PERCURSOS ALTERNATIVOS é um documentário de Rui Mota Pinto que dá conta da diversidade musical de uma cidade, celebrando-a e expandindo a história, através de narrativas textuais, sónicas e visuais que podem inspirar novas gerações. Um retrato da música alternativa viseense cujo pico aconteceu nos anos 1980 e 1990 onde músicos, radialistas, programadores e outros melómanos com relevo nas dinâmicas em torno da música que aqui se fez e faz, são chamados a falar e a confrontar-se com as suas experiências e momentos de destaque ao longo destas décadas. A formação das bandas, as dificuldades, as influências, a partilha de instrumentos e salas de ensaio, os concertos em Viseu e em salas de referência pelo país, a divulgação e promoção, entre outras partilhas e descobertas únicas.
Área: Cinema
Paraíso
No início dos anos 1990, Portugal passou pela sua própria explosão da música de dança. Raves de proporções épicas e um novo som deram origem ao que então se chamou: “Underground house music from a paradise called Portugal”.
Com imagens exclusivas e entrevistas a DJs, produtores, bailarinos e promotores, o filme retrata a génese e evolução da cultura rave portuguesa, bem como o seu impacto duradouro na música eletrónica a nível mundial.
Curtas em Flagrante
Curtas em Flagrante é uma mostra itinerante de curtas-metragens de língua oficial portuguesa, a decorrer desde 2009.
Na sua edição MMXXVI apresenta, no BONS SONS, curtas-metragens de língua portuguesa que exploram diferentes formas, narrativas e linguagens cinematográficas.
Curtas em Flagrante
O cinema, o vídeo e a fotografia têm mais uma vez um papel importante em Cem Soldos. No 10.º aniversário do festival itinerante Curtas em Flagrante, dá-se o seu regresso ao BONS SONS com duas sessões de cinema onde são exibidas várias curtas-metragens para abrir novos horizontes.
Uma Árvore no Largo
Dando a conhecer um retrato da comunidade de Cem Soldos, no filme, somos guiados pelos passos de cinco personagens que a constroem, braço a braço, com quem a habita e uma viagem de descoberta das janelas e palcos desta aldeia em movimento. Filmado durante a 9.ª edição do Bons Sons, em 2018, o filme conta com a participação de Hélio Morais (Linda Martini e PAUS), João Rufino (LODO e elemento da equipa técnica do Bons Sons), Luís Sousa Ferreira (fundador do Bons Sons e diretor artístico do festival até 2019), Carolina Mourão (coordenadora do grupo Avós & Netos de Cem Soldos) e Joana Faria (uma das voluntárias do Bons Sons), dando a conhecer os bastidores, os concertos e o ambiente deste festival comunitário, realizado desde 2006, na aldeia de Cem Soldos, concelho de Tomar.
Curtas em Flagrante
“Curtas em Flagrante” é um festival itinerante de curtas-metragens provenientes de países de língua oficial portuguesa. Da selecção de obras apresentadas anualmente a concurso nasce este festival. Pretende impulsionar uma nova perspectiva de interpretação da linguagem cinematográfica e audiovisual e despertar uma renovada absorção individual da sétima arte, distinta das criações convencionais e acessíveis pelos meios comerciais.
Além da itinerância, existem projecções pontuais, como a exibição de uma curta antes de um filme em salas de cinema, ou a realização de mostras.
Cantadores de Paris, Autópsia de Uma Montagem
As canções viajam seguramente, viajam carregando o seu código genético, aquilo de que falam, de onde vêm, o que são. Trazem com elas paisagens, natureza, harmonias e melodias. Há canções que carregam a fome, o trabalho árduo, a força da vida e o suor de sol a sol. Outras lamentam o casamento e avisam amantes. Todas elas são partilhas e, em todas elas, podemos sentir culturas e formas de vida. As canções mesmo em diferentes línguas são universais no que embalam, no que sonham.
Em Paris criou-se um grupo de Cante Alentejano formado por pessoas que não são portuguesas e que não conhecem o Alentejo e a pergunta faz-se: Como se pode cantar uma cultura que não se conhece?
Depois de um período longo de idas e voltas a Paris e ao Alentejo, Tiago Pereira partilha o ato criativo de edição das dezenas de horas gravadas. Serão 50 minutos com sequências e ideias de montagem do filme que vai estrear em Novembro.
Curtas em Flagrante
Durante a tarde, para quem quer fugir aos raios de sol, o BONS SONS propõe aos visitantes sessões de curtas-metragens de países de língua portuguesa, que compõem o acervo da edição de 2016 da iniciativa “Curtas em Flagrante”. Trata-se de uma aproximação ao público através de obras cinematográficas independentes e contemporâneas, realizadas por criadores lusófonos das áreas do audiovisual.
Auto Rádio
Tal como o disco de Benjamim, o filme “Auto Rádio” é uma viagem pelo país, pelas canções e pela música. Fala sobre Afife, sobre a Guiné, sobre concertos esquecidos no terreiro da Aldeia da Pedralva ou sobre fazer música em Portugal; é uma ode à dureza da estrada, aos concertos falhados, aos bem sucedidos, aos discos, à rádio, ao Verão e ao país, enquanto conta a aventura insólita de uma longa jornada por Portugal quase inteiro numa carrinha carregada de equipamento até ao tejadilho. Além disso, como documentário que é, mostra-nos inúmeros detalhes sobre as canções; descodifica-as e contextualiza-as.
Realização: Gonçalo Pôla
Este Povo
“Este Povo” é um retrato genuíno de uma aldeia inteira, narrado por quem a vive. Na primeira pessoa, os habitantes mais velhos de Cem Soldos contam as suas memórias e vivências e dão corpo a um documentário inspirador, onde a história de cada um se confunde com a história do lugar que os viu nascer – “Este Povo” de Cem Soldos.
Foi esta a riqueza encontrada por um grupo de jovens cem-soldenses, que filmou a aldeia e as suas gentes ao longo de um ano. O arquivo digital criado (para sempre em construção) é o mote para a criação deste primeiro documentário.
Realização: Filipe Cartaxo, João Silva, Leonor Atalaia, Madalena Tomaz e Miguel Atalaia