, a cultura e as curtas-metragens onde elas normalmente não chegam.
A equipa do Curtas em Flagrante percorre o pais de lés a lés com as curtas-metragens na bagagem e, chegando ao destino, faz por envolver a comunidade nas sessões e outras actividades.
O projecto de Miguel Ramos (Supernada, Mosh, Insert-Coin), apresenta um concerto baseado no imaginário do álbum de pequenas canções, quase-canções e não-canções, acompanhado pelo multi-instrumentista Nicolas Tricot (Foge Foge Bandido, Zelig): “Nunca Acordo Como Ontem”.