Diabo na Cruz

Formados em 2008, os Diabo na Cruz viram o seu álbum de estreia Virou! ser considerado um marco na música nacional pela forma como juntou sonoridades de música tradicional e rock contemporâneo. Inspirados pelo tropicalismo, puseram instrumentos elétricos a evocar melodias resgatadas da memória da tradição oral, convidando a música portuguesa a encontrar-se com as suas raízes.

Por fazerem parte da história do festival, os Diabo na Cruz são uma das 13 bandas a celebrar, com uma atuação inédita, os 13 anos das 10 edições BONS SONS.

DJ João Melgueira

Cofundador da Alienação, label portuguesa de música eletrónica, João Melgueira viaja entre estilos de música com uma fluidez e naturalidade raras, fruto de uma pesquisa naturalmente eterna de sons, do house de Chicago às musicas do mundo. Já espalhou o seu som por diversos locais de Lisboa e do Porto e fez programas na Rádio Oxigénio, East Side Radio e Rádio Quântica. Com milhares de quilómetros nas pernas e milhares de minutos com a batuta atrás de uma cabine, dançar com ele é uma oportunidade que não se deve perder.

Cal

Inês Graça e Carlos Norton começam a explorar a voz como instrumento quando integram os OrBlua. Em 2017, criam CAL, projeto com o cunho da associação cultural Fungo Azul, do Algarve. Usam nada mais que a voz, em múltiplas camadas sonoras, recorrendo a modeladores e efeitos de loops. Após alguns concertos de experimentação em torno da improvisação, CAL prometem espetáculos ao vivo assentes em composições originais, inspirados nas tradições portuguesas, mas seguindo um caminho muito próprio, como é desde há muito característica dos dois elementos.

Dada Garbeck

Dada Garbeck, alter ego de Rui Souza, desenha camadas como sedimentos musicais: cada loop inscreve-se na memória, e por lá fica enquanto os sintetizadores assentam em novas paragens, com novas texturas. O seu disco de estreia, The Ever Coming ouve-se num processo semelhante ao de cortar uma montanha e identificar-lhe as camadas, de cor em cor, de acorde em acorde, de progressão em sensação. Este trabalho ficou recentemente disponível em CD e nas plataformas digitais — e tem o selo da editora Revolve.

Afonso Cabral

Conhecido vocalista da banda You Can’t Win, Charlie Brown, Afonso Cabral prepara-se para divulgar este ano o seu primeiro disco em nome próprio e em português. Para além de também fazer parte da banda que acompanha Bruno Pernadas em palco, Afonso estreou-se recentemente na escrita de canções a solo, com o tema Perto, interpretado por Cristina Branco e a coescrita de Anda Estragar-me os Planos para a voz de Joana Barra Vaz – tema que foi alvo de uma nova versão no último álbum de Salvador Sobral.

Vénus Matina

Vénus Matina é o projeto musical constituído por Eva Paiva na voz e André Teodoro na guitarra. Estabelecem uma sonoridade pessoal que incorpora diversas influências, desde o jazz e o bossa nova, até à música alternativa, apresentando-se ao vivo em formato semi-acústico, com canções escritas longo do último ano, da autoria de Eva. Um duo recém chegado ao panorama português, mas que prova ainda ter muito para mostrar, como se pode comprovar nas canções que que gravaram em vídeo para o Música Portuguesa a Gostar dela Própria.

Coexistimos

Coexistimos, de Inês Campos, é uma das propostas de espetáculos de dança este ano e trata-se de uma colagem de metáforas sobre o desafio de se ser tantos. Ser o tigre, o domador, o palhaço triste e o ataque de riso, viver vários corpos e ser a realidade dos seus sonhos. Uma experiência que aglomera dança, teatro, cinema, manipulação de objectos e artifícios variados que tentam criar uma sucessão de ilusões.

Senza

Catarina Duarte e Nuno Caldeira partiram de mochila às costas, sem nada programado, e aventuraram-se numa viagem de três meses pela Ásia que acabou por se transformar num projeto de vida: uma coleção de músicas originais a que chamaram SENZA. Em 2016, editam o primeiro disco, Praia da Independência, e dois anos mais tarde segue-se Antes da Monção, apresentado ao vivo um pouco por todo o mundo, de Portugal ao Zimbabué. Nas suas músicas contam histórias que viveram, trazendo a cultura e as tradições dos locais por onde passaram, e partilhando-as com convidados como Júlio Pereira e Rão Kyao.

Orquestra Filarmónica Gafanhense

Em 1836 nascia em Ílhavo a Phylarmonia Ilhavense, que mais de um século depois, em 1986, muda-se para Gafanha da Nazaré com o nome Orquestra Filarmónica Gafanhense. Ao longo dos anos, esta orquestra juvenil tem desenvolvido um conjunto de atividades em festejos e arraiais, fruto de um intenso calendário de norte a sul do pais. Atualmente, conta com um efetivo de músicos suficiente para dar conta destes eventos, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido pela sua escola de música, que atualmente conta com 82 alunos distribuídos por instrumentos de sopro, piano, guitarra, e percussão.

Uma Árvore no Largo

Dando a conhecer um retrato da comunidade de Cem Soldos, no filme, somos guiados pelos passos de cinco personagens que a constroem, braço a braço, com quem a habita e uma viagem de descoberta das janelas e palcos desta aldeia em movimento. Filmado durante a 9.ª edição do Bons Sons, em 2018, o filme conta com a participação de Hélio Morais (Linda Martini e PAUS), João Rufino (LODO e elemento da equipa técnica do Bons Sons), Luís Sousa Ferreira (fundador do Bons Sons e diretor artístico do festival até 2019), Carolina Mourão (coordenadora do grupo Avós & Netos de Cem Soldos) e Joana Faria (uma das voluntárias do Bons Sons), dando a conhecer os bastidores, os concertos e o ambiente deste festival comunitário, realizado desde 2006, na aldeia de Cem Soldos, concelho de Tomar.