Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, Tiago Bettencourt deu-se a conhecer com os Toranja em 2003. A riqueza da simplicidade das suas letras e melodias depressa captou a atenção do público. Em 2006, a banda anuncia uma pausa prolongada e é então que se lança a solo e edita diversos álbuns, sendo o mais recente A Procura, de 2017. Entre a acústica trovadoresca, a pop, e a eletrónica discreta, são várias as assinaturas musicais que reforçam o cunho deste vocalista, multi-instrumentista e produtor.
Tipologia: Cartaz
First Breath After Coma + Noiserv
First Breath After Coma
Fundados em 2012, os First Breath After Coma regressam aos discos depois do sucesso de Drifter, em 2016. A banda de Leiria apresenta o álbum visual NU, escrito, gravado, produzido, e masterizado pelos próprios membros da banda no complexo industrial em Leiria onde residem e estabeleceram o seu estúdio. Composto por oito músicas e um filme em oito atos correspondentes a cada uma delas, NU foi produzido pela Casota Collective, um coletivo de produção artística e audiovisual do qual três membros da banda fazem parte.
Noiserv
David Santos, também conhecido como Noiserv, lança em 2008 o seu primeiro álbum, One Hundred Miles from Thoughtlessness, sendo rapidamente aclamado pela crítica e acarinhado pelo público. Seguem-se variados trabalhos, desde colaborações para bandas sonoras de filmes e peças de teatro, digressões nacionais e internacionais, e muito mais. Noiserv é uma orquestra de um só homem, tocando vários instrumentos ao mesmo tempo. Guitarra, melódica, megafones, sinos e até brinquedos são combinados através de loops e culminam numa experiência visual e sonora completamente singular.
Budda Power Blues e Maria João
Após alguns concertos juntos, Budda Power Blues, considerada das mais importantes bandas de blues nacional, e Maria João, cantora de jazz com já 34 anos de carreira, decidiram unir esforços e criar um disco. Em Blues Experience, Budda Guedes, líder e guitarrista da banda, assume as composições e letras e Maria João empresta a voz e todo o seu talento, deixando cair parte do seu registo icónico para se apoderar das canções e dar vida às letras, muitas vezes em dueto com Budda, inspiradas nos blues clássicos mas também nas sonoridades modernas que fazem parte do quotidiano dos intervenientes.
DJ Narciso
Natural do bairro coloquialmente chamado Bagdad (Rinchoa, periferia de Lisboa), DJ Narciso é um dos fundadores da RS Produções, uma crew criada em 2014 por um grupo de amigos do bairro e que lança em 2018, pela Príncipe, o EP Bagdad Style. Desde então, têm conseguido espalhar os seus sons vibrantes e flexíveis pelo país, trabalhando melodia e batidas metálicas com igual proficiência. Narciso é reverenciado como o DJ mais irrepreensível do coletivo, sempre focado em inovar e criar novos temas, e é presença habitual nas noites mensais da Príncipe, no Musicbox, em Lisboa.
Vénus Matina
Vénus Matina é o projeto musical constituído por Eva Paiva na voz e André Teodoro na guitarra. Estabelecem uma sonoridade pessoal que incorpora diversas influências, desde o jazz e o bossa nova, até à música alternativa, apresentando-se ao vivo em formato semi-acústico, com canções escritas longo do último ano, da autoria de Eva. Um duo recém chegado ao panorama português, mas que prova ainda ter muito para mostrar, como se pode comprovar nas canções que que gravaram em vídeo para o Música Portuguesa a Gostar dela Própria.
Coexistimos
Coexistimos, de Inês Campos, é uma das propostas de espetáculos de dança este ano e trata-se de uma colagem de metáforas sobre o desafio de se ser tantos. Ser o tigre, o domador, o palhaço triste e o ataque de riso, viver vários corpos e ser a realidade dos seus sonhos. Uma experiência que aglomera dança, teatro, cinema, manipulação de objectos e artifícios variados que tentam criar uma sucessão de ilusões.
Raquel Ralha & Pedro Renato
Raquel Ralha e Pedro Renato são amigos e colaboradores musicais desde os tempos dos Belle Chase Hotel, passando por outras bandas ao longo dos anos. A convite da Rádio Universidade de Coimbra, juntaram-se nos estúdios Blue House, pela primeira vez como duo, para gravar três covers. O resultado final foi o motor que deu arranque a um disco integral de versões, The Devil’s Choice Vol. 1, editado em 2017 pela Lux Records. Raquel entrega a voz, e Pedro toma conta dos instrumentos, interpretando temas de artistas tão variados como Leonard Cohen, Nina Simone, e Siouxsie and the Banshees.
Senza
Catarina Duarte e Nuno Caldeira partiram de mochila às costas, sem nada programado, e aventuraram-se numa viagem de três meses pela Ásia que acabou por se transformar num projeto de vida: uma coleção de músicas originais a que chamaram SENZA. Em 2016, editam o primeiro disco, Praia da Independência, e dois anos mais tarde segue-se Antes da Monção, apresentado ao vivo um pouco por todo o mundo, de Portugal ao Zimbabué. Nas suas músicas contam histórias que viveram, trazendo a cultura e as tradições dos locais por onde passaram, e partilhando-as com convidados como Júlio Pereira e Rão Kyao.
Orquestra Filarmónica Gafanhense
Em 1836 nascia em Ílhavo a Phylarmonia Ilhavense, que mais de um século depois, em 1986, muda-se para Gafanha da Nazaré com o nome Orquestra Filarmónica Gafanhense. Ao longo dos anos, esta orquestra juvenil tem desenvolvido um conjunto de atividades em festejos e arraiais, fruto de um intenso calendário de norte a sul do pais. Atualmente, conta com um efetivo de músicos suficiente para dar conta destes eventos, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido pela sua escola de música, que atualmente conta com 82 alunos distribuídos por instrumentos de sopro, piano, guitarra, e percussão.
Fogo Fogo
Fogo Fogo é um projeto de Francisco Rebelo, João Gomes, Márcio Silva, Danilo Lopes e David Pessoa. A Lisboa que os vê nascer é vibrante e especial: é uma Lisboa onde cabe toda a África, sobretudo a que fala português, tanto a do futuro, como a do passado. Uma Lisboa onde ainda é possível descobrir peças de coleção em vinil dos Tubarões e todas as obscuras pérolas de edição de autor que a diáspora de Cabo Verde gravou nos anos 80 e 90 no estúdio Musicorde, em Campo de Ourique, e que o mundo nunca ouviu. Essa é a Lisboa que, qual vulcão, expeliu os Fogo Fogo.