Visita guiada à instalação S E N S O.
Procuramos através do S E N S O – Pesquisa da sensibilidade cultural na comunidade, explorar no território, com as pessoas, os lugares e a sua cultura, no momento presente, com base no passado e com foco no futuro. Esta prospecção cultural, divide-se agora em entre.vistas (acção de pesquisa cultural em Torres Novas) e com.unidade (residência artística em Alcanena). Estas partilhas e criações, que procuram suscitar a reflexão de todos os seus intervenientes, tomarão forma e conteúdo
“Enquanto filhos do meio, o colectivo249 é constituído por jovens emergentes nas múltiplas dialécticas artísticas (artes plásticas, gráficas, audiovisuais e performativas). Procuramos através do S E N S O – Pesquisa da sensibilidade cultural na comunidade, explorar no território, com as pessoas, os lugares e a sua cultura, no momento presente, com base no passado e com foco no futuro. Esta prospecção cultural, divide-se agora em entre.vistas (acção de pesquisa cultural em Torres Novas) e com.unidade (residência artística em Alcanena). Estas partilhas e criações, que procuram suscitar a reflexão de todos os seus intervenientes, tomarão forma e conteúdo simultaneamente numa instalação que vai habitar o festival BONS SONS.” Colectivo249
A aldeia, acolhedora, transforma-se; está sempre pronta para receber e, acima de tudo, dar o melhor de Cem Soldos. O envolver da aldeia e de todos os habitantes no festival é único e uma das características que o torna tão especial. Para mim, é um festival muito querido, ao qual regresso sempre, sem hesitar, por ser o melhor festival e também o mais bonito. Os moradores abrem a porta das suas casas para acolher, durante o festival, estes visitantes temporários que se encontram captados nas imagens espalhadas pela aldeia, mostrando alguns dos momentos bonitos que, ao longo destes nove anos, recordo com carinho ter vivido aqui e que agora quero partilhar com todos aqueles que tornam este festival único.
Volta a Portugal em Coreto consiste num dispositivo móvel, que visitará várias regiões do país com o intuito de promover uma homenagem ao performer amador. Participando do espírito das festividades populares presentes durante o Verão por todo o país, o coreto móvel pretende ser um palco para todos aqueles que sempre desejaram mostrar o seu talento e nunca se atreveram. Invoca-se o espírito da aspirante a cantora lírica Natália de Andrade para unir a comunidade tendo o canto como catarse.
Janela com vista para a rua é uma instalação vídeo que concretiza o olhar de 8 jovens estudantes de cinema sobre o quotidiano da aldeia de Cem Soldos. Os filmes apresentados são o resultado de um processo criativo coletivo produzido no contexto de duas residências artísticas. Uma parceria: ESTA/IPT e Festival BONS SONS.
Este projecto visa trabalhar algumas ideias através de performances periódicas durante os dias do BONS SONS e através de uma instalação permanente que de algum modo possa adicionar um território contínuo à performance. A Adega de São Sebastião acolhe um colectivo artístico que trabalha nas áreas de instalação, escultura, imagem e performance, para uma peça que se reinventa entre os dias 12 e 15 de Agosto.
Artistas: João Mourão, Margarida Chambel, Nuno Oliveira, André Neto, Alexandre A R Costa, Filipa Guimarães, Ana Teresa Magalhães
“The Great Gig in the Sky”, concebido pelo Colletivo Arcipelago, originário de Bari, Itália, é o título do projecto vencedor do concurso internacional de ideias, promovido pela ideasforward em parceria com o BONS SONS. A instalação, uma estrutura baseada nas redes de apanha da azeitona, invertidas e colocadas suspensas sobre balões ancorados ao solo, irá proporcionar sombra permanente aos visitantes do Palco Eira.
“Vem escutar a aldeia!” podia muito bem ser a premissa para esta instalação e arquivo sonoros. Cem Soldos faz-se ouvir a partir de 100 sons que, juntos, formam um corpo acústico da(s) sua(s) identidade(s). A que soa a Aldeia? A resposta a esta questão é o que se propõe em “Cem Soldos, 100 Sons”. Uma instalação para visitar no Centro de Exposições, que ficará posteriormente alojada online, assim como todo o arquivo sonoro a ela ligado, para que este lugar mágico seja escutado, uma e outra vez, incessantemente.
HOMESICK é o termo/conceito anglo-saxónico que mais se aproxima da nossa tão característica saudade. Curiosamente e numa tradução mais literal poderá remeter-nos também para uma casa doente e por isso inóspita, uma casa com a qual nos relacionamos mas que permanentemente nos repele. Esta dicotomia parece ser a que contemporaneamente mais nos caracteriza, a nós e ao território português – o amor pelo que nos despreza. Abandonemos a saudade e abracemos o homesickness, a pressão pela internacionalização, o vazio que cá fica, este vazio doente que continuamos a ambicionar mas que dificilmente nos deixa ficar.
“Casinha de Prazer” é uma pequena casa que Ursus arctos barbeiticos encontrou no Jardim Antero de Quental, em Ponta Delgada, Açores. É uma estrutura acolhedora, repleta de portadas e venezianas, que evoca a arquitetura vernacular da Macaronésia, nomeadamente as “Casinhas de Prazer” (casas de verão), construídas sobre algumas ruas do Funchal (Madeira). Esta “Casinha de Prazer” é montada através da recombinação de elementos que outrora fizeram parte da paisagem da ilha de São Miguel (Açores).
Tal como Ursus arctos barbeiticos, qualquer pessoa pode fazer desta casa a sua, desde que interprete a personagem — o que implica o uso da máscara de urso.