Conversa sobre a criação de novos públicos, democratização e inclusão na documentação do património imaterial realizada pela Música portuguesa a gostar dela própria.
Do motor de busca “Lastro” alimentado por inteligência artificial à conversa à mesa em aldeias, até à regeneração de repertórios pelo criação de coletivos que cantam em conjunto.
Luca Argel e Tânia Graça têm uma conversa descontraída sobre a situação do homem nos dias de hoje. Estará a masculinidade (de novo) em crise? Por que os comportamentos tóxicos e de risco são tão comuns entre homens? Faltam boas referências masculinas para os rapazes? Entre perguntas, histórias e inquietações, estarão em jogo as perspectivas de um artista e de uma psicóloga sobre o assunto.
A Fundação José Saramago traz ao BONS SONS uma conversa com Patrícia Portela (escritora e programadora cultural) e Sérgio Machado Letria (diretor-executivo da FJS), com moderação de Ricardo Viel, sobre a cultura como ato de Resistência, sobre as desigualdades sociais e culturais no nosso país, sobre José Saramago e a importância da intervenção cultural na sociedade contemporânea.
Num contexto cada vez mais marcado pelo individualismo e pela fragmentação social, importa olhar para os espaços onde continuamos a encontrar-nos, organizar-nos e cuidar uns dos outros. Dos coletivos culturais às associações locais, dos movimentos cívicos aos lugares de encontro informal, esta conversa procura perceber de que forma a vida em comunidade continua a ser uma força de resistência.
Nem todas as pessoas ocupam o espaço comum da mesma forma. Algumas continuam a ser invisibilizadas, sub-representadas ou excluídas dos lugares onde se tomam decisões e se constroem narrativas coletivas. Esta conversa procura refletir sobre identidade, representação e pertença, questionando quem tem voz, quem continua a ser ignorado e o que significa existir plenamente numa sociedade democrática.
Criar é um ato de liberdade, mas também de confronto com o tempo em que vivemos. Mais do que discutir obras acabadas, interessa-nos perceber como nasce uma ideia e de que forma a arte continua a abrir espaço para questionar, imaginar e transformar. Esta conversa será gravada ao vivo como um episódio de Dedo Invisível, o podcast do Gerador que dá voz aos profissionais que fazem acontecer a cultura em Portugal.
Num tempo marcado pela crise climática, pela incerteza económica e pela transformação acelerada das sociedades, esta conversa procura perceber de que forma as novas gerações continuam a imaginar o futuro. Falamos de responsabilidade, sustentabilidade, mas também da capacidade de continuar a agir quando as respostas parecem insuficientes. Porque resistir pode ser, simplesmente, recusar a ideia de que o futuro já está decidido.
Nesta mesa redonda será possível conhecer melhor os projectos e artistas Filhos do Meio, procurando compreender a importância desta bolsa nos seus percursos profissionais e pessoais, mas também reflectir sobre a importância da prática artística na vida dos lugares e sobre a vitalidade que os lugares trazem à criação artística.
A conversa Artes e Produção Cultural conta com a participação de Elisabete Paiva (diretora do Festival Materiais Diversos) e Ana Deus (cantora – Três Tristes Tigres, Osso Vaidoso) e pretende responder às perguntas: Há uma política pública de apoio cultural? Devem os impostos subsidiar a criação artística ou o mercado encarregar-se-á disso? O que é mesmo a formação de públicos?
Territórios e Interioridade é uma conversa em torno daquilo que é possível fora das grandes áreas metropolitanas e sobre como fortalecer a contemporaneidade no campo, com a participação de Rogério Roque Amaro (economista e professor no ISCTE) e Maria do Carmo Bica (engenheira agrícola, técnica da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Presidente da Cooperativa 3 Serras de Lafões).