As irmãs Cat e Margarida Falcão começaram, em 2013, o projeto de folk Golden Slumbers, fazendo uso de harmonias de vozes e de guitarras acústicas para músicas que evocam as sonoridades de Simon & Garfunkel, Fleetwood Mac e Laura Marling. Em 2016 lançaram o álbum “The New Messiah” com a mesma sonoridade que lhes valeu a nomeação para Melhor Actuação ao vivo – Artista Revelação nos Portugal Festival Awards de 2015.
Edição: 2016
Desbundixie
Este projecto tenta reviver o estilo jazzístico denominado Dixieland, transportando as sonoridades de Nova Orleães do princípio do séc. XX para os dias de hoje. Numa base de sete elementos – trompete, clarinete, saxofone tenor, trombone, banjo tenor, tuba e bateria – os Desbundixie apresentam temas de época, orquestrados por estes músicos. A linguagem característica da banda é ainda marcada pelo improviso e pela irreverência que pretende animar quem os ouve.
Lula Pena
De enorme talento de trilho nómada, em permanente viagem pelas terras que se lhe oferecem, faz já muitos anos sem lançar um disco, pelo que os concertos anunciados são um bem demasiado precioso para desperdiçar. Percorre, capta e interioriza o norte de África, a música das águas do mediterrâneo, os lamentos e rezas do samba e da bossa. A sua voz magnífica tem o peso e a profundidade de um ritual.
Sopa de Pedra
Sopa de Pedra são um grupo dedicado ao canto a capella de canções de raiz tradicional que surgiu, no Porto, em 2012, graças a dez jovens de várias proveniências musicais e artísticas. Emprestando o rigor artístico à música tradicional portuguesa, procuram avivar-lhe a frescura através de novas harmonizações e arranjos polifónicos que exploram a sua complexidade, riqueza e profundidade. Querem, assim, mantê-la viva e interessante para as novas gerações.
Elogio da desordem
Joana Sá apresenta “Elogio da desordem”, um monólogo interior para piano semi-preparado, acompanhado por instalação de campainhas e sirenes, toy piano, caixas de ruído, mini-amplificadores, voz e electrónica.
Aproximando-se do teatro instrumental, a pianista procura um discurso musical no qual irrompe ocasionalmente a palavra com textos de Gonçalo M. Tavares. Ultrapassando os limites de uma pianista, Joana Sá apresenta uma performance musical com coreografia de acções – música para ver, ouvir e pensar.
Les Crazy Coconuts
Les Crazy Coconuts são tão originais quanto surpreendentes e, com o ritmo marcado pelos sapatos de Adriana Jaulino, Gil Jerónimo e Tiago Domingues, completam um conceito que junta o sapateado e as novas tendências da canção pop numa união mais que perfeita. Do rock à dança, este trio surpreende ao vivo numa viagem que ainda agora começou, marcada pelo lançamento do disco de estreia homónimo no final de 2015.
Jorge Palma
Com mais de 40 anos de carreira, é um nome incontornável do panorama musical português. Compositor, poeta, intérprete e exímio pianista, correu a Europa de guitarra em punho tocando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Terminou o Curso Superior de Piano em 1990 e editou vários discos de originais, compondo êxitos, somando discos de ouro, tendo atingindo a marca da dupla platina com “Voo Nocturno”. Venceu o prémio José Afonso em 2002 e em 2008 e 2012 foi o vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Intérprete. Pelo seu último disco, “Com Todo o Respeito”, foi ainda galardoado pela SPA com o prémio Pedro Osório.
D’Alva
Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990. Ben Monteiro em 1980. Há quase uma década a separá-los, mas a divisão acaba aí. A música que fazem juntos é agregadora. Prova disso mesmo são os espectáculos ao vivo da banda lisboeta com ADN muito próprio: tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas são filhos de pai africano e mãe nascida no Brasil, respectivamente. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop.
TOCHAPESTANA
Gonçalo Tocha dá a voz e as letras e Dídio Pestana ocupa-se das teclas, da guitarra e das programações. Conheceram-se em 1999 a estudar literatura na mesma faculdade em Lisboa. Lançaram-se na música e criaram várias bandas entre o punk, a electrónica, a música tradicional, o jazz e o romântico. Caminham deliberadamente pela estética pop-rock portuguesa dos anos 80. Reis do turbo-baile, a dupla Tocha Pestana atinge o público com uma synthpop de bola de espelhos a reflectir nos seus óculos escuros retro-futuristas.
Rubi Tocha
Nesta versão discoteca, Gonçalo Tocha revela as colecções privadas de discos em vinil que lhe custaram, no máximo, 1 euro. É composta de gravações que só se encontram depois de muito escavar durante meses nas feiras à procura de cantores de um só single, bandas duvidosas que não se encontram no YouTube, teclistas que fizeram carreira com versões tórridas e instrumentais de grandes sucessos, discos promocionais, orquestras exóticas gravadas nos píncaros do estéreo ou artistas de variedades asiáticos que fazem versões de hits ocidentais em Mandarim. Uma catrefada de pérolas explosivas de músicas fora do mundo.