Olhar a Rua

Habitar a Rua é o mote que serve o pensamento por trás da edição do BONS SONS desde 2020. No verão desse ano, a equipa de comunicação do festival organiza uma oficina com a comunidade de Cem Soldos, que procurava ser um ponto de partida para a imagem do eventual festival de 2021. Caminhou-se pelas ruas da aldeia, em busca de sombras. Dedicando o olhar a como habitavam o espaço, e capturando-as num conjunto de colagens, registadas pelo sol em cianotipias. Aqui, mostra-se a origem da imagem gráfica do BONS SONS 2022

Operários da Cultura

Operários da Cultura é uma exposição coletiva que regista a aldeia, as pessoas e as montagens que acontecem em Cem Soldos nos dias que antecedem a realização do BONS SONS 2022. Isto acontece pelo olhar do fotógrafo João Gigante, com o projeto “viste?” e também com materiais realizados pela equipa do festival, com áudio e vídeo de conversas captadas na aldeia sobre e a propósito do regresso do BONS SONS, após dois anos de paragem. Com esta exposição, é dado também a conhecer um novo espaço do festival: a Casa Sem Tecto Amália.

Dispersos pelo Centro

Tiago Pereira convida o geógrafo e autor Álvaro Domingues para uma viagem pelas Terras da Chanfana. Este documentário (2021) retrata um presente sem a presunção de adivinhar o seu futuro nem o saudosismo de um passado ido, debruçando-se sobre a questão do que é o território

Oficina de Taumatrópios

Ainda relacionado com o Curtas em Flagrante, há uma Oficina de Taumatrópios (brinquedos óticos), onde se explora o conceito de frame e vão construir-se brinquedos óticos

Curtas em Flagrante

Este ano, a mostra de cinema itinerante de língua oficial portuguesa Curtas em Flagrante regressa ao BONS SONS com quatro sessões: duas para adultos e duas para crianças.

Oficina Orquestra Tradicional Portuguesa

O professor Pedro Sousa dinamiza também um Atelier de Instrumentos Musicais Tradicionais Portugueses, para crianças dos 6 aos 12 anos, em que podem experimentar os diferentes instrumentos tradicionais portugueses em modo mini orquestra, através de algumas técnicas dos vários instrumentos e canções tradicionais portuguesas

Música para Crianças e Bebés

Sessões para bebés e crianças, desde recém-nascidos aos 5 anos, onde professores, em conjunto com instrumentistas, proporcionam um ambiente musical variado, onde bebés e crianças são estimuladas a ouvir, a cantar, a improvisar e a utilizar a sua percussão corporal em diferentes modos e métricas variadas. Participam alunos da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais e do Conservatório de Artes Canto Firme, de Tomar.

A Besta, As Luas

Através de gestos e sons, proponho enunciar, uma representação possível da geografia política de um corpo não submisso.
Num momento onde tantos corpos e tantas vozes dificilmente podem existir, é urgente reivindicar um lugar de resistência, transformando possíveis fragilidades em flechas e potências. O corpo como arma política, o último reduto de qualquer experiência, um grito. De afirmação de uma individualidade, em reconciliação com a sua identidade e sexualidade: do sexo à cabeça, da cabeça ao cosmos, do cosmos ao chão. Um possível mantra para me manter em desequilíbrio.

#3 Movediço

É sobre o que se move, o que muda de lugar, o que é inconstante, o que não está fixo. Procura olhar sobre tempos geológicos longos e uma assunção da espécie humana como uma força geofísica à escala planetária. Põe em marcha uma reflexão sobre a nossa relação com outros seres do universo, sejam animais, vegetais ou minerais, especulando sobre quem se move ou é movido.