Do Óleo ao Sabão

Todos os dias, grandes quantidades de óleo alimentar usado são descartadas de forma incorreta, muitas vezes diretamente nos esgotos, causando graves impactos ambientais, nomeadamente a contaminação da água, dificuldades no tratamento de águas residuais e prejuízos para os ecossistemas.

Com o workshop “Do Óleo ao Sabão”, a ECOX convida quem participa a refletir sobre este problema e a perceber como um resíduo frequentemente visto como lixo pode ser transformado num recurso com valor.

Ao longo da atividade, que participa fica a conhecer os impactos ambientais associados ao descarte inadequado do óleo alimentar usado e aprendem, de forma prática e acessível, a reutilizá-lo na produção de sabão líquido, dando origem a um produto útil no dia a dia.

Mais do que um workshop, esta é uma experiência de sensibilização que demonstra, na prática, os princípios da economia circular, mostrando que pequenas mudanças de comportamento podem gerar um impacto ambiental positivo e transformar resíduos em soluções sustentáveis.

O que esconde a Aldeia

Esta atividade envolve caça ao tesouro e dinâmicas de grupo, com o objetivo de criar interação entre as crianças participantes e a comunidade envolvente. A população-alvo direta são crianças a partir dos 4 anos, que podem participar em família ou individualmente.

Num primeiro momento crianças e famílias serão convidadas a participar das dinâmicas sugeridas e dinamizadas em grande grupo.

No momento seguinte, serão definidos grupos. Cada grupo deve andar pela aldeia à procura de tijolos de barro que devem trazer e partir, encontrando nestes os desafios seguintes. Nestes desafios, deverão responder às perguntas encontradas, procurando as respostas junto das pessoas da aldeia/festival.

Finalmente, com o megafone à disposição, faremos uma pequena arruada pela aldeia, dizendo poemas, charadas ou rimas.

Assim, tentamos de forma lúdica e pedagógica animar pessoas e momentos, criando interação e laços intergeracionais.

Oficina de Canto e Toque Coletivo

Esta oficina convida descobrir o poder do canto coletivo e do adufe, um instrumento tradicional português profundamente ligado às vozes e às práticas comunitárias. Através da aprendizagem de repertório tradicional e de autor. de exercícios de voz, ritmo e escuta, cria-se um espaço de encontro onde a música se torna uma ferramenta de expressão, pertença e partilha. Aberta a pessoas de todas as idades e sem necessidade de experiência prévia.

Okupamos Cem Soldos

E se ocupássemos a aldeia com ideias de todos os tamanhos?

Um espaço que muda a cada chegada, meio atelier, meio playground, onde se constrói, desmonta e transforma sem plano fechado.
Com tecidos, cordas, cartão e peças modulares, tudo pode surgir: uma sombra para descansar, um sítio para conversar, uma praceta, um abrigo… ou algo que ainda não tem nome. Cada gesto conta, cada pessoa altera o que já lá estava.

O que faz um bom lugar para estar junt*s?
O que acontece quando ocupamos um espaço não para fechar, mas para abrir?
Como se constrói um encontro?

Vamos descobrir, mãos à obra. Entra-se, mexe-se, cria-se, fica-se o tempo que apetecer. No fim, não há obra fixa! Só um conjunto de estruturas, gestos e lugares de encontro que aparecem e desaparecem ao longo do festival.

O Dragão Maria João

E se uma aldeia começasse, pouco a pouco, a ser habitada por criaturas que ninguém planeou… mas que toda a gente ajudou a criar?

Propomos uma oficina de construção coletiva de dragões e bichos inventados que vão surgindo ao longo dos dias e espalhando-se pela aldeia, ocupando esquinas, varandas, árvores ou muros, como se sempre lá tivessem estado — ou como se tivessem decidido aparecer sem pedir autorização.

Inspirados pelo espírito irreverente do dragão do DAMS de Bolonha durante as manifestações de Movimentos estudantis de 1977 em Itália, estes corpos coletivos nascem do improviso, do humor e da vontade de ocupar o espaço de forma inesperada. Não são monumentos nem esculturas acabadas, mas presenças mutantes que crescem com cada pessoa que decide acrescentar um pedaço, uma ideia ou um gesto.

Estes bichos não pedem para ser compreendidos – apenas para existir, circular e, talvez, baralhar ligeiramente a ordem das coisas. Ao aparecerem em grupo, dispersos e meio desorganizados, criam uma espécie de narrativa invisível que liga diferentes pontos da aldeia, como um rasto de imaginação partilhada.

No fim, ninguém sabe bem onde começa ou acaba cada criatura, nem a quem pertence.

Construir algo em conjunto que escapa ao controle individual, que se infiltra na festa e não fica para sempre.

Percursos Interpretativos da Biodiversidade + oficina “Bandeiras da Diversidade”

A 30POR1LINHA propõe para as manhãs do festival um encontro com a biodiversidade local, dando continuidade ao que foi realizado nas edições de 2022 e 2024.

Os Passeios interpretativos da Biodiversidade têm por objetivo a descoberta do património natural da aldeia de Cem Soldos através de uma incursão por diversos locais identificando a fauna e flora existentes.
Para as manhãs de 7, 8 e 9 de agosto, realiza-se um passeio interpretativo pela envolvente da aldeia para observar, escutar e identificar a diversidade de seres vivos presentes ao longo do percurso.
Os passeios incluem paragens interpretativas para observação e explicação da fauna, flora e ecossistemas locais, guiados pela equipa da 30POR1LINHA.

Este ano os passeios têm uma componente oficinal. Durante cada passeio, quem participa tem a oportunidade de criar pequenas bandeiras representando espécies ou elementos observados na natureza local (plantas, aves, insetos, cores, texturas, etc.). Esta oficina criativa, dinamizada por Rute Campanha, permite que cada participante registe a sua experiência de forma artística e simbólica.

 Vem connosco descobrir a diversidade da aldeia!

Orquestra Tradicional Portuguesa/Danças Tradicionais Portuguesas

A Oficina de Instrumentos Musicais e Danças Tradicionais Portuguesas é uma atividade dinamizada pelos professores Pedro Sousa, Vera Nunes e Ricardo Nunes.

São apresentadas às crianças diferentes instrumentos tradicionais portugueses e cada uma pode experimentar os instrumentos em modo mini orquestra.

São ensinadas algumas técnicas dos diferentes instrumentos e canções tradicionais portuguesas.

Veterinário por um dia

Ser veterinário não significa apenas cuidar de animais, mas também amá-los, entendê-los e amenizá-los.

Através de algumas atividades de cuidados básicos veterinários de saúde, entendemos melhor o dia-a-dia da equipa veterinária da AEPGA. Aprendemos mais acerca da importância da higiene animal, assim como o papel desta profissão nas relações que desenvolvemos com os animais, em especial, com o Burro de Miranda.

Aula do Burro

O gado asinino sempre teve uma presença importante nas atividades do meio rural na região de Trás-os-Montes, pela utilização destes animais em diversos trabalhos agrícolas ou, muitas vezes, predominantemente associados a determinadas tarefas, atividades ou ofícios. Nos últimos anos, tanto em Trás-os-Montes como no resto do país, o número de burros tem vindo a diminuir de tal forma que, frequentemente, se ouve falar no seu desaparecimento ou extinção.

A Aula do Burro pretende dar a conhecer a raça asinina de Miranda – vulgarmente, conhecido pelo Burro de Miranda -, o seu ciclo de vida, cuidados, características e usos, assim como promover e divulgar os valores culturais e naturais do Planalto Mirandês.