As canções viajam seguramente, viajam carregando o seu código genético, aquilo de que falam, de onde vêm, o que são. Trazem com elas paisagens, natureza, harmonias e melodias. Há canções que carregam a fome, o trabalho árduo, a força da vida e o suor de sol a sol. Outras lamentam o casamento e avisam amantes. Todas elas são partilhas e, em todas elas, podemos sentir culturas e formas de vida. As canções mesmo em diferentes línguas são universais no que embalam, no que sonham.
Em Paris criou-se um grupo de Cante Alentejano formado por pessoas que não são portuguesas e que não conhecem o Alentejo e a pergunta faz-se: Como se pode cantar uma cultura que não se conhece?
Depois de um período longo de idas e voltas a Paris e ao Alentejo, Tiago Pereira partilha o ato criativo de edição das dezenas de horas gravadas. Serão 50 minutos com sequências e ideias de montagem do filme que vai estrear em Novembro.
14.08.2017Cantadores de Paris, Autópsia de Uma Montagempor Tiago PereiraAuditório Cem Soldos18:00