Pequenas Espigas

Projeto criado por Joaquina Miranda, professora do 1.º ciclo a lecionar na Escola Básica JI Cova da Moura, em Lisboa, o grupo coral infantil Pequenas Espigas tem como objetivo dinamizar e divulgar o Cante Tradicional Alentejano pelo país e até pelo estrangeiro, desde que ultrapassou fronteiras após reconhecimento pela Unesco, elevando o Cante a Património Mundial Imaterial da Humanidade. Usando as vozes de alunos e alunas maioritariamente afrodescendentes, as interpretações dos Pequenas Espigas enaltecem a importância de expôr crianças citadinas ao património musical tradicional português.

Valente Maio

Manuel Maio no violino, e José Valente na viola de arco, juntam-se para formar Valente Maio, um duo que combina não só os seus nomes, como os dois instrumentos, viajando entre múltiplos estilos, e suscitando uma entusiasmante mistura entre virtuosismo e sensibilidade, e entre o clássico e o jazz. Ao vivo, registam uma confluência entre contextos, de uma conversa pertinente e atual entre a tradição e a contemporaneidade, demonstrada pela utilização moderada de loops e pedais de efeitos, técnicas que ambos os intérpretes desenvolvem noutros projetos.

Jorge da Rocha

Oriundo de Santa Maria da Feira, Jorge da Rocha dedica-se, desde cedo, à música como autodidata. Estuda guitarra, contrabaixo e teoria musical em Barcelona, onde se torna presença regular em festivais e clubes de jazz. Em 2016, grava o seu primeiro disco, Estas são algumas das minhas músicas favoritas e em 2017 edita o segundo, To Drop and Let Go, usando em ambos apenas o contrabaixo e a voz. Recentemente, continua a apresentar e desenvolver seu espetáculo ao vivo pela europa fora, tocando em formato solo, duo ou trio, com vários artistas convidados.

Rezas, Benzeduras e outras Cantigas

César Prata e Vânia Couto, cantores e multi-instrumentistas, decidem colaborar num disco recorrendo a múltiplos instrumentos, objetos sonoros, pedais de loops, e programação. Fizeram-no ao longo de mais de um ano, entre 2017 e 2018, e o resultado foi Rezas, Benzeduras e outras Cantigas. Treze temas: cinco orações populares, sete temas tradicionais, e um original. O ambiente sonoro resultante procura cruzar o mais ancestral e profundo da tradição com os instrumentos acústicos. Recorrem ainda ao computador enquanto instrumento musical, posicionando-se num lugar muito próprio na música portuguesa e nas músicas do mundo.

Tiago Francisquinho

Oriundo de Tomar, Tiago Francisquinho descobre em 2008 a Associação Portuguesa de Didgeridoo, que muda para sempre a forma como vê a arte e a cultura aborígene. Começa a tocar este instrumento tão particular, combinando o seu som com influências eletrónicas de música étnica e dance. Utiliza ainda outros instrumentos musicais mas com o foco sempre na percussão, aliada a uma impressionante rapidez a tocar. Ao longo dos anos, integra-se mais na comunidade didgeridoo à volta do mundo, experiência que usa para enriquecer a sua música, global mas ao mesmo tempo única.

Baleia Baleia Baleia

Dupla portuense composta por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), os Baleia Baleia Baleia nasceram de uma jam informal numa sala de ensaios em Cedofeita. Através do coletivo artístico ZigurArtists, editaram em 2018 o primeiro álbum, homónimo, que reúne oito faixas do melhor rock afiado e punk rock dançável, e de onde saiu o single Quero Ser um Ecrã. Desde então, marcam presença regular nos palcos mais relevantes do panorama musical português, e prometem não parar. O mais provável é que ninguém esteja pronto para o que aí vem.

Miramar

Embora de origens e experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a guitarra. Juntos, são Miramar, o projeto que iniciaram em 2019 com o lançamento do disco homónimo. Complementando a carreira de Peixe, iniciada há mais de vinte anos com o som inconfundível dos Ornatos Violeta, Pluto e os Zelig, assim como dois discos a solo, com a de Frankie, que desde a sua estreia em 2010 é considerado um dos mais estimulantes músicos desta geração, Miramar quer levar mais longe o seu som, com ou sem eletricidade, mas sempre como se os dois fossem apenas um.

Três Tristes Tigres

Formados em meados dos anos 90, os Três Tristes Tigres são Ana Deus, Alexandre Soares, João Pedro Coimbra, Rui Martelo e Quico Serrano, com a habitual colaboração da poetisa Regina Guimarães nos textos. Com apenas três discos lançados, o último em 1998, e motivados por um recente ciclo de espetáculos ao vivo, a banda volta ao estúdio e promete lançar ainda em 2019 a materialização de novas canções naquele que é o novo fôlego da formação, continuando a exploração musical e experimentações pop a que já habituaram o público português.

Stereossauro

Stereossauro é um produtor e DJ com várias facetas. Das batalhas às mixtapes, da produção ao scratch. Com o lançamento do novo disco, Bairro da Ponte, Stereossauro apresenta-se, no BONS SONS, ao vivo com banda para unir os universos do hip hop e da música portuguesa, duas coordenadas que lhe têm alimentado a imaginação e a criatividade. A solo, não se cansa de percorrer o país em clubes, festivais e celebrações estudantis, sempre pronto para exigir o máximo dos corpos que se colocam à sua frente. Em dupla, é uma das metades dos Beatbombers em conjunto com DJ Ride.

Pop Dell’arte

Projeto criado em 1985 por João Peste, os Pop Dell’Arte não requerem introduções. Com cinco discos de originais, e outros tantos singles, EP, compilações e antologias, o seu espetro musical combina as mais contraditórias influências, desde a poesia dadá, às inspirações futurísticas, evocando Warhol e Duchamp, passando pelas referências cinematográficas de Fassbinder, Antonioni e Fellini. Com formação frequentemente mutante (pela qual passaram diversos músicos), os mais de 30 anos de carreira asseguram que os Pop Dell’Arte continuam a ocupar um lugar mítico no panorama musical português.