Brass Wires Orchestra

Constituídos apenas em 2011, foram já destaque da publicação inglesa New Musical Express (NME). Esta banda de indie-folk-rock lançou, no início de 2014, o seu ansiado primeiro álbum de originais intitulado “Cornerstone”.

Samuel Úria

Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.

Capicua

Ana Matos Fernandes é MC militante desde 2004 e em 2012 conquistou o hip-hop nacional com a sua estreia em álbum de longa duração. Colabora em projectos com DJs e produtores de hip-hop nacionais e volta com novas palavras em 2014 no novo disco “Sereia Louca”.

Gaiteiros de Lisboa

Movimentam-se pela música tradicional e são hoje um tesouro vivo da música portuguesa. O investimento que fazem em pesquisa sonora leva-os a criar os próprios instrumentos. Combinam as vozes com percussão e sopro para projectar a identidade portuguesa para a modernidade.

Moullinex

Se existe uma característica comum em toda a boa música é a sua capacidade para esmagar fronteiras entre géneros, pistas de dança e sofás, doze polegadas e clips do Youtube. É aqui que entra Moullinex, ou Luís Clara Gomes, que se divide entre as pistas de dança de Lisboa (Lux) e Munique.

Mara

A sua música baforada entre a guitarra flamenca e portuguesa torna-se um híbrido musical onde a sua voz se tece na harmonia. Mara não se trata só de um fado, mas sim de uma cultura que absorve múltiplas raízes de uma Ibéria sonora.

Tiago Sousa

“Samsara”, na cultura oriental, é o ciclo repetitivo da vida: nascimento, morte e reencarnação. É também o nome do seu primeiro disco de piano solo. Pianista e compositor do Barreiro, com discografia desde 2006, combina a herança clássica com as ideias da periferia pop/rock.

Holy Nothing

Em palco são 6 mãos que se passeiam descontroladamente entre sequenciadores, caixas de ritmos, computadores, controladores, processadores de efeitos, teclados e também uma guitarra e um baixo. Holy Nothing é som que se entrelaça com imagem, mesclando sem preconceitos o analógico e o digital. Uma sonoridade perfeita para uma pista de dança escura.

Bons Rapazes

Norte e Sul. Lisboa e Porto. Álvaro Costa e Miguel Quintão são Bons Rapazes separados por 300 Kms. Dois dos maiores comunicadores da rádio nacional num frente-a-frente com música pelo meio.

Vira Casaca

Com toda a virilidade que é associada à região do pampilho, preparam-se para atear um desmesurado baile popular. O Folclore Rock fica a cargo dos escalabitanos Afonso (teclas e sal grosso), Rafael (baixo e dedos esmeraldinos), Tiago (bateria e o que mais desejares) e Verde (voz, guitarra e pílula do dia seguinte).