O Quintal dos Avós é fértil em histórias, histórias esquecidas nas nossas memórias de infância e na memória das pessoas mais velhas. Neste quintal, as autoras Catarina Mota e Graça Ochoa apresentam dois espetáculos para todas as idades que nos ajudam a responder como olhamos hoje para as histórias de vida dos nossos avós. Abriram-se gavetas, baús, álbuns de fotos, que andavam para lá esquecidos em qualquer canto do quintal.
Esta História de um Estendal e de uma Avó que Não Sabia Ler, de Catarina Mota, tem como ponto de partida o olhar de uma criança. Uma história particular de uma janela com estendal e de uma avó. Uma história transversal de muitas realidades contada de forma simples e fantasiosa.
Em A Avó que não foi Avó, de Graça Ochoa, esperamos alguém especial para jantar. Tudo tem de estar a preceito! Enquanto é preparada a mesa, as conversas vão-se encadeando umas nas outras, como as cerejas. Desafiamo-nos a moldar novas tradições… reparamos que o tempo passou.
O Burro de Miranda teve, durante muito tempo, um enorme valor e utilidade como animal de apoio aos trabalhos agrícolas. Atualmente, devido aos avanços da tecnologia e ao êxodo rural, é importante encontrar outras formas de garantir a conservação deste simpático animal. No BONS SONS, o Burro Mirandês vai estar disponível para caminhadas, em diferentes ritmos, para crianças e adultos, promovendo o contacto com a espécie. Além disso, a Aula do Burro vai dar a conhecer as características e hábitos da raça, bem como promover os valores culturais e naturais do Planalto Mirandês.
Complementando o programa, as ruas de Cem Soldos são animadas pelo trabalho de artesãos e alfarrabistas nacionais. Objectos tradicionais e contemporâneos convivem lado a lado e constituem, só por si, mais uma razão para viver a aldeia.
Mediante inscrição diária, qualquer pessoa ou agrupamento pode mostrar o seu talento. O festival disponibiliza gratuitamente o palco, as condições técnicas e a possibilidade de tocar para um número considerável de pessoas.
Este palco é uma oportunidade única para projetos originais se estrearem, testarem a recetividade do público e de agentes mas, sobretudo, para celebrar a música, num ambiente festivo e descontraído.
Aqui as músicas são para todas as pessoas e o Palco Garagem é de quem o apanhar.
Através de tecnologia de captação 360º, a aldeia de Cem Soldos foi filmada em vários momentos e eventos ao longo de um ano – uma viagem às tradições e iniciativas que ocupam o espaço público da aldeia quando o BONS SONS está por chegar e que pode ser descoberto através de quatro caixas estrategicamente distribuídas pela aldeia.
Os Jogos do Helder estão de volta, com brincadeiras e um circuito refrescante pela aldeia. Inspirados em jogos tradicionais de diversas regiões, em tradições ou até mesmo em experiências científicas, desenvolvem competências pessoais e sociais de uma forma divertida. Se para algumas pessoas trazem memórias de outros tempos, a outras provocam vontade de explorar o desconhecido.
Pela primeira vez no BONS SONS, a Rádio Miúdos (radiomiudos.pt) – que comemora este ano o sétimo ano de emissões regulares online a partir do Bombarral para mais de 140 países – leva o seu estúdio móvel para o festival. Uma equipa de miúdos e miúdas de Cem Soldos será formada para fazer a animação do festival, realizando entrevistas, reportagens e divulgando a música portuguesa e convidam outras crianças que estão no festival para se juntarem no estúdio. Uma rádio de miúdos para miúdos, à volta da língua portuguesa e com uma programação exclusivamente lusófona
Uma série de concertos e gravações para todas as idades. Concertos para violino e contos cantados. Melodias, cantigas e lenga lendas criadas a partir dos muitos mundos de Dionísio. Cada peça um conto, cada conto uma história para um corpo que se quer vivo. E para cada história surgem canções, sinfonias e sons para um violino que bebe de uma música clássica que não quer ser antiga, da música tradicional um pouco de todo o mundo e de um jazz quase esquecido: inspirado na ideia do solo, do solista e das histórias que se contam quando não há rede. Contos em malabarismo e histórias que aparecem, sempre, quando menos se espera.
O Gerador — plataforma independente de jornalismo, cultura e educação – traz ao BONS SONS duas conversas onde as comunidades e os territórios do interior estão no centro do debate, com moderação de Ana Catarina Veiga.
A segunda conversa, junta António Aleixo, realizador do filme Dispersos pelo Centro, e Luísa Pinto, responsável pelo projeto Rostos da Aldeia que, desde 2021, vem cartografando histórias de resistência ao despovoamento, no interior do país. Portugal tornou-se, nos últimos anos, um dos lugares preferidos dos chamados “nómadas digitais” e o centro de Portugal tem atraído não só portugueses como estrangeiros, que estão a repovoar um interior desertificado. Por que cada vez mais trabalhadores e artistas decidem fugir das cidades para o interior do país? Estará a tecnologia a promover uma maior coesão territorial e social, através de uma maior troca cultural entre o interior e o litoral do país? Como esta dinâmica se reflete numa maior visibilidade do interior na política nacional?
O Gerador — plataforma independente de jornalismo, cultura e educação – traz ao BONS SONS duas conversas onde as comunidades e os territórios do interior estão no centro do debate, com moderação de Ana Catarina Veiga.
Nesta primeira conversa, estarão presentes artistas e representantes de associações que se fixam no interior e que desenvolvem projetos com a participação da comunidade local. Discute-se a arte participativa como espaço democrático que permite descobrir, processar, compreender, organizar e partilhar experiências com João Ferreira, da Associação Cultural CISMA, que trabalha pelo desenvolvimento da comunidade artística da cidade da Covilhã, Ana Vulcão, coordenadora e co-programadora do Festival Pé na Terra que cria um intercâmbio entre grupos e artistas de países de língua oficial portuguesa, e o músico Edgar Valente, que faz parte de diversos projetos artísticos