Desde sempre afecto ao rock alternativo, e seguindo referências que marcaram o indie-rock dos anos 90, fez parte de Feromona desde a fundação até ao último concerto, e hoje em dia é guitarrista e vocalista dos Chibazqui, dos quais também é fundador. As actuações a solo são como pequenas fugas a um quotidiano vivido habitualmente em banda. É nessas raras aparições que as canções tresmalhadas são chamadas ao palco e, apoiadas numa guitarra acústica frágil e solitária, surgem perante o público num registo que pede o silêncio dos presentes e o sossego em redor.
Tipologia: Cartaz
FLAK
FLAK (João Pires de Campos) é um músico com longa carreira ligada a grupos como Rádio Macau e Micro Audio Waves. Na voz e guitarra, FLAK apresenta um espectáculo acompanhado por Zé Guilherme Vasconcelos Dias (teclas, sintetizadores e voz) com músicas que abrangem as diversas fases do seu percurso, incluindo temas seus a solo, outros para os quais contribuiu com o seu talento e algumas composições novas.
Golden Slumbers
As irmãs Cat e Margarida Falcão começaram, em 2013, o projeto de folk Golden Slumbers, fazendo uso de harmonias de vozes e de guitarras acústicas para músicas que evocam as sonoridades de Simon & Garfunkel, Fleetwood Mac e Laura Marling. Em 2016 lançaram o álbum “The New Messiah” com a mesma sonoridade que lhes valeu a nomeação para Melhor Actuação ao vivo – Artista Revelação nos Portugal Festival Awards de 2015.
Elogio da desordem
Joana Sá apresenta “Elogio da desordem”, um monólogo interior para piano semi-preparado, acompanhado por instalação de campainhas e sirenes, toy piano, caixas de ruído, mini-amplificadores, voz e electrónica.
Aproximando-se do teatro instrumental, a pianista procura um discurso musical no qual irrompe ocasionalmente a palavra com textos de Gonçalo M. Tavares. Ultrapassando os limites de uma pianista, Joana Sá apresenta uma performance musical com coreografia de acções – música para ver, ouvir e pensar.
Desbundixie
Este projecto tenta reviver o estilo jazzístico denominado Dixieland, transportando as sonoridades de Nova Orleães do princípio do séc. XX para os dias de hoje. Numa base de sete elementos – trompete, clarinete, saxofone tenor, trombone, banjo tenor, tuba e bateria – os Desbundixie apresentam temas de época, orquestrados por estes músicos. A linguagem característica da banda é ainda marcada pelo improviso e pela irreverência que pretende animar quem os ouve.
Lula Pena
De enorme talento de trilho nómada, em permanente viagem pelas terras que se lhe oferecem, faz já muitos anos sem lançar um disco, pelo que os concertos anunciados são um bem demasiado precioso para desperdiçar. Percorre, capta e interioriza o norte de África, a música das águas do mediterrâneo, os lamentos e rezas do samba e da bossa. A sua voz magnífica tem o peso e a profundidade de um ritual.
Sopa de Pedra
Sopa de Pedra são um grupo dedicado ao canto a capella de canções de raiz tradicional que surgiu, no Porto, em 2012, graças a dez jovens de várias proveniências musicais e artísticas. Emprestando o rigor artístico à música tradicional portuguesa, procuram avivar-lhe a frescura através de novas harmonizações e arranjos polifónicos que exploram a sua complexidade, riqueza e profundidade. Querem, assim, mantê-la viva e interessante para as novas gerações.
Les Crazy Coconuts
Les Crazy Coconuts são tão originais quanto surpreendentes e, com o ritmo marcado pelos sapatos de Adriana Jaulino, Gil Jerónimo e Tiago Domingues, completam um conceito que junta o sapateado e as novas tendências da canção pop numa união mais que perfeita. Do rock à dança, este trio surpreende ao vivo numa viagem que ainda agora começou, marcada pelo lançamento do disco de estreia homónimo no final de 2015.
Jorge Palma
Com mais de 40 anos de carreira, é um nome incontornável do panorama musical português. Compositor, poeta, intérprete e exímio pianista, correu a Europa de guitarra em punho tocando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Terminou o Curso Superior de Piano em 1990 e editou vários discos de originais, compondo êxitos, somando discos de ouro, tendo atingindo a marca da dupla platina com “Voo Nocturno”. Venceu o prémio José Afonso em 2002 e em 2008 e 2012 foi o vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Intérprete. Pelo seu último disco, “Com Todo o Respeito”, foi ainda galardoado pela SPA com o prémio Pedro Osório.
D’Alva
Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990. Ben Monteiro em 1980. Há quase uma década a separá-los, mas a divisão acaba aí. A música que fazem juntos é agregadora. Prova disso mesmo são os espectáculos ao vivo da banda lisboeta com ADN muito próprio: tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas são filhos de pai africano e mãe nascida no Brasil, respectivamente. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop.